terça-feira, dezembro 11, 2007

As fotos da festinha dos 30...

30...redondinhos

não vou escrever grande coisa pois não estava nos meus dias, a noite anterior ter durado até às 09h da matina talvez tenha ajudado...mas no final gostei muito, pelos 30 anos em que todas aquelas pessoas estiveram presentes!

Thanks guys...(K)(K)

para ver fotos cliquem aqui no link!

e pelo feed-back , a festinha foi boa :D:D:D

Minto...

... no post anterior não me estava a lembrar do mais importante!

O meu sobrinho Francisco deu os seus primeiros passinhos sem ajuda :):):) e chamou pela TIA pela 1ª vez...:):):) tão a ver a baba a escorrer, não tão? e melhor...eu filmei TUDINHO! eheheh.

E...a minha afilhada aprendeu a dizer "madrinha Sofia" e diz muito direitinho....ohhhhhhh, que amorrrr.

S, valeu a pena as horas perdidas no Toys"R"Us

...

o que é que o a rádio RADAR, o José Cid, a Mariza, o Rui Veloso, o Spa da Penha Longa e o Centro de Fisioterapia de Cascais têm em comum?
....

Nada, é um facto, apenas que são tudo o que me lembro deste meu ultimo mês ...

:S:S:S:S

segunda-feira, dezembro 10, 2007

em leilão...agora quero um lobo...já lá vai o tempo do Pinguim :)


em saldos....tão absolutamente fora de moda...


VERINHA....my darling... tinhas toda a razão: este é o nosso ano! :):):)

Escorpião - 2008:
" Quem é do signo Escorpião sente-se atraído pelas vivências transformadoras e regeneradoras, instintivas e emotivas, apaixonantes e dominadoras, mesmo que perigosas ou mais ou menos perversas, da vida, da psique humana e do mundo transcendente, de onde se projecta um potencial renascimento em poder e sabedoria. O ano de 2008 será um ano particularmente positivo e feliz para os nativos de Escorpião e serão poucos ou nenhuns os obstáculos significativos que possam contrariar este clima de prosperidade. Mais oportunidades de crescimento pessoal, familiar, relacional ou profissional, maior receptividade por parte do outros, maior autoconfiança e vontade para enfrentar desafios e concretizar ambições, maior discernimento e adaptação às novas situações, maior compreensão e aceitação da realidade emocional e psicológica pessoal, assim como maior facilidade em se libertar das amarras do passado e procurar novos caminhos. Não será difícil imaginar que num clima destes, pessoas irão aparecer e promover todas estas mudanças. Possíveis ilusões vão cair mais facilmente por terra, facilitando uma nova percepção, mais liberta e eficaz, da existência e dos projectos que vale realmente a pena levar adiante. "

quarta-feira, dezembro 05, 2007

cheiíiiiinha...

...de vontade que chegue sabado para passar uma bela tarde no Spa Da penha Longa, oferta da família simpatica, para sentir o melhor dos 30!

...de vontade de descer umas pistas ...(adiada, enquanto o joelho ainda nao tiver bom..mas em aberto)

...de vontade de rir... :) :P

...de vontade de ir ver uma peça, um concerto, um filme

...de vontade de ir dar a volta ao Mundo! :D:D

....de, e de, e de...tantas coisas :D

é, a minha boa energia está de volta!!! YUPIIIIII !!!:)

S, será o espírito do Natal? LOL ;)

segunda-feira, dezembro 03, 2007

O que é isto?

Este blog tem sido um espaço para comunicar o meu mundo, sobretudo o meu mundo das viagens, aos meus amigos…
Mas desde a sua criação, há 2 anos, que tem oscilado entre um post descontraído de uma viagem, e uma montanha-russa de emoções que antes não passavam do papel para o ecrã.

Um mês passado da minha lifetime experience ao Peru estou num vazio.

Fiz 30 anos.

Estive um ano a pensar que isso não me incomodaria, que em retrospectiva, fiz exactamente da vida aquilo que eu escolhi. Cada opção foi tomada de livre vontade e não me imaginaria a ter vivido esta última década de outra maneira.
Há exactamente 10 anos atrás optei por deixar o que tinha de mais estável cá e ir abrir horizontes. Desde então que eles nunca mais se fecharam.
Foi sem duvida um período muito bom e muito intenso.
Sempre pensei que aos 30 me iria sentir fantástica, cheia de certezas, de decisões tomadas de livre arbítrio.
O que me assustou foi que na semana dos 30 não me senti mesmo nada assim. Não me reconheço ainda nesta sensação de vazio, mas não gosto dela. Não gosto e não sei o que fazer para a mudar.

Faz agora um ano que voltei para casa. Que decidi que estava na altura de começar uma nova etapa.
Recomecei. Novo trabalho, novos objectivos, passado emocional enterrado. Foi um ano em aberto.
E agora?
Um ano mais tarde será que o bichinho da mudança está a voltar outra vez? Não pode ser! Eu quero ser uma pessoa normal e ter os mesmos desejos que as outras pessoas, ou no fundo só quero deixar de me sentir uma freak, por ainda não me apetecer assentar, nem ter filhos, nem ser mais uma peça da sociedade burguesa portuguesa.

S

segunda-feira, novembro 12, 2007

Peru – 25 Out. a 04 Nov. 2007

(para verem algumas fotos cliquem aqui)

Vou transcrever as notas que escrevi durante a viagem…é muita informação e quero preserva-la por escrito, para minha memória futura. Partilho convosco, para quem tenha a paciência de ler aquela que foi uma Lifetime Experience sem dúvida. O maior desafio a que já me propus na vida. Accomplished…


25/10 – O Voo

A expectativa é grande. A promessa de uma viagem única e inesquecível está prestes a começar…
Estou a poucas horas de aterrar em Lima, ao meu lado está a Nicole, uma Sra. francesa que já andou por meio mundo e que com a a idade de ser minha mãe, vai agora aventurar-se sozinha pelo Peru, com um guia e sem trecking, é certo, mas mesmo assim uma Sra. de coragem. :)

Com ela dividi o táxi até ao centro e tive a minha 1ª aventura pelas estradas e condução ultra perigosa dos peruanos…to get use to.

Fiquei hospedada no hotel mais carismárico de Lima, o Grand Bolívar, antigo hotel das estrelas e figuras publias, palco dos discursos políticos e de muito glamour. Está velho e com uma grande necessidade de renovação dos quartos, mas continua grandioso.

26/10 – LIMA
De manhã: Passeei pelo centro de Lima. Plaza de las Armas, Igrejas e catedrais, muitos edifícios coloniais, onde imaginei as antigas damas espanholas e seus capitães a passear no seu tempo… Exposição de Cota Carvalho e exposição do Banco Nacional sobre todas as culturas passadas (Chavín, Vicus, Moche, Nasca, Lambayque/ Chimú, Chancay e Inca), incluindo uma exposição de Hugo Cohen com peças de Ouro Incas.

Depois do render da guarda, nada pontual ou sério como o britânico, apanhei um táxi para Miraflores, a caminho da verdadeira aventura que me esperava…

Conheci o grupo : 2 belgas (o único casal no grupo) de 28 e 30 anos – Alice & Vincent; 1 Irlandesa a viver em Melbourne, de 27 anos – Caroline; Uma Australiana a viver em NYC – 46 anos – Karen e um australiano de 47, o Ken, a viver mesmo em Brisbane, na AU. Os “Aussies” do grupo, como eles mesmo se chamavam!
À parte do casal, ninguém se conhecia e estávamos todos a viajar sozinhos.
O grupo pareceu-me logo genial, como se viria a constatar mais tarde…
O Guia em Lima: Sebastian, um porreiro, gay até à ultima, super fashion, que estava numa de curtir tranquilamente pelas ruas da city.

De tarde: 1ª experiência de Bus…passeamos pelo centro de Lima e voltamos para o atarefado e muito turístico bairro de Miraflores para jantarmos. Muito bom, aliás, como toda a comida no Peru, é magnífica…Ceviche, Tacu-Tacu e muito Pisco Sour depois lá fomos dormir pois a wake-up call era às 03h00 da matina!


27/10 – Cusco – antiga Capital Inca

05h45 lá apanhámos o voo p Cusco, a 3200 metros de altitude, foi o 1º contacto com a altitude sickness…uma sensação estranha e difícil de aguentar.

No avião deram-nos logo um chazinho de Coca para aliviar a tensão e comprei um saquinho de folhas logo à chegada…desde então não parámos de beber, uns 7 ou 8 por dia…mas mascar não adorei pois as folhas ficam coladas na boca. De qualquer forma, a folha de coca não altera nada, é como o chá verde, quanto muito ajuda a ter menos pressão no corpo e na cabeça…

Hostal Inca Dream – excelente, mt limpo, muito caseiro, toda a gente ultra simpática e atenciosa, como todo o povo que conheci, verdade seja dita.(Mas ali senti-me em casa!)

Guia em Cusco e posteriormente no Vale Sagrado: Augusto – excelente guia, mt dedicado à cultura Inca e pouco dado a espanholadas, como é evidente…foi 5*.

Passeámos por S. Blas, que é bairro dos artesãos e artistas, tivemos uma “aula” sobre a Coca, enqto bebíamos mais chá e provávamos uns chocolates e bolachas divinais tb eles de coca…e uma aula sobre a importância dos números para os Incas. Mt giro.
De tarde deixámos o Augusto e organizei uma “excursão” do grupo a Sqsaywaman (ou “sexy-woman” como nós lhe chamávamos, pois lê-se mesmo assim) e a Q’enqo. Ruínas Incas em óptimo estado de conservação e palco de rituais e sacrifícios antigos.

De noite jantámos por pouco mais de 1€ cada um e fomos dormir cedo para partirmos de madrugada para o Valle Sagrado.

28/10 – PISAC/ URUBAMBA / OLLAYTAYTAMBO

Wake-up call: 06h45 da matina, um luxo face aos restantes dias, anteriores e posteriores.

- Bus para Pisac – a estação dos autocarros é exactamente o que esperamos, um espaço de terra batida com enormes filas à espera de correr p dentro do bus para não ir no telhado…
- Combi privado para irmos visitar o Centro de Têxteis de Cusco, na montanha, de terra batida e ao ar livre, onde a comunidade se junta para tecer a lã e dar forma aos inúmeros acessórios de Alpaca e ovelha..
- regresso a Pisac e Almoço no mercado tradicional.
- Bus para Urubamba e combi privado de lá para Ollaytaytambo – cidade Inca mt bem preservada – tivemos a sorte de apanhar a festa da aldeia, uma animação!
Visita às muralhas incas e jantar no Hearts Café. De noite ainda dei um passeio com o Jeff pela aldeia para ver melhor a terrinha.

29/10 – 1º dia de trecking – Huaran / Cancha Cancha / Accopata

Começámos por comprar prendas para as crianças e walking sticks em Ollaytatytambo (quantas vezes pensei depois em como não teria conseguido caminhar os 3 dias sem eles, benditos os meus amiguinhos de endurance! ). De combi privado da Lhama Path lá fomos para Huaran.

Equipa:
1 cozinheiro (aliás, um verdadeiro chef, um às no tacho, uma maravilha…Martín) e 2 ajudantes + 2 meninos para levarem as Lamas e 2 guias – O Hubert – guia principal e excelente pessoa, e o Elvis – o meu guia privado - como eu lhe chamava – o miúdo estava a fazer uma espécie de estágio para a faculdade de Guias e teve de me aturar 3 dias a passo de “tortuga”, lol.
Uma dúzia de Lamas para carregarem os Duffle Bags com as nossas coisas básicas e 2 cavalos para carregarem a comida e acessórios.

Começámos o trecking em Fundo Huaran, a 2950 mts e caminhámos por 4 horas até Cancha Cancha, onde tínhamos uma tenda montada para almoçar junto a um riacho. Logo de início, ao fim de alguns metros, começámos a subir e fiquei logo sem ar, um aperto no peito fortíssimo e um peso no corpo que não aguentava, comecei logo a andar tipo caracol pois não conseguia mesmo caminhar nem inspirar fundo. Sol, calor, frio, chuva, tivemos de tudo.
Depois do almoço senti-me melhor e já respirava o suficiente para acompanhar o grupo. A ultima hora de caminhada (a 8ª do dia…) foi debaixo de chuva intensa, até que alcançámos o acampamento molhados até aos ossos, a 4.175 metros. Sítio lindo, chazinho e lanche à nossa espera… foi um reconforto para o corpo e alma.
Conhecemos os dotes do nosso cozinheiro e logo a dormir pois tínhamos de levantar as 05h00 da matina para começar o 2º dia. (quase não dormi com tanto frio).

30/10 – 2º dia de trecking – Pachacutec / Quisuarani / Willquikasa / Cuncani

Atrasámo-nos um bocadinho com os preparativos e às 07h00 da manhã lá arrancámos montanha acima, em direcção ao ponto mais lato da jornada…Pachacutec a 4.850 metros, o ponto mais alto que alguma vez estive na vida. A subida foi muito dura, muito inclinada e com trilhos muito estreitos, a cair para vazios intermináveis.
Chegar lá a cima é absolutamente deslumbrante. De inicio mal consegui falar, com o cansaço e a falta de ar…mas depois de beber um chá de coca e umas pipocas acabadas de fazer lá mesmo no topo, pude apreciar a vista fabulosa, ao nível dos picos cheios de neve das montanhas à volta. Com uma lagoa lá mesmo em baixo, verdinha.

Arrancámos desta vez em downhil :):):) …como eu estava feliz nesse momento!!! Descer para mim era um sonho, conseguia finalmente respirar e nem o granizo que caiu incomodou.
A vista era espectacular e descemos a pique durante umas 3 horas…até chegarmos quase ao local do almoço, Quisuarani (no máximo meia dúzia de casinhas perdidas na montanha com uma escolinha primária). A 3.850. A chegar lá a abaixo comecei a sentir fadiga total e tive de encostar à boxe uns minutos, passei mal e só melhorei depois de vomitar e de cheirar um líquido qualquer que o Elvis me deu. Fomos 3 a sofrer do mesmo, o Ken e Vincent ainda passaram pior! A sorte é que estava sol e calor por essa altura e dava para descansar nas bermas do rio que por ali passava, formando grandes cataratas em alguns pontos.

O almoço já foi debaixo de chuva intensa e muito cansaço…estávamos à quase 6horas a andar…e ainda nos restavam mais 5h30 pela frente, desta vez, com uma grande e inclinada subida de pedras e muita lama, quase sem trilhos visíveis, apenas precipícios…

Assim foi o início da tarde….foi a parte mais difícil de todas e pensei várias vezes que aquilo era uma inconsciência e que eu devia ser doida varrida de me ter metido numa viagem de grau 4 em 5 de exigência física…
No topo de Willquikasa (4.500 mts) senti-me na border line, no meu limite. Ao mesmo tempo senti a alegria de perceber que o tinha superado! Inexplicável.

Do outro lado aguardávamos uma das mais bonitas partes do percurso, cheio de lagoas verdes e chinchilas a correrem pelo meio…aceleramos o passo pois iria ficar noite daí a 2horas e estávamos a quase 3h do suposto acampamento.

A correr montanhas abaixo por horas, começou novamente a chover e estávamos exaustos.
Magoei seriamente o meu joelho tal era a inclinação da montanha e a rapidez com que íamos por ali abaixo, mas mesmo assim tivemos de fazer cerca de 45 minutos de noite.

Chegámos a Cunkani, uma aldeola ligeiramente maior que a anterior, a 3.800 mts. Uma escola com 2 salinhas e o nosso chef e ajudantes a cozinhar lá dentro…estranho era, as lamas e as tendas não estavam por ali, e foi quando percebemos que o ruído que havíamos ouvido umas horas antes na montanha tinha sido de uma avalanche, ocorrida logo depois de termos passado uma montanha e que impediu as lamas e nossos sacos de passar.

Estava no limite da exaustão. 11h30 de caminhada num dia, com altitudes quase sempre acima dos 4.000 metros…voltei a sentir a quebra de tensão. O Ken não aguentou e deitou-se no chão da escola, imundo, e eu, passado uns instantes lá estava também, congelada de frio de cansaço. Os peruanos aqueceram-me umas garrafas e colocaram-me umas mantas em cima para aquecer o corpo.

Cheiravam mt mal e percebi mais tarde porquê…não tendo as nossas coisas, a única forma de nos manterem quentes era utilizar as mantas que serviam de selas aos cavalos, suados da sua caminhada. Ah pois é… é isso mesmo. E eu nem tive forças para pensar nisso, felizmente.
O Homem é um animal de hábitos e ao fim de uns dias na montanha eu já estava sem quaisquer frescuras!

O Hubert mandou 2 homens a meio da noite e da chuva intensa procurar as Lamas e os meninos que as acompanhavam pois não sabíamos se estavam bem, e fizeram todo o caminho para trás à procura!

Na salinha ao lado puseram todas as mantas disponíveis e juntamo-nos os 7 para dormir no chão da escola. Claro que não dormi mais que um par de horas, mas de manhã já estava a sentir-me melhor.


31/10 – 3º dia de trecking – Lares / Ollaytaytambo / Aguas Calientes


O Martín surpreendeu-nos a todos e, quando nos sentámos para tomar o pequeno-almoço, ele, como que por milagre, tinha feito um bolo para nós!!!!!

Recomeçámos a marcha e desta vez, uma “papaíta” / Peace of cake…ou uma canja se fosse por cá 
Finalmente o caminho era suave, com casinhas pelo meio, sem pressas. Encontrámos imensas crianças e a felicidade de ¼ de laranja deixa-nos sem palavras. O povo peruano é muito bom, gentil, naturalmente amável, e na sua pobreza material não deixa de ser rico em espírito.

Ao fim de 3 horas chegámos ao nosso destino: as termas naturais de Lares!

Senti-me como se estivesse no SPA do Ritz… agua quente, banho, piscinas a escaldar e…para nossa surpresa, o Cassiano, um dos homens enviados pelo Hubert na noite passada, tinha caminhado toda a noite e toda a manhã com os nossos 7 sacos às costas e lá estava ele, com a nossa roupa limpa!

Nas piscinas conheci o Tomás, um português do Porto, fotógrafo, que andava à 1 ano pelo Peru e que ficou pasmado de me ver ali pois era a primeira portuguesa que conhecia desde que estava na América do Sul. Claro que o Mundo é um T0 e logo percebemos que tínhamos conhecidos em comum. Ele tinha ido pela Geotur para o Peru e era grande amigo de um colega meu da Foz.  Incrível, ou talvez não: ainda não percebi a história das coincidências, se as há ou não…

Em Lares já tínhamos a combi da Lhama Path para nos levar de regresso a Ollaytaytambo, 3h30 de caminho por uma estrada que serpenteava pelas montanhas, estreita e toa feita em contra-mão pelo nosso motorista. Fechei os olhos, se não tinha morrido nas montanhas não seria ali, mas o melhor mesmo era não ver!

Chegámos a Ollaytaytambo e fomos beber um Pisco Sour antes de jantar. Fiquei logo animada!! 

Jantamos e conhecemos o Kurk, um Neo-zelandês a dar a volta ao Mundo, que a partir dali ficou connosco.

Depois de jantar apanhamos um Tuc-tuc para a estação pois chovia a potes e apanhamos um comboio para Aguas Calientes, o sopé do Machu Picchu.

A cama quente e macia que nos esperava foi uma bênção e dormi das 23h30 até às 04h00 como um bebé.

01/11 – Machu Picchu


05h00 da manhã já estávamos a tomar o pequeno-almoço.
05h30 na fila do bus que nos levaria, loucamente diga-se, até à esperada civilização perdida dos Incas.

É deslumbrante. Amei. Um sítio que tem mesmo uma magia no ar, um misticismo muito forte, que ate para quem é tão pragmática como eu, surpreendeu.

O grupo quis subir a Uayna Picchu, e eu e a Caroline ficamos deitadas no topo da civilização inca a curtir a vista pelo menos durante 1 hora!
Conhecemos imensa gente nessa hora, de passagem por ali. Uma animação diga-se! Voltamos a Aguas Calientes para almoçar e despedir do Hubert…e bebemos uns “litrinhos” de cerveja …para a meio da tarde arrancarmos num comboio panorâmico, todo em virdo, pelo Vale Sagrado de volta a Ollaytaytambo, onde o nosso motorista aguardava para nos levar a Cusco, mais 1h30 de viagem…

Chegámos a Cusco às 20h00 e fomos jantar com o Augusto.

O último jantar todos juntos. Despedimo-nos dos belgas. No final, eu o Jeff e a Caroline fomos ao Irish pub beber uma jola para descontrair e pensar nos dias incríveis que tínhamos passado.

02/11 – Cusco

Dormi lindamente. Sem horas para levantar.
De manhã tomei o Pequeno-almoço com os restantes e fui dar um passeio pela cidade, devagar, sem pressas, ver as lojinhas e aproveitar o sol. Ao almoço despedi-me dos Aussies e da Caroline e fui almoçar com o Jeff. Depois fomos a uma exposição muito gira inca, sobre cultura regional, e ele foi dormir a sesta enquanto eu continuei na passeata, mas já muito coxa.

Ao final do dia fomos ver um show de danças tradicionais. Um espectáculo. Uma mostra de folclore das varias aldeias com os seus fatos típicos. Muito bom!!

Jantámos na pizzaria “Felicidad” e despedimo-nos pois eu tinha de levantar-me às 05h00 novamente, para ir para Lima!

03/11 – O ultimo dia!! Cusco / Lima / Madrid

Táxi às 06h15.

Cheguei a Lima às 9h00 da manhã e resolvi que já não era uma turista…pelo que não iria de táxi para a cidade, resolvi arriscar o combi publico. Mais uma aventura, já não bastava!
No peru não há paragens de autocarros propriamente ditas…eles param onde se quiser, e desde que alguém no meio da rua faça um sinal. Vão aos berros de janelas abertas a gritar os nomes das ruas para quem quiser subir, rapidamente e quase em movimento, a bordo. Pelo meio põem a musica até ao limite da distorção e cantarolam também. Andam a mil à hora, param de repente e travam em cima dos outros carros (todos a cair de podres diga-se). Tudo grita. Eu ia caindo em cima de uma senhora e acabei por me sentar de costas pois estava a ficar doente com a condução do tipo.

Fui para Miraflores passear, mas confesso que estava tão cansada que ao fim de umas horas e um almoço, acabei por apanhar novamente um combi e regressar à paz do aeroporto.

Encontrei o Jeff por lá, à espera do seu voo para os states…despedimo-nos novamente e comecei a viagem de regresso.

Copio o que escrevi na altura:
“o avião descola dentro de minutos de Lima para Madrid. Amanhã estarei de volta a casa.
Mais uma viagem. Mais um bocadinho de mim que mudou. Mais um povo para guardar no coração. O que vale é que o Mundo é um T0”


Cheguei a Lisboa no dia seguinte, domingo, 04 de Novembro, às 17h00 locais.

Pirua de volta ao seu quintal.

quinta-feira, outubro 04, 2007

...

não há mesmo bela sem senão. Quando achamos que estamos tranquilos com a vidinha, a p*** da gaja vem e vira tudo do avesso. Ou como diz a Paula: quando achamos que já sabemos todas as respostas, vem a vida e muda-nos as perguntas.
She's right.
Eu estava tão feliz, tranquila, a organizar a minha viagem de sonho deste ano... sem grandes paixões, sem grandes chatices, tranquila, como há muito não me sentia. segura.
*****. Hoje não aguento. Amanhã é outro dia e quando acordar vou encaixar que começou outra vez o pesadelo e que lá vou eu aguentar o barco. Ou outros diagnósticos...
Ignorem este post.
SW sem asas

terça-feira, setembro 25, 2007

em rª ao desconhecido...



tem razão, ele ou ela, que me deixou um comentário no post anterior....ouviu e muito bem, que houve e haverão viagens nos entretantos...

:)

Neste último mês houve: uma muito nacional ida à Comporta (despedida de solteira, em fotos acima, so, no coments), um já habitual saltinho, em lazer, a Barcelona, outro, em work, ao Porto... e uma mega trip no horizonte: ao Peru!

BCN tenho de falar, pela enésima vez no meu blog, como mais um regresso ao meu mundinho aqui ao lado.
O meu querido amigo Jordi fez-nos a surpresa de alugar um "apê" fantástico no centro das Ramblas e de dar uma "festinha" na sala VIP do Luz de Gas (disco famosa lá pela city) com sushi, guacamole (ao qual chegámos tarde), Cava à descrição (a tempo:)), concerto de música ao vivo e um singing contest, tudo em exclusivo para os seus convidaos, onde nosotras nos incluíamos. Um luxo.
Cariño, sin duda que eres mi mejor amigo...sin fronteras! :)

Do resto do fim-de-semana, caminhámos um "bocadinho"...hehehehe, confesso que fiz as meninas darem à sola...mas BCN vale a pena. E a babe V. já passou a dominar el catalán.

Debs, next time, Madrid com Museus e turismo à mistura.

Porto - apesar do trabalho deu para matar saudades da amiga e do Casa D'Ouro, com a sua vista incrível...

Peru...nem sei por onde começar...é a próxima, a lazer, com uma novidade: é a minha primeira vez sozinha na América do Sul...com 3 dias de caminhada incluída para subir ao Matchu Pitchu. A ver... viagens já fiz umas quantas, mas tou com um feeling que esta será uma das "one lifetime experience".

I'll let U know.

Por agora, ando com muito trabalho e mil actividades em simultâneo.

O meu Francisco já fez um aninho (escusado será dizer que é a coisa mais linda do mundo, sem direito a discussão, e foi eleito o bébé Pedras Agosto 2007, LOL)...e a Maria Madalena 2 aninhos... levaram os 2 triciclos da tia/ madrinha muito babada.


De resto, algumas noitadas, confesso...e muita vontade de fazer uns programinhas culturais, que tenho estado em baixa forma.


Isto de ter Kanguru desde hoje é uma animãção para os meus dedos e promote muito mais actualiazações de blog nos próximos tempos!

Kiss

SW

quinta-feira, agosto 23, 2007

Boss e Pool Party

A sexta, que ao princípio parecia ser apenas um jantarinho com as babes lá em minha casa, acabou por se transformar numa daquelas noitadas inesperadas e mt divertidas. As caipiroskas do Gonçalo estavam óptimas e acabámos os 4 num bar de karaoke duvidoso chamado “Boss”...

... isto p dizer que pensei mesmo em faltar à pool party de sábado à tarde....foi quase.

Mas lá fomos, eu e a DJ Miss Vini (Cary foi lá ter connosco), sem conhecermos quase ninguém, passar o dia/noite a casa de uns “desconhecidos simpáticos” ;) :P

Jogos de Volei, “melangosca”(inventei o termo), máquina de finos, comidinha gourmet e muita música....amigos novos, que até que dançam qualquer coisa ;) , Tamariz. Uma francesa, um fotografo, um Chef e 2 ajudantes, 2 cadelas hienas, 2 anfitriões, e uns quantos outros amigos... Uma lerda com a mania das poses.... (bom aqui a culpa não foi da modelo, foi da falta de ciência do artista que tirou a foto....:):).

Uma grande confusão mental no domingo...achei que não tinha sido farda mas alguns lapsos de memória parecem querer dizer-me o contrário.
Como prometia o André: vais ter um dia/ noite diferente! ...e foi.

S

segunda-feira, agosto 13, 2007

Karmas, What??

Bom, as constantes coincidências de nomes que se atropelam na minha vida parecem oportunidades repetidas do mesmo, em formas diferentes... que é estranho, até eu admito.

S

Yogas e afins

A espiritualidade está na moda.
Todos, de repente, falam de paz, de energia, do etéreo, do Mundo em harmonia , signos, planetas e luas, como perfeitos entendidos. Os livros best-seller do momento são os do Dalai Lama e seus seguidores.

Mas agirão as pessoas em plena consciência daquilo que falam?

Eu nunca fui muito espiritual, se isso significa sentir a meditação, o yoga e o controlo da respiração até um estádio qualquer que não entendo! :)

Tenho, isso sem duvida, uma vida interior altamente intensa, cheia de mundos e do Mundo, mas no dia-a-dia sou extremamente pragmática. Acredito, e sigo, os valores mais básicos de respeito pela independência e diferença de cada povo.

Acredito na energia do mundo e do Universo pois ela é, cientificamente comprovado, o motor da vida.[É como as marés serem influenciadas pelas luas, é tão lógico e evidente , pura demonstração prática.]

Daí à espiritualidade não sei ir, nem sei se isso alteraria a minha visão do mundo.
Nascemos, socializamos, aprendemos, procuramos a felicidade, riso, amor (por vezes nos conceitos errados), deixamos um legado e voltamos ao pó da terra para alimentar outras vidas na natureza.


E isto já é muito, já é uma dádiva. E sabê-lo só deve servir para nos alimentar cada dia de uma energia especial. Somos parte de uma grande força de vida.

É absolutamente incrível a perfeição deste motor.

S, eu sei...isto às segundas-feiras é difícil

sexta-feira, agosto 10, 2007

Pedras Omn Shanti

31 Jul a 05 Agosto:

Praia, amigos nacionais e estrangeiros, petiscos e muita conversa, regada de moscatel... filhotes de amigos, viagens de descoberta, a Índia e o Amor. Omn Shanti, música trance. Praia, praia e mais praia. Sobrinho, irmão, cunhada, saagria...dias de férias cheios, tranquilos mas ao mesmo tempo muito preenchidos.
Assim foram os dias em Pedras.

Do regresso: o atraso no voo, a longa espera pela bagagem, pareciam querer adiar o regresso ao day-to-day life.
Voltei, mas 6ª lá vou outra vez!

S, the sun is shining

Francisco


O meu sobrinho mudou a nossa vida, encheu-nos de alegria e de vontade de partilhar esse milagre que é o crescimento humano.

O amor é imediato, inato mesmo...e incondicional.

Faz-me pensar...ele fez-nos a todos abrir as nossas almas e corações uns aos outros, percebendo que no limite o amor é mesmo o bem mais precioso que temos.


S, a tia babada

notas soltas

O Último ano da minha vida assemelha-se ao niilismo de Nietzche. Espero que isso signifique que o recomeço é para breve. Estou confiante, é preciso ir ao fundo para se começar do O.
S

Always on the move...The Kakas Malakas





Mazagón 27 a 30/07/07

Objectivo: casamento Marco & Gala, Itália Vs Espanha…qual o mais animado?

Os Kakas Malakas juntos outra vez.
2 anos mais tarde voltamo-nos a encontrar. O mítico gang de Bruxelas, 7 anos depois de formado continua com a mesma sintonia de sempre.

6ª voei p Faro, Mary Mary e Karl prontos para a viagem fizeram uma quick-stop no aeroporto p me apanharem e seguimos rumo a Mazagón.
Rumo ao gang, aos amigos que não víamos há muito tempo mas que tal não alterara em nada a nossa cumplicidade existente desde 2000 (has Thomas would tell with a sheet on is shoulders and groovy hair...“back in 2000.....”).

A praia foi uma desilusão, mas chegar e encontrar o Marco e amigos italianos deixou-nos logo bem dispostos.
A noiva Gala tinha providenciado um “pequeno” get together (umas 50 pax...) na casa dos pais e lá fomos parar ao meio das famílias espanholas e italianas com animação garantida e , aliás, comprovada por várias horas.

Next day, praia do Parador e preparativos para a boda, seguido de encontro com o gang no local da cerimónia (nota: casamento foi às 20h no Parador de Mazagón, num jardim de palmeiras e mar como pano de fundo).

Claro está que foi a PDL, um retorno à adolescência tardia de Bruxelas (afinal em 2000 eu era a mais nova e tinha 22 anos...). Copos, palhaçadas, guardanapos na cabeça , reféns interrogados na mesa do Amor (mesa Kakas M, claro), e terminámos todos com chinelos de praia e colares hawaianas (distribuídos pelos noivos), a dançar na praia com tochas, bar, DJ e muita Cuba Livre...até de manhã.

De volta a casa ainda fomos com os italianos para o terraço ver o sol nascer (1 deles “belíssimo” por sinal).
3 horas mais tarde acordou-me a sra da limpeza (acho que falei com ela ainda sob o efeito dos cuba livre). 12h45 desperta-me a Mary Mary dizendo “babe, ontem, se bem te lembras (não lembrava) convidaste metade da festa para vir cá almoçar às 13h...

JESUS...não é possível...e não é que apareceram mesmo??? Thomas, Cathy, Andrea, Minerva, Marco, Gala e nós os 3....tudo no alpendre. Claro que fomos comer ao restaurante pq lá em casa era impossível.
Juntaram-se o grego Laki, as Anãs e fomos todos, com bóias e chapéus para a praia

Óptimo get-together. O Dia acabou com uma jantarada de paelha magnífica.
2ª despedi-me de parte do grupo e rumámos a PT – ilha de Cabanas. Gr dia de praia....
Voltei p Pedras, as girls (Carla – Miss Vini – e Marta Abreu) já lá estavam e fomos aos petiscos onde encontrámos o Andrea e a Minerva. Fim de noite...agora é outra crónica: os dias em Pedras!.

Músicas: “She’s a Mistery to Me” (Bono/Roy Orbison) e “All U need is Love” LOLOLOL...e é mesmo!

S

terça-feira, agosto 07, 2007

Punta Cana – 02 a 10 Junho 2007


A vontade – e a necessidade – de descansar num paraíso de praia era tanta que esta viagem parecia não mais chegar.
Mas chegou...e dia 2, eu e a Marta, lá embarcámos rumo ao sol e ritmos caribenhos.

A ideia que eu tinha da Republica Dominicana não estava errada. São férias de resort de luxo, sem contacto com a cultura local, onde a vida se desenrola entre praia, dança e praia...tudo no espaço do hotel (as visitas não são minimamente interessantes e puramente turísticas o que, para quem já fez algumas viagens por aí, não tem interesse...).

MAS que praia e que hotel... óptimos... areia branca, agua turquesa e quente, ondas, calor dia e noite, e coqueiros por todos os lados...ou seja, umas férias incríveis para quem quer apenas descansar (confesso que estava com medo porque não costumo ser fã de férias formatadas e empacotadas, e esta era a minha 1ª vez...).

Lá aprendemos a dançar a Barchata, a salsa e o merengue que treinámos com os locais. (nota....são o único “senão” da rep.: os homens locais, insuportavelmente chatos! Tanto por quererem vender a todo o custo, como por acharem que todas as mulheres não acompanhadas de namorado querem dormir com eles...e por isso não descolam. Sei que boa parte delas é mesmo assim, mas levámos por tabela. Imaginem, 2 raparigas sozinhas parecem o alvo perfeito p aqueles tipos (não entendem o conceito de que raparigas queiram ir com amigas de férias só para descansar uns dias)

Enfim, adiante... fizemos amigos, o Sébastien e o Romain (2 amigos franceses tb de vacances como nós), um tunisino mt querido, o Ramzi, e 2 francesas (os 3 animadores do hotel). Com eles conhecemos o pouco de vida fora dos hotéis e conseguimos fazer umas comprinhas “bien marché”.

As noites eram animadas, depois de um show temático, com música caribenha no hall do hotel, seguido da disco “Areito”, mesmo ao lado. Tudo com MUITO ritmo de ancas. As portuguesinhas iam tão cansadas que não conseguiram superar o jet-lag e por volta da meia-noite (qual cinderelas) estávamos KO....lol. Foi a maneira de aproveitar bem as manhãs na praia, as tardes a dormir à sombra da bananeira (bom, da palhinha, mas é igual).

De resto, pouco mais a contar...ah! fizemos um passeio de Hobie (mini catamaran) conduzido aqui pela experiente marinheira Sofia (sim, sim, eu!) como única passageira uma Marta meio verde de pânico. (talvez por irmos as 2 sozinhas à vela pelos mares de tubarões das Caraíbas, quiçá...)

Termino apenas por referir, impensável não o fazer não fosse eu tuga e este é , comprovadamente, um dos pontos mais importantes da nossa cultura...que a comida era fabulosa!...e comi tanto ....os nossos dias eram passados invariavelmente entre a mesa a comer, o mar a mergulhar, a sombrinha a dormir, e o hall a dançar....Vida Dura!

S

Madeira – Maio 07



A minha 1ª fam trip a sério no new job.
6ª feira dp de almoço embarquei para o Funchal sem saber mt bem o que esperar.
Atrasada para a festa de recepção e sozinha na corrida (ok, ia uma Sra. mt simpática tb no meu transfer, tb ela atrasada), perdi o discurso do Alberto João, mas não o magnífico fogo de artifício no forte, made-express. Lá encontrei uma ex-colega e juntei-me ao grupo deles.
Uma cervejinha num bar e CS madeira pois a minha colega e roomate Nélia chegava de Lx nessa noite. A agenda do weekend prometia ser dura e divertida!

Sábado: éramos uns 250 na fam....e lá fomos em bus dar a volta à ilha. First stop visita às trutas...não faço ideia do nome do local, mas estava fascinada com a beleza natural da ilha. (nota: era a minha 3ª vez no Funchal, mas 1ª pela ilha).

Seguimos para Santana ver as típicas casinhas e logo depois começámos uma fantástica caminhada pelas Levadas (caminhos de água abertos no meio da floresta para transportar a agua de um lado p o outro da ilha). Pic-Nic excelente no meio do bosque no “Caldeirão do Inferno” e fomos plantar uma árvore.

Podíamos escolher o nome que queríamos dar à nossa e eu à minha achei mt apropriado ser “Pangeia”, por significar a união da Terra, quando todos os continentes eram um só ...infelizmente ninguém percebeu o sentido...LOLOLOLOL...

Fiquei feliz por ter plantado a arvorezinha no meio da Laurisilva.

Acabámos a volta à ilha e corremos para o Hotel pois esperávamo-nos ainda um jantar no salão do Marriott com vista estupenda sobre a baía do Funchal, seguido de um concerto exclusivo do Luís represas.
Óptimo programa.

....claro está que no final disto faltava os copos e a noite...:):) ...já éramos então um grupo considerável e fomos dar um pezinho de dança...1º casino (ambiente altamente duvidoso e musica a condizer) e com os coleguinhas da concorrência fomos ao jaz, disco contígua à famosa “Vespas”, com ambiente fixe e música, literalmente, Morangos com Açúcar...enfim.
2 horinhas de sono para encetar o novo dia...


Nada como um passeio de barco para curar a falta de sono, o passeio de catamarán durou 3 horas e amei. Claro. Como amo tudo o que implique mar, barcos, vela. Tivemos direito a show dos golfinhos da região....colei-me ao skipper (giro e simpático) e levei uma aula prática de marinheiro.
Almocinho no Vila Galé e Bus para o Curral das Freiras. Mega vista.
Por esta altura já estava KO, mas longe de terminar a trip...

Back in the hotel, malas, jantar e apenas 4 horinhas de sono, já que o meu voo obrigou check out às 4h da matina.. Directamente para o work.
Foi um dia difícil mas um fds incrível.
S

quinta-feira, maio 03, 2007

Pedras, o eterno refúgio

A Marta e a Ana vinham do porto a um concerto e a minha mãe que estava no Algarve fazia os seus respeitosos, mas cheios de energia, 61 anos, e eu precisava de descansar.

Fiz ponte e sábado, com a Marta, lá rumámos ao Algarve. Aliás, ao Algarve não... a Pedras d’El rei, Tavira: a um dos poucos paraísos onde me sinto em casa.


4 dias a comer e a beber bem se avizinhavam…e assim foi!

Ao final da tarde na piscina encontrei os amigos de sempre: Nuno/Rita/Miguel e um novo o grupo, o Zé. Claro que marcámos logo um copo em casa deles :):)
A noite foi animada e acabámos a dançar samba no pátio interior….


Domingo, piscina o dia todo até chegar o Miguel e o Vasquinho. + 2 amigos de longa data que se convenceram pela vida tranquila do sul e que se mudaram para Pedras.

Claro que + programa de noite: Piano bar até às 3h da manhã a ouvir o reconhecido grupo olhanense “ Sem Efeito” (que ali actua mensalmente) :). Giro foi ver os participantes do Rallye Pedras D’El Rei (p quem não sabe, é de carros antigos, e donos não tão jovens quanto isso) no seu melhor, a tocar e a dançarem com genica de fazer inveja a muitos jovens!

2ª achámos que a praia já estaria do best…hmmmmm…médio, ao fim de poucas horas desistimos da leitura e fomos passear por Tavira.

Jantámos com o Miguel e o Vasco e, depois de tentarmos a nossa sorte em alguns 5 restaurantes, e levarmos negas consecutivas - amigos, 22h é madrugada gastronómica nesta terra, esqueçam – lá descobrimos a D. “Fatinha”, como carinhosamente lhe chamámos, não tendo contudo ainda bem a certeza da natureza da sua relação com as dunas do Barril e a administração de pedras, algures no remoto ano de 1962…LOLOLOL, esta é private! Ehehehhe

Comemos e bebemos lindamente e foi uma risota o jantar inteiro, do qual colocarei algumas fotos dos intervenientes principais (faltarão aqui pelo menos 2 pessoas a quem não me lembrei de tirar): Eu, Marta, Miguel, Vasco, D. Fatinha e Sr. Manuel (pacificamente instalado na sua cadeira em frente ao ecrán e sem gr intervenção)
O 7º elemento seria a simpática funcionária que achou fundamental relatar-nos em sussurro que a D. Fatinha seria testemunha de Jeová…e o 8º elemento, sócio do Sporting e honoravel dono de um restaurante na sua terra Pias, localidade sobejamente conhecida a norte de Beja, onde, sei eu hoje em primeira mão, o Vasco já foi dar uma garfada e surpreender o recente “amigo clubístico” (atenção, dele, pq eu sou SLB).

Dali para o Austrália foi literalmente meia rua, e o Miguel, RP nato, lá nos colocou imediatamente familiarizados com os donos, seu filho e sua empregada Joana, moça apreciadora de caracóis e de conversa!

Não achando suficiente, ainda fomos ao Piano Bar ver como andava a festa dos rallyes…recheada de gente e copos, guitarra e piano, e até um “maestro” de assobio, ou lá o que era o que o Sr. de encarnado estava a tentar fazer. Cantámos Rui Veloso, Fado, Beatles e mais uns clássicos de outrora, até eu cair para o lado de sono.

The last day: despertador para as 9h30….ah pois é…tínhamos combinado passeio de barco pela manhã e eu ainda tinha de carregar um frigorífico e uma arca antes, como prometido ao papá Cardoso….
Afinal o motor não pegou e acabámos por nos juntar todos no Barril e fazer a despedida do long weekend….
Ás 18h já estava a lanchar no Estoril com a Miss Vini.

[este fds fez-me pensar, + 1 vez, nas opções que tomamos na vida. Na qualidade que às vezes abdicamos em troca de uma carreira na big city. Todos eles optaram por viver uma nova vida, sem trânsitos, stress, custos elevadíssimos…e viver em cada dia o melhor que ela tem para nos oferecer.

MAS, e talvez por eu já ter mudado tantas vezes, agora não era capaz…acho que é por não ter sempre aquela paz que lhe dou valor quando lá estou e a sinto.
Afinal, tudo é uma questão de estar bem, onde quer que seja! ]

Babes, thanks pelo excelente fim-se-semana.

Em breve Punta Cana

S, a vida não pára Lenine


E Depois da Páscoa no Porto?

…depois entrei numa vida que não era a minha, desliguei do mundo e andei 2 semanas a planar sobre o que sou e o que estava a ser.
É, não é para entenderem mesmo, apenas um registo meu... para que não me esqueça que às vezes há relâmpagos que caem do Céu, entram em nossa casa, param a nossa vida, reflectem na parede e voltam a sair tão rápido como entraram.

Não acredito em estados de graça instantâneos, acho que aos 30 isso não existe, constrói-se, vai-se deixando acontecer, baixar as armas e depois então, se for para tal, acontece.

Não tive tempo de deixar de ter os 2 pés atrás, por isso é que este texto é apenas um registo do que passou e que, de alguma forma que não sei precisar, me marcou. Como tudo na vida, aprende-se, para não repetir.

S, na senda da filosofia barata :):):)

Páscoa no Porto

A Marta Abreu fazia anos. Eu não ia ao Porto há já 4 meses, e lá decidi ir passar a Páscoa à Invicta.[Foi estranho aterrar de novo na cidade que por uns tempos foi minha e que agora é apenas + uma, linda, mas que já não me pertence].
Como sempre, a minha passagem por lá não foi tranquila, fizemos mil programas e em apenas 2 noites e 1 dia voltei ao meu antigo ritmo do Porto.

Cheguei na 6ª à noite e jantámos no meu restaurante favorito, o Baltazar. Depois da sangria e dos digestivos, saímos alegres para ir ao Bazaar beber um fino, de “gás” pois por lá havia apenas uns quantos miúdos mais novos.

Sábado fizemos uma curta caminhada pela Foz e uma esplanada na famosa Praia da Luz (como magnifico serviço de 1h p chegar 1 café a preço exorbitante), seguido de um almoço “dentro” do rio, no Casa D’Ouro. Corremos então a ajudar a Nita na festinha de 2 anos do bebé Francisquinho e quando demos por ela eram horas de jantar e tínhamos comprado bilhetes para o teatro.

Saltámos o jantar e lá fomos ao Rivoli ver “Felizmente não é Natal” com as excelentes e consagradas actrizes Lurdes Norberto e Manuela Maria. Óptima peça.

Claro que quando saímos, estava a Marta quase a fazer anos e eu esganada de fome, pelo que fomos cear ao clássico Capa Negra e entre sopas, rissóis e finos brindámos à Marta. A Renata veio lá ter eseguimos para as noites de Clubbing na Casa da Música (1x por mês). Concerto de Spektrum e Rework e depois muita salsa num ambiente totalmente alternativo do bar de baixo, com o DJ Healer Selecta e as Go Go Girls.

Fim de noite

Domingo , corrida para o aeroporto, com voo às 11h da matina, já que o meu irmão resolveu encetar uma tradição outrora inexistente na nossa família, juntando num almoço de Páscoa Cardosos e Matosos.
…e lá se passaram + uns dias animadíssimos.

S, on the move

segunda-feira, março 05, 2007

Há dias assim


Há dias em que o cansaço e a baixa auto estima se juntam para nos fazerem sentir as piores pessoas à face da Terra.

O fim-de-semana foi óptimo, apesar do desânimo com a falta de neve nas poucas pistas, as cartadas e os passeios, com a melhor vista das Penhas mesmo por baixo dos nossos narizes geladinhos, fizeram destes 2 dias num descanso para a alma (corpo mais ou menos...visto eu ter me armado em cortadora de lenha e ter desbastado uns quantos tarolos...entendi que há mesmo tarefas que só os homens devem fazer!).

Para terminar em beleza um quizz na marina de Cascais (Hemingway) em boa companhia, mas em maré de pouca sorte...4º lugar em 10 significa ter de haver desforra, e para a próxima uma dos 3 primeiros terá de ser! Não me conformo....

Confesso que hoje não dormi muito e talvez por isso a minha moral esteja mesmo lá em baixo, bottom line, sinto-me cansada de estar sempre bem, para cima, independente e a levantar a moral dos outros, quando por vezes não é assim que me sinto. Hoje tou a precisar de mimos, de alguém que tome conta de mim, que não me exija esforço, ou então, se calhar.... apenas de dormir.

Até breve

S