
A expectativa era alta...e cumpriu-se!
Mais uma aventura que se adivinhava, um novo país, uma América central quente e descontraída, para fazer esquecer o frio e as intempéries da vida q por cá de vez em quando nos chegam.
1.000 kms, um país que se define em poucas palavras: VERDE, NATUREZA, MAR e PURA VIDA
...lá parti, desta vez com uma companhia muito especial, a minha amiga Marta, vinda de um planeta distante daquele p o qual íamos mas, mesmo assim, decidida a enfrentar os seus receios de bichos e acompanhar-me numa viagem tb ela muito especial.
1º dia...A Costa Rica por um canudo...o Panamá do outro lado da lente:
...e que surpresa incrível nos aconteceu :)
O avião não pode aterrar em San José.
Felizmente, porque era a única parte da trip q não me agradava: perder tempo numa cidadezinha desinteressante com tantooo p fazer à sua volta! e o universo assim nos ajudou: Fomos parar a Panamá City, um offshore magnífico, moderno, limpo, desenvolvido, com o seu famoso canal que permitiu ligar oceanos e agilizar a navegação em pelo menos uns 10 dias em relação ao percurso tradicional/natural.
Ainda no aeroporto conhecemos 3 rapazes do Porto que iam a caminho de uma despedida de solteiro e do mesmo local para p qual nós íamos partir no dia seguinte na CR: a costa sul do caribe.
Jantámos e fomos todos dar uma volta pela cidade, não sem antes provar que as mulheres tem muito melhor capacidade de negociação com taxistas panamianos que os homens, lol...acabámos a beber um copo no "casco antigo", por sinal lindíssimo e muito bem cuidado, cheio de bares e restaurantes fashion, música e uma enorme sensação de tranquilidade e felicidade.
No dia seguinte sobrevoámos o país, via-se perfeitamente o canal e a geografia montanhosa, cheia de selva e rios de enorme largura e comprimento, lamacentos a desaguar no caribe...passámos por Bocas Del Toro, um arquipélago lindíssimo e que deixou de "água na boca" para voltar.
Adorei o Panamá!
2º dia - COSTA RICA - Puerto Viejo de Talamanca - mergulho semi-nocturno no paraíso de Cocles!
A primeira viagem de jipe foi logo um sucesso...ah, aqui uma pequena nota sobre a nossa bomba da estrada: alugaram-nos provavelmente o único jipe verde-alface da Costa Rica, um Be-Go, que se portou bem à altura, reconhecido em qq lugar por onde passava! lol
A Marta foi a condutora de TT e eu a co-pilota, dadas as minhas skills para mapas e as dela para buracos :P
Ao contrário dos meninos, não alugámos um GPS, e diga-se: não nos perdemos nem uma vez nos cerca de 1.000 kms que percorremos deste magnífico país de selva e mar.
Do aeroporto de San José para Talamanca seguimos os meninos e foi logo uma viagem lindíssima pelo meio do parque natural de Braulio Carrillo, uma pequena visão do que iríamos ver durante os próximos 10 dias.
A estrada principal só tem uma faixa para cada lado e, como na CR não existem caminhos de ferro e toda a distribuição é feita por via rodoviária em enormes camiões pesadíssimos e lentíssimos, as ultrapassagens são difíceis e as viagens morosas...mas nem por isso menos interessantes: tudo à nossa volta é verde, cuidado, limpo, ecológico.
...chegámos a Puerto Viejo de Talamanca ao final do dia e seguimos directos para a praia de Cocles para um mergulho de final de dia, soube pela vida, uma praia de sonho, água quente: um momento de descontração que entrou pela noite dentro.
Festinha no spot lá do sítio, o “J”, que é um misto de bar-acampamento-concerto-relax ...
SAN JOSE – PUERTO VIEJO = 4h? (not sure anymore)
3º dia – playa Punta Uva + Cocles
A Marta foi a condutora de TT e eu a co-pilota, dadas as minhas skills para mapas e as dela para buracos :P
Ao contrário dos meninos, não alugámos um GPS, e diga-se: não nos perdemos nem uma vez nos cerca de 1.000 kms que percorremos deste magnífico país de selva e mar.
Do aeroporto de San José para Talamanca seguimos os meninos e foi logo uma viagem lindíssima pelo meio do parque natural de Braulio Carrillo, uma pequena visão do que iríamos ver durante os próximos 10 dias.
A estrada principal só tem uma faixa para cada lado e, como na CR não existem caminhos de ferro e toda a distribuição é feita por via rodoviária em enormes camiões pesadíssimos e lentíssimos, as ultrapassagens são difíceis e as viagens morosas...mas nem por isso menos interessantes: tudo à nossa volta é verde, cuidado, limpo, ecológico.
...chegámos a Puerto Viejo de Talamanca ao final do dia e seguimos directos para a praia de Cocles para um mergulho de final de dia, soube pela vida, uma praia de sonho, água quente: um momento de descontração que entrou pela noite dentro.
Festinha no spot lá do sítio, o “J”, que é um misto de bar-acampamento-concerto-relax ...
SAN JOSE – PUERTO VIEJO = 4h? (not sure anymore)
3º dia – playa Punta Uva + Cocles
1ª Praia paraíso...sem ondas (das poucas q estivemos sem surf) e uma extensão de coqueiros brutal.
Os novos amigos vieram ter connosco e passámos um belo dia as duas...com os 9!
De tarde voltámos para a praia de Cocles onde me estreei em GRANDE no bodyboard com o Xé e o Bernardo a disputarem ondas comigo (bom...não foi uma estreia, mas não entrava de prancha há uns bons 15 anos...). MUITO MUITO BOM...perdi noção das horas lá dentro.
Há noite fomos todos jantar a um restaurante mt giro, seguido de festinha reggae num bar e na praia. Cool mood este dos costa riquenhos!!!
Começou a chover o céu...raios e trovões e MUITA água ...bem tropical!
4º dia – Cocles – Arenal
De volta à estrada, seguimos viagem para o centro da Costa Rica, desta vez para visitar um dos vulcões ainda em actividade, onde supostamente se vê a lava à noite e o fumo a sair...
A viagem correu muito bem, com paisagens sempre a mudar mas sempre repleto de verde, again, e o sol sempre a acompanhar-nos ....chegámos ao vulcão ao final do dia. Não vimos lava nenhuma, infelizmente estava uma nuvem à volta do cume, pelo que demos a volta toda à montanha, e acabámos por decidir fazer um corte de uma noite com a lógica dos hostels e acomodar-nos num resort MAGNÍFICO cheio de piscinas termais em escada e a escaldar e selva “organizada”, aproveitámos para fazer um mini-trecking e apreciar o vulcão mais de perto. Muito bom.
PUERTO VIEJO DE TALAMANCA – ARENAL = 3h45
5º dia – Fortuna/ Arenal (lagoa) – Tilarán – Santa Helena/ Monteverde (Selva)
Depois de uma noite de puro descanso arrancámos para mais uma viagem de paisagens lindas à beira de uma enorme lagoa, a caminho de Monteverde: finalmente chegaríamos à SELVA.
O caminho é fantástico e mais uma vez, organizado, tratado, ecológico.
Parámos numa vila maior - Tilarán - para trocar dinheiro no banco e descansar 5 minutos. A viagem estava a ser muito rápida e não entendíamos porque é que nos tinham indicado que levaria 3h30 no total....ainda! :P
...acontece que os último 30 kms levaram...2 horas!! A estrada é a subir montanha, em terra, com buracos/crateras em que é impossível ira mais de 20/30km/h ...belo passeio, mas chegámos todas partidas !! :P
Decidimos ficar num hotelzinho simpático – o Hotel Sunsuet - de 1 só piso e uma vista linda, cujo dono era um alemão há 30 anos na CR ultra prestável, o Sr. Vitalis de Hannover, que prontamente nos tratou das entradas para os canopys e pontes suspensas...
...e em menos de 1h estávamos a caminho da sede da Selvatura: o local de onde se parte para a aventura das liambas no topo das árvores...ehehhee
Eu amei! Os canopys são uma espécie de slide mas entre árvores, onde a distância maior atinge 1 km de comprimento (dos q fizemos pelo menos, que foram 13) .
A Jane no meio das árvores só! não viu nenhum tarzan de jeito, lol, de resto foi muito, muito, muito girooooo
O final foi a cereja no topo do bolo: um bungee-jumping pelo meio das árvores, em pêndulo, que eu gritei a plenos pulmões e queria repetir eternamente!! Eos macacos nas árvores a assitir a tudo divertidísismos :P
Ehehehe
...a martinha não se aventurou, depois de ter considerado os canopys demasiado radicais :P
Pela minha parte: Recomendadíssimo!!!!
Jantar com as novas amigas Mandy e Dessina do Colorado e preparar a manhã seguinte para um passeio pelo meio das pontes suspensas…
ARENAL - MONTEVERDE = 3h30
6º dia - Santa Helena/ Monteverde (Selva) – Sta Teresa (costa do pacífico)
Na manhã seguinte voltámos à Selvatura, desta vez para um passeio muito menos radical, pelo meio da selva e das pontes suspenas....muito bonito mesmo, mas vimos poucos animais de grande porte...ouvem-se, mas não se veêm!
Arrancámos para Puntarenas para conseguirmos apanhar o barco das 13h para a costa do pacífico (há 6 por dia e as filas podem ser grandes...convém chegar um pouquinho antes)
Pelo caminho tivemos uma aventura pequeninaaaa...hihihi....íamos em excesso de velocidade, ultrapassagem em curva e com duplo contínuo...quando a polícia nos manda parar!!
xiiiiiiiiiiiiiii....pela tabela que nos mostrou, a conta ascendia aos 700 USD (+- 570€)...Não...não podíamos pagar...e decidimos subornar o sr guarda...que passado um bocadinho acabou por aceitar 20€ e nos deixar ir embora no meio de muitos sorrisos, lolololol
Mesmo assim, chegámos a Puntarenas cedinho, um local horroroso, porto de atracagem de navios, e como tal...um lugar onde se quer estar o menos tempo possível!
Chegámos ao barco finalmente e o passeio decorreu tranquilamente pela grande baía que nos leva à península de Nicoya.
Acabei o trajecto a falar com o Júlio, que viajava numa carrinha pão-de-forma com o Alex, ambos panamianos surfistas, que não viam um banho de água-doce há seguramente muitooooo tempo ! lol
Já do lado da península a paisagem volta a ser magnífica...não consigo parar de utilizar as mesmas palavras para descrever os locais pois eram todos lindos e todos verdes, todos !
Chegámos a Sta Teresa ao anoitecer...a tempo de procurar um hostel e descansar um pouco.
A praia é lindaaaaaaaaaaaa.....com muitas ondas, coqueiros até à beirinha, juncos, entradas de rios em todo o lado e iguanas! Lol
O Hostal Arenas foi o seleccionado, com piscina e 3 zonas distintas: uma com um edifício de apenas 1 piso e 2 quartos + wc e outra, do outro lado da piscina, com cozinha aberta e quartos em dorms, e um piso superior, também aberto, com uma sala mt gira de TV e leitura. A 3ª zona era a recepção e a casa da Barbara e do Mari...o casal novo dono do hostel.
Eu adorei e pela minha experiência em hostels, foi seguramente o melhor em que já fiquei!!!
A Marta não gostou porque tínhamos de dividir a nossa wc com o quarto do lado, mas mais porque no meio de tanta selva...há, evidentemente, osgas, e num momento em que abrimos a porta do quarto entrou 1 e foi um filme para a tirar de lá! LOL
O hostel era super limpinho e a empregada andava lá todos os dias a esfregar e limpar tudo à volta. Um luxo...parecia um mini-resort, na rua principal e em frente a uma “entrada” de mato que dá acesso ao caminho p a praia
Jantámos lindamente e fomos beber uma jola ao bar lá da terra.
Sta Teresa , apesar de ser também apenas uma gr estrada esburacada e com hostels, restaurantes, supermercados e um campo de futebol (é este ponto que distingue o “centro” de uma terra na CR...não percebemos bem porquê, porque na realidade, não há nenhum centro, em nenhum lado! Lol)...é a maior em que já tínhamos estado desde o ínicio da aventura na CR! :P
MONTEVERDE– STA TERESA =2h (? não me recordo mas não foi mais q 2h)
7º -9º dia – Sta Teresa
Ficámos a aproveitar a praia magnífica durante os dias que se seguiram., fizemos muitos amigos no hostel, sobretudo muito jovens mas com uma óptima onda.
No 8º dia, seguindo a indicação do Mari fomos até à Playa Hermosa, que eu considerei lindaaaaaaaaaaa....ainda mais que a de Sta Teresa...a Marta estava em dia não e não saiu do seu lugar ao sol...eu aproveitei para caminhar e aproveitar a beleza do local.
Depois aconteceu-nos o único percalço da viagem toda: veio uma onda e encharcou tudo…lá saímos da Playa Hermosa e voltámos à nossa linda Sta Teresa. :P
Às vezes o mundo isola-nos pelas razões certas…a baby Marta ficou sem telemovel! Mas sobreviveu, lol .
No último dia, e já com uma data de novos amigos e amigas (mais novinhos mas nem por isso menos interessantes e boa onda) prometemos dar boleia aos canadianos e seguir para Montezuma…uma aldeola perto (45 min, apenas por causa dos buracos) com uma rua mais animada. Jantámos com eles e fomos descansar o corpo num hotel melhorzinho, para acabar a viagem em beleza!
No 8º dia, seguindo a indicação do Mari fomos até à Playa Hermosa, que eu considerei lindaaaaaaaaaaa....ainda mais que a de Sta Teresa...a Marta estava em dia não e não saiu do seu lugar ao sol...eu aproveitei para caminhar e aproveitar a beleza do local.
Depois aconteceu-nos o único percalço da viagem toda: veio uma onda e encharcou tudo…lá saímos da Playa Hermosa e voltámos à nossa linda Sta Teresa. :P
Às vezes o mundo isola-nos pelas razões certas…a baby Marta ficou sem telemovel! Mas sobreviveu, lol .
No último dia, e já com uma data de novos amigos e amigas (mais novinhos mas nem por isso menos interessantes e boa onda) prometemos dar boleia aos canadianos e seguir para Montezuma…uma aldeola perto (45 min, apenas por causa dos buracos) com uma rua mais animada. Jantámos com eles e fomos descansar o corpo num hotel melhorzinho, para acabar a viagem em beleza!
10º dia – Montezuma – San José
Arrancámos cedinho para dar boleia a meio caminho aos míudos ingleses que nos esperavam algura em terra de ninguém, lol
Lá iniciámos o trajecto de regresso a San José, e eu cheíinha de pena de não ter continuado…
No regresso tenho de relatar um acontecimento que me fez pensar muito nas decisões que tenho tomado na vida…e em como às vezes parece mesmo que algumas coisas acontecem por uma razão:
No barco de Paqueras para Puntarenas resolvi sentar-me fora num canto a ler o meu livro, já quase no final, do Gonçalo Cadilhe ”Planisfério Pessoal”, onde relata a sua volta ao Mundo há uns 10 anos atrás.
No início do livro o Gonçalo conta como no Belize conheceu o Miguel, um rapaz louro, mt bronzeado, olhos verdes, da nossa idade, que era bancário e que um dia decidiu aprender a fazer bijuteria em prata e partir sem destino e sem bilhete de regresso para a América Central…
Estava eu compenentrada na minha leitura…quando um rapaz louro, mt bronzeado, olhos verdes, da nossa idade, agora com uma criança pequena ao lado, começa a falar comigo em português e me diz que há uns 10 anos atrás tinha conhecido o Gonçalo e q ficaram amigos. No início nem percebi logo a relação, não estava à espera, já tinha lido o livro quase todo e já estava longeeee do Belize…falámos imenso e ele contou-me em como tinha mudado a sua vida e vivia agora com a mulher na Costa Rica, felizes e contentes com a decisão tomada.
Só quando me despedi do Miguel (até lá não lhe tinha perguntado o nome) é que caí na real…e fiquei de boca-aberta…estava à minha frente a prova viva de
que é possível tomoar decisões tão radicais e ser-se feliz na mesma!
Vim feliz e em extâse para o jipe ter com os ingleses e a Marta, com a sensação que aquele encontro não foi casuístico…e se foi, em mim teve todo um significado.
Mais uma vez o Mundo a por-me à prova!
MONTEZUMA – SAN JOSE = +-2h30 a 3h
(contar com os horários dos barcos… nós fomos no primeiro da manhã, e demora cerca de 1h a travessia)
S, feliz
