segunda-feira, novembro 12, 2007

Peru – 25 Out. a 04 Nov. 2007

(para verem algumas fotos cliquem aqui)

Vou transcrever as notas que escrevi durante a viagem…é muita informação e quero preserva-la por escrito, para minha memória futura. Partilho convosco, para quem tenha a paciência de ler aquela que foi uma Lifetime Experience sem dúvida. O maior desafio a que já me propus na vida. Accomplished…


25/10 – O Voo

A expectativa é grande. A promessa de uma viagem única e inesquecível está prestes a começar…
Estou a poucas horas de aterrar em Lima, ao meu lado está a Nicole, uma Sra. francesa que já andou por meio mundo e que com a a idade de ser minha mãe, vai agora aventurar-se sozinha pelo Peru, com um guia e sem trecking, é certo, mas mesmo assim uma Sra. de coragem. :)

Com ela dividi o táxi até ao centro e tive a minha 1ª aventura pelas estradas e condução ultra perigosa dos peruanos…to get use to.

Fiquei hospedada no hotel mais carismárico de Lima, o Grand Bolívar, antigo hotel das estrelas e figuras publias, palco dos discursos políticos e de muito glamour. Está velho e com uma grande necessidade de renovação dos quartos, mas continua grandioso.

26/10 – LIMA
De manhã: Passeei pelo centro de Lima. Plaza de las Armas, Igrejas e catedrais, muitos edifícios coloniais, onde imaginei as antigas damas espanholas e seus capitães a passear no seu tempo… Exposição de Cota Carvalho e exposição do Banco Nacional sobre todas as culturas passadas (Chavín, Vicus, Moche, Nasca, Lambayque/ Chimú, Chancay e Inca), incluindo uma exposição de Hugo Cohen com peças de Ouro Incas.

Depois do render da guarda, nada pontual ou sério como o britânico, apanhei um táxi para Miraflores, a caminho da verdadeira aventura que me esperava…

Conheci o grupo : 2 belgas (o único casal no grupo) de 28 e 30 anos – Alice & Vincent; 1 Irlandesa a viver em Melbourne, de 27 anos – Caroline; Uma Australiana a viver em NYC – 46 anos – Karen e um australiano de 47, o Ken, a viver mesmo em Brisbane, na AU. Os “Aussies” do grupo, como eles mesmo se chamavam!
À parte do casal, ninguém se conhecia e estávamos todos a viajar sozinhos.
O grupo pareceu-me logo genial, como se viria a constatar mais tarde…
O Guia em Lima: Sebastian, um porreiro, gay até à ultima, super fashion, que estava numa de curtir tranquilamente pelas ruas da city.

De tarde: 1ª experiência de Bus…passeamos pelo centro de Lima e voltamos para o atarefado e muito turístico bairro de Miraflores para jantarmos. Muito bom, aliás, como toda a comida no Peru, é magnífica…Ceviche, Tacu-Tacu e muito Pisco Sour depois lá fomos dormir pois a wake-up call era às 03h00 da matina!


27/10 – Cusco – antiga Capital Inca

05h45 lá apanhámos o voo p Cusco, a 3200 metros de altitude, foi o 1º contacto com a altitude sickness…uma sensação estranha e difícil de aguentar.

No avião deram-nos logo um chazinho de Coca para aliviar a tensão e comprei um saquinho de folhas logo à chegada…desde então não parámos de beber, uns 7 ou 8 por dia…mas mascar não adorei pois as folhas ficam coladas na boca. De qualquer forma, a folha de coca não altera nada, é como o chá verde, quanto muito ajuda a ter menos pressão no corpo e na cabeça…

Hostal Inca Dream – excelente, mt limpo, muito caseiro, toda a gente ultra simpática e atenciosa, como todo o povo que conheci, verdade seja dita.(Mas ali senti-me em casa!)

Guia em Cusco e posteriormente no Vale Sagrado: Augusto – excelente guia, mt dedicado à cultura Inca e pouco dado a espanholadas, como é evidente…foi 5*.

Passeámos por S. Blas, que é bairro dos artesãos e artistas, tivemos uma “aula” sobre a Coca, enqto bebíamos mais chá e provávamos uns chocolates e bolachas divinais tb eles de coca…e uma aula sobre a importância dos números para os Incas. Mt giro.
De tarde deixámos o Augusto e organizei uma “excursão” do grupo a Sqsaywaman (ou “sexy-woman” como nós lhe chamávamos, pois lê-se mesmo assim) e a Q’enqo. Ruínas Incas em óptimo estado de conservação e palco de rituais e sacrifícios antigos.

De noite jantámos por pouco mais de 1€ cada um e fomos dormir cedo para partirmos de madrugada para o Valle Sagrado.

28/10 – PISAC/ URUBAMBA / OLLAYTAYTAMBO

Wake-up call: 06h45 da matina, um luxo face aos restantes dias, anteriores e posteriores.

- Bus para Pisac – a estação dos autocarros é exactamente o que esperamos, um espaço de terra batida com enormes filas à espera de correr p dentro do bus para não ir no telhado…
- Combi privado para irmos visitar o Centro de Têxteis de Cusco, na montanha, de terra batida e ao ar livre, onde a comunidade se junta para tecer a lã e dar forma aos inúmeros acessórios de Alpaca e ovelha..
- regresso a Pisac e Almoço no mercado tradicional.
- Bus para Urubamba e combi privado de lá para Ollaytaytambo – cidade Inca mt bem preservada – tivemos a sorte de apanhar a festa da aldeia, uma animação!
Visita às muralhas incas e jantar no Hearts Café. De noite ainda dei um passeio com o Jeff pela aldeia para ver melhor a terrinha.

29/10 – 1º dia de trecking – Huaran / Cancha Cancha / Accopata

Começámos por comprar prendas para as crianças e walking sticks em Ollaytatytambo (quantas vezes pensei depois em como não teria conseguido caminhar os 3 dias sem eles, benditos os meus amiguinhos de endurance! ). De combi privado da Lhama Path lá fomos para Huaran.

Equipa:
1 cozinheiro (aliás, um verdadeiro chef, um às no tacho, uma maravilha…Martín) e 2 ajudantes + 2 meninos para levarem as Lamas e 2 guias – O Hubert – guia principal e excelente pessoa, e o Elvis – o meu guia privado - como eu lhe chamava – o miúdo estava a fazer uma espécie de estágio para a faculdade de Guias e teve de me aturar 3 dias a passo de “tortuga”, lol.
Uma dúzia de Lamas para carregarem os Duffle Bags com as nossas coisas básicas e 2 cavalos para carregarem a comida e acessórios.

Começámos o trecking em Fundo Huaran, a 2950 mts e caminhámos por 4 horas até Cancha Cancha, onde tínhamos uma tenda montada para almoçar junto a um riacho. Logo de início, ao fim de alguns metros, começámos a subir e fiquei logo sem ar, um aperto no peito fortíssimo e um peso no corpo que não aguentava, comecei logo a andar tipo caracol pois não conseguia mesmo caminhar nem inspirar fundo. Sol, calor, frio, chuva, tivemos de tudo.
Depois do almoço senti-me melhor e já respirava o suficiente para acompanhar o grupo. A ultima hora de caminhada (a 8ª do dia…) foi debaixo de chuva intensa, até que alcançámos o acampamento molhados até aos ossos, a 4.175 metros. Sítio lindo, chazinho e lanche à nossa espera… foi um reconforto para o corpo e alma.
Conhecemos os dotes do nosso cozinheiro e logo a dormir pois tínhamos de levantar as 05h00 da matina para começar o 2º dia. (quase não dormi com tanto frio).

30/10 – 2º dia de trecking – Pachacutec / Quisuarani / Willquikasa / Cuncani

Atrasámo-nos um bocadinho com os preparativos e às 07h00 da manhã lá arrancámos montanha acima, em direcção ao ponto mais lato da jornada…Pachacutec a 4.850 metros, o ponto mais alto que alguma vez estive na vida. A subida foi muito dura, muito inclinada e com trilhos muito estreitos, a cair para vazios intermináveis.
Chegar lá a cima é absolutamente deslumbrante. De inicio mal consegui falar, com o cansaço e a falta de ar…mas depois de beber um chá de coca e umas pipocas acabadas de fazer lá mesmo no topo, pude apreciar a vista fabulosa, ao nível dos picos cheios de neve das montanhas à volta. Com uma lagoa lá mesmo em baixo, verdinha.

Arrancámos desta vez em downhil :):):) …como eu estava feliz nesse momento!!! Descer para mim era um sonho, conseguia finalmente respirar e nem o granizo que caiu incomodou.
A vista era espectacular e descemos a pique durante umas 3 horas…até chegarmos quase ao local do almoço, Quisuarani (no máximo meia dúzia de casinhas perdidas na montanha com uma escolinha primária). A 3.850. A chegar lá a abaixo comecei a sentir fadiga total e tive de encostar à boxe uns minutos, passei mal e só melhorei depois de vomitar e de cheirar um líquido qualquer que o Elvis me deu. Fomos 3 a sofrer do mesmo, o Ken e Vincent ainda passaram pior! A sorte é que estava sol e calor por essa altura e dava para descansar nas bermas do rio que por ali passava, formando grandes cataratas em alguns pontos.

O almoço já foi debaixo de chuva intensa e muito cansaço…estávamos à quase 6horas a andar…e ainda nos restavam mais 5h30 pela frente, desta vez, com uma grande e inclinada subida de pedras e muita lama, quase sem trilhos visíveis, apenas precipícios…

Assim foi o início da tarde….foi a parte mais difícil de todas e pensei várias vezes que aquilo era uma inconsciência e que eu devia ser doida varrida de me ter metido numa viagem de grau 4 em 5 de exigência física…
No topo de Willquikasa (4.500 mts) senti-me na border line, no meu limite. Ao mesmo tempo senti a alegria de perceber que o tinha superado! Inexplicável.

Do outro lado aguardávamos uma das mais bonitas partes do percurso, cheio de lagoas verdes e chinchilas a correrem pelo meio…aceleramos o passo pois iria ficar noite daí a 2horas e estávamos a quase 3h do suposto acampamento.

A correr montanhas abaixo por horas, começou novamente a chover e estávamos exaustos.
Magoei seriamente o meu joelho tal era a inclinação da montanha e a rapidez com que íamos por ali abaixo, mas mesmo assim tivemos de fazer cerca de 45 minutos de noite.

Chegámos a Cunkani, uma aldeola ligeiramente maior que a anterior, a 3.800 mts. Uma escola com 2 salinhas e o nosso chef e ajudantes a cozinhar lá dentro…estranho era, as lamas e as tendas não estavam por ali, e foi quando percebemos que o ruído que havíamos ouvido umas horas antes na montanha tinha sido de uma avalanche, ocorrida logo depois de termos passado uma montanha e que impediu as lamas e nossos sacos de passar.

Estava no limite da exaustão. 11h30 de caminhada num dia, com altitudes quase sempre acima dos 4.000 metros…voltei a sentir a quebra de tensão. O Ken não aguentou e deitou-se no chão da escola, imundo, e eu, passado uns instantes lá estava também, congelada de frio de cansaço. Os peruanos aqueceram-me umas garrafas e colocaram-me umas mantas em cima para aquecer o corpo.

Cheiravam mt mal e percebi mais tarde porquê…não tendo as nossas coisas, a única forma de nos manterem quentes era utilizar as mantas que serviam de selas aos cavalos, suados da sua caminhada. Ah pois é… é isso mesmo. E eu nem tive forças para pensar nisso, felizmente.
O Homem é um animal de hábitos e ao fim de uns dias na montanha eu já estava sem quaisquer frescuras!

O Hubert mandou 2 homens a meio da noite e da chuva intensa procurar as Lamas e os meninos que as acompanhavam pois não sabíamos se estavam bem, e fizeram todo o caminho para trás à procura!

Na salinha ao lado puseram todas as mantas disponíveis e juntamo-nos os 7 para dormir no chão da escola. Claro que não dormi mais que um par de horas, mas de manhã já estava a sentir-me melhor.


31/10 – 3º dia de trecking – Lares / Ollaytaytambo / Aguas Calientes


O Martín surpreendeu-nos a todos e, quando nos sentámos para tomar o pequeno-almoço, ele, como que por milagre, tinha feito um bolo para nós!!!!!

Recomeçámos a marcha e desta vez, uma “papaíta” / Peace of cake…ou uma canja se fosse por cá 
Finalmente o caminho era suave, com casinhas pelo meio, sem pressas. Encontrámos imensas crianças e a felicidade de ¼ de laranja deixa-nos sem palavras. O povo peruano é muito bom, gentil, naturalmente amável, e na sua pobreza material não deixa de ser rico em espírito.

Ao fim de 3 horas chegámos ao nosso destino: as termas naturais de Lares!

Senti-me como se estivesse no SPA do Ritz… agua quente, banho, piscinas a escaldar e…para nossa surpresa, o Cassiano, um dos homens enviados pelo Hubert na noite passada, tinha caminhado toda a noite e toda a manhã com os nossos 7 sacos às costas e lá estava ele, com a nossa roupa limpa!

Nas piscinas conheci o Tomás, um português do Porto, fotógrafo, que andava à 1 ano pelo Peru e que ficou pasmado de me ver ali pois era a primeira portuguesa que conhecia desde que estava na América do Sul. Claro que o Mundo é um T0 e logo percebemos que tínhamos conhecidos em comum. Ele tinha ido pela Geotur para o Peru e era grande amigo de um colega meu da Foz.  Incrível, ou talvez não: ainda não percebi a história das coincidências, se as há ou não…

Em Lares já tínhamos a combi da Lhama Path para nos levar de regresso a Ollaytaytambo, 3h30 de caminho por uma estrada que serpenteava pelas montanhas, estreita e toa feita em contra-mão pelo nosso motorista. Fechei os olhos, se não tinha morrido nas montanhas não seria ali, mas o melhor mesmo era não ver!

Chegámos a Ollaytaytambo e fomos beber um Pisco Sour antes de jantar. Fiquei logo animada!! 

Jantamos e conhecemos o Kurk, um Neo-zelandês a dar a volta ao Mundo, que a partir dali ficou connosco.

Depois de jantar apanhamos um Tuc-tuc para a estação pois chovia a potes e apanhamos um comboio para Aguas Calientes, o sopé do Machu Picchu.

A cama quente e macia que nos esperava foi uma bênção e dormi das 23h30 até às 04h00 como um bebé.

01/11 – Machu Picchu


05h00 da manhã já estávamos a tomar o pequeno-almoço.
05h30 na fila do bus que nos levaria, loucamente diga-se, até à esperada civilização perdida dos Incas.

É deslumbrante. Amei. Um sítio que tem mesmo uma magia no ar, um misticismo muito forte, que ate para quem é tão pragmática como eu, surpreendeu.

O grupo quis subir a Uayna Picchu, e eu e a Caroline ficamos deitadas no topo da civilização inca a curtir a vista pelo menos durante 1 hora!
Conhecemos imensa gente nessa hora, de passagem por ali. Uma animação diga-se! Voltamos a Aguas Calientes para almoçar e despedir do Hubert…e bebemos uns “litrinhos” de cerveja …para a meio da tarde arrancarmos num comboio panorâmico, todo em virdo, pelo Vale Sagrado de volta a Ollaytaytambo, onde o nosso motorista aguardava para nos levar a Cusco, mais 1h30 de viagem…

Chegámos a Cusco às 20h00 e fomos jantar com o Augusto.

O último jantar todos juntos. Despedimo-nos dos belgas. No final, eu o Jeff e a Caroline fomos ao Irish pub beber uma jola para descontrair e pensar nos dias incríveis que tínhamos passado.

02/11 – Cusco

Dormi lindamente. Sem horas para levantar.
De manhã tomei o Pequeno-almoço com os restantes e fui dar um passeio pela cidade, devagar, sem pressas, ver as lojinhas e aproveitar o sol. Ao almoço despedi-me dos Aussies e da Caroline e fui almoçar com o Jeff. Depois fomos a uma exposição muito gira inca, sobre cultura regional, e ele foi dormir a sesta enquanto eu continuei na passeata, mas já muito coxa.

Ao final do dia fomos ver um show de danças tradicionais. Um espectáculo. Uma mostra de folclore das varias aldeias com os seus fatos típicos. Muito bom!!

Jantámos na pizzaria “Felicidad” e despedimo-nos pois eu tinha de levantar-me às 05h00 novamente, para ir para Lima!

03/11 – O ultimo dia!! Cusco / Lima / Madrid

Táxi às 06h15.

Cheguei a Lima às 9h00 da manhã e resolvi que já não era uma turista…pelo que não iria de táxi para a cidade, resolvi arriscar o combi publico. Mais uma aventura, já não bastava!
No peru não há paragens de autocarros propriamente ditas…eles param onde se quiser, e desde que alguém no meio da rua faça um sinal. Vão aos berros de janelas abertas a gritar os nomes das ruas para quem quiser subir, rapidamente e quase em movimento, a bordo. Pelo meio põem a musica até ao limite da distorção e cantarolam também. Andam a mil à hora, param de repente e travam em cima dos outros carros (todos a cair de podres diga-se). Tudo grita. Eu ia caindo em cima de uma senhora e acabei por me sentar de costas pois estava a ficar doente com a condução do tipo.

Fui para Miraflores passear, mas confesso que estava tão cansada que ao fim de umas horas e um almoço, acabei por apanhar novamente um combi e regressar à paz do aeroporto.

Encontrei o Jeff por lá, à espera do seu voo para os states…despedimo-nos novamente e comecei a viagem de regresso.

Copio o que escrevi na altura:
“o avião descola dentro de minutos de Lima para Madrid. Amanhã estarei de volta a casa.
Mais uma viagem. Mais um bocadinho de mim que mudou. Mais um povo para guardar no coração. O que vale é que o Mundo é um T0”


Cheguei a Lisboa no dia seguinte, domingo, 04 de Novembro, às 17h00 locais.

Pirua de volta ao seu quintal.

quinta-feira, outubro 04, 2007

...

não há mesmo bela sem senão. Quando achamos que estamos tranquilos com a vidinha, a p*** da gaja vem e vira tudo do avesso. Ou como diz a Paula: quando achamos que já sabemos todas as respostas, vem a vida e muda-nos as perguntas.
She's right.
Eu estava tão feliz, tranquila, a organizar a minha viagem de sonho deste ano... sem grandes paixões, sem grandes chatices, tranquila, como há muito não me sentia. segura.
*****. Hoje não aguento. Amanhã é outro dia e quando acordar vou encaixar que começou outra vez o pesadelo e que lá vou eu aguentar o barco. Ou outros diagnósticos...
Ignorem este post.
SW sem asas

terça-feira, setembro 25, 2007

em rª ao desconhecido...



tem razão, ele ou ela, que me deixou um comentário no post anterior....ouviu e muito bem, que houve e haverão viagens nos entretantos...

:)

Neste último mês houve: uma muito nacional ida à Comporta (despedida de solteira, em fotos acima, so, no coments), um já habitual saltinho, em lazer, a Barcelona, outro, em work, ao Porto... e uma mega trip no horizonte: ao Peru!

BCN tenho de falar, pela enésima vez no meu blog, como mais um regresso ao meu mundinho aqui ao lado.
O meu querido amigo Jordi fez-nos a surpresa de alugar um "apê" fantástico no centro das Ramblas e de dar uma "festinha" na sala VIP do Luz de Gas (disco famosa lá pela city) com sushi, guacamole (ao qual chegámos tarde), Cava à descrição (a tempo:)), concerto de música ao vivo e um singing contest, tudo em exclusivo para os seus convidaos, onde nosotras nos incluíamos. Um luxo.
Cariño, sin duda que eres mi mejor amigo...sin fronteras! :)

Do resto do fim-de-semana, caminhámos um "bocadinho"...hehehehe, confesso que fiz as meninas darem à sola...mas BCN vale a pena. E a babe V. já passou a dominar el catalán.

Debs, next time, Madrid com Museus e turismo à mistura.

Porto - apesar do trabalho deu para matar saudades da amiga e do Casa D'Ouro, com a sua vista incrível...

Peru...nem sei por onde começar...é a próxima, a lazer, com uma novidade: é a minha primeira vez sozinha na América do Sul...com 3 dias de caminhada incluída para subir ao Matchu Pitchu. A ver... viagens já fiz umas quantas, mas tou com um feeling que esta será uma das "one lifetime experience".

I'll let U know.

Por agora, ando com muito trabalho e mil actividades em simultâneo.

O meu Francisco já fez um aninho (escusado será dizer que é a coisa mais linda do mundo, sem direito a discussão, e foi eleito o bébé Pedras Agosto 2007, LOL)...e a Maria Madalena 2 aninhos... levaram os 2 triciclos da tia/ madrinha muito babada.


De resto, algumas noitadas, confesso...e muita vontade de fazer uns programinhas culturais, que tenho estado em baixa forma.


Isto de ter Kanguru desde hoje é uma animãção para os meus dedos e promote muito mais actualiazações de blog nos próximos tempos!

Kiss

SW

quinta-feira, agosto 23, 2007

Boss e Pool Party

A sexta, que ao princípio parecia ser apenas um jantarinho com as babes lá em minha casa, acabou por se transformar numa daquelas noitadas inesperadas e mt divertidas. As caipiroskas do Gonçalo estavam óptimas e acabámos os 4 num bar de karaoke duvidoso chamado “Boss”...

... isto p dizer que pensei mesmo em faltar à pool party de sábado à tarde....foi quase.

Mas lá fomos, eu e a DJ Miss Vini (Cary foi lá ter connosco), sem conhecermos quase ninguém, passar o dia/noite a casa de uns “desconhecidos simpáticos” ;) :P

Jogos de Volei, “melangosca”(inventei o termo), máquina de finos, comidinha gourmet e muita música....amigos novos, que até que dançam qualquer coisa ;) , Tamariz. Uma francesa, um fotografo, um Chef e 2 ajudantes, 2 cadelas hienas, 2 anfitriões, e uns quantos outros amigos... Uma lerda com a mania das poses.... (bom aqui a culpa não foi da modelo, foi da falta de ciência do artista que tirou a foto....:):).

Uma grande confusão mental no domingo...achei que não tinha sido farda mas alguns lapsos de memória parecem querer dizer-me o contrário.
Como prometia o André: vais ter um dia/ noite diferente! ...e foi.

S

segunda-feira, agosto 13, 2007

Karmas, What??

Bom, as constantes coincidências de nomes que se atropelam na minha vida parecem oportunidades repetidas do mesmo, em formas diferentes... que é estranho, até eu admito.

S

Yogas e afins

A espiritualidade está na moda.
Todos, de repente, falam de paz, de energia, do etéreo, do Mundo em harmonia , signos, planetas e luas, como perfeitos entendidos. Os livros best-seller do momento são os do Dalai Lama e seus seguidores.

Mas agirão as pessoas em plena consciência daquilo que falam?

Eu nunca fui muito espiritual, se isso significa sentir a meditação, o yoga e o controlo da respiração até um estádio qualquer que não entendo! :)

Tenho, isso sem duvida, uma vida interior altamente intensa, cheia de mundos e do Mundo, mas no dia-a-dia sou extremamente pragmática. Acredito, e sigo, os valores mais básicos de respeito pela independência e diferença de cada povo.

Acredito na energia do mundo e do Universo pois ela é, cientificamente comprovado, o motor da vida.[É como as marés serem influenciadas pelas luas, é tão lógico e evidente , pura demonstração prática.]

Daí à espiritualidade não sei ir, nem sei se isso alteraria a minha visão do mundo.
Nascemos, socializamos, aprendemos, procuramos a felicidade, riso, amor (por vezes nos conceitos errados), deixamos um legado e voltamos ao pó da terra para alimentar outras vidas na natureza.


E isto já é muito, já é uma dádiva. E sabê-lo só deve servir para nos alimentar cada dia de uma energia especial. Somos parte de uma grande força de vida.

É absolutamente incrível a perfeição deste motor.

S, eu sei...isto às segundas-feiras é difícil

sexta-feira, agosto 10, 2007

Pedras Omn Shanti

31 Jul a 05 Agosto:

Praia, amigos nacionais e estrangeiros, petiscos e muita conversa, regada de moscatel... filhotes de amigos, viagens de descoberta, a Índia e o Amor. Omn Shanti, música trance. Praia, praia e mais praia. Sobrinho, irmão, cunhada, saagria...dias de férias cheios, tranquilos mas ao mesmo tempo muito preenchidos.
Assim foram os dias em Pedras.

Do regresso: o atraso no voo, a longa espera pela bagagem, pareciam querer adiar o regresso ao day-to-day life.
Voltei, mas 6ª lá vou outra vez!

S, the sun is shining

Francisco


O meu sobrinho mudou a nossa vida, encheu-nos de alegria e de vontade de partilhar esse milagre que é o crescimento humano.

O amor é imediato, inato mesmo...e incondicional.

Faz-me pensar...ele fez-nos a todos abrir as nossas almas e corações uns aos outros, percebendo que no limite o amor é mesmo o bem mais precioso que temos.


S, a tia babada

notas soltas

O Último ano da minha vida assemelha-se ao niilismo de Nietzche. Espero que isso signifique que o recomeço é para breve. Estou confiante, é preciso ir ao fundo para se começar do O.
S

Always on the move...The Kakas Malakas





Mazagón 27 a 30/07/07

Objectivo: casamento Marco & Gala, Itália Vs Espanha…qual o mais animado?

Os Kakas Malakas juntos outra vez.
2 anos mais tarde voltamo-nos a encontrar. O mítico gang de Bruxelas, 7 anos depois de formado continua com a mesma sintonia de sempre.

6ª voei p Faro, Mary Mary e Karl prontos para a viagem fizeram uma quick-stop no aeroporto p me apanharem e seguimos rumo a Mazagón.
Rumo ao gang, aos amigos que não víamos há muito tempo mas que tal não alterara em nada a nossa cumplicidade existente desde 2000 (has Thomas would tell with a sheet on is shoulders and groovy hair...“back in 2000.....”).

A praia foi uma desilusão, mas chegar e encontrar o Marco e amigos italianos deixou-nos logo bem dispostos.
A noiva Gala tinha providenciado um “pequeno” get together (umas 50 pax...) na casa dos pais e lá fomos parar ao meio das famílias espanholas e italianas com animação garantida e , aliás, comprovada por várias horas.

Next day, praia do Parador e preparativos para a boda, seguido de encontro com o gang no local da cerimónia (nota: casamento foi às 20h no Parador de Mazagón, num jardim de palmeiras e mar como pano de fundo).

Claro está que foi a PDL, um retorno à adolescência tardia de Bruxelas (afinal em 2000 eu era a mais nova e tinha 22 anos...). Copos, palhaçadas, guardanapos na cabeça , reféns interrogados na mesa do Amor (mesa Kakas M, claro), e terminámos todos com chinelos de praia e colares hawaianas (distribuídos pelos noivos), a dançar na praia com tochas, bar, DJ e muita Cuba Livre...até de manhã.

De volta a casa ainda fomos com os italianos para o terraço ver o sol nascer (1 deles “belíssimo” por sinal).
3 horas mais tarde acordou-me a sra da limpeza (acho que falei com ela ainda sob o efeito dos cuba livre). 12h45 desperta-me a Mary Mary dizendo “babe, ontem, se bem te lembras (não lembrava) convidaste metade da festa para vir cá almoçar às 13h...

JESUS...não é possível...e não é que apareceram mesmo??? Thomas, Cathy, Andrea, Minerva, Marco, Gala e nós os 3....tudo no alpendre. Claro que fomos comer ao restaurante pq lá em casa era impossível.
Juntaram-se o grego Laki, as Anãs e fomos todos, com bóias e chapéus para a praia

Óptimo get-together. O Dia acabou com uma jantarada de paelha magnífica.
2ª despedi-me de parte do grupo e rumámos a PT – ilha de Cabanas. Gr dia de praia....
Voltei p Pedras, as girls (Carla – Miss Vini – e Marta Abreu) já lá estavam e fomos aos petiscos onde encontrámos o Andrea e a Minerva. Fim de noite...agora é outra crónica: os dias em Pedras!.

Músicas: “She’s a Mistery to Me” (Bono/Roy Orbison) e “All U need is Love” LOLOLOL...e é mesmo!

S

terça-feira, agosto 07, 2007

Punta Cana – 02 a 10 Junho 2007


A vontade – e a necessidade – de descansar num paraíso de praia era tanta que esta viagem parecia não mais chegar.
Mas chegou...e dia 2, eu e a Marta, lá embarcámos rumo ao sol e ritmos caribenhos.

A ideia que eu tinha da Republica Dominicana não estava errada. São férias de resort de luxo, sem contacto com a cultura local, onde a vida se desenrola entre praia, dança e praia...tudo no espaço do hotel (as visitas não são minimamente interessantes e puramente turísticas o que, para quem já fez algumas viagens por aí, não tem interesse...).

MAS que praia e que hotel... óptimos... areia branca, agua turquesa e quente, ondas, calor dia e noite, e coqueiros por todos os lados...ou seja, umas férias incríveis para quem quer apenas descansar (confesso que estava com medo porque não costumo ser fã de férias formatadas e empacotadas, e esta era a minha 1ª vez...).

Lá aprendemos a dançar a Barchata, a salsa e o merengue que treinámos com os locais. (nota....são o único “senão” da rep.: os homens locais, insuportavelmente chatos! Tanto por quererem vender a todo o custo, como por acharem que todas as mulheres não acompanhadas de namorado querem dormir com eles...e por isso não descolam. Sei que boa parte delas é mesmo assim, mas levámos por tabela. Imaginem, 2 raparigas sozinhas parecem o alvo perfeito p aqueles tipos (não entendem o conceito de que raparigas queiram ir com amigas de férias só para descansar uns dias)

Enfim, adiante... fizemos amigos, o Sébastien e o Romain (2 amigos franceses tb de vacances como nós), um tunisino mt querido, o Ramzi, e 2 francesas (os 3 animadores do hotel). Com eles conhecemos o pouco de vida fora dos hotéis e conseguimos fazer umas comprinhas “bien marché”.

As noites eram animadas, depois de um show temático, com música caribenha no hall do hotel, seguido da disco “Areito”, mesmo ao lado. Tudo com MUITO ritmo de ancas. As portuguesinhas iam tão cansadas que não conseguiram superar o jet-lag e por volta da meia-noite (qual cinderelas) estávamos KO....lol. Foi a maneira de aproveitar bem as manhãs na praia, as tardes a dormir à sombra da bananeira (bom, da palhinha, mas é igual).

De resto, pouco mais a contar...ah! fizemos um passeio de Hobie (mini catamaran) conduzido aqui pela experiente marinheira Sofia (sim, sim, eu!) como única passageira uma Marta meio verde de pânico. (talvez por irmos as 2 sozinhas à vela pelos mares de tubarões das Caraíbas, quiçá...)

Termino apenas por referir, impensável não o fazer não fosse eu tuga e este é , comprovadamente, um dos pontos mais importantes da nossa cultura...que a comida era fabulosa!...e comi tanto ....os nossos dias eram passados invariavelmente entre a mesa a comer, o mar a mergulhar, a sombrinha a dormir, e o hall a dançar....Vida Dura!

S

Madeira – Maio 07



A minha 1ª fam trip a sério no new job.
6ª feira dp de almoço embarquei para o Funchal sem saber mt bem o que esperar.
Atrasada para a festa de recepção e sozinha na corrida (ok, ia uma Sra. mt simpática tb no meu transfer, tb ela atrasada), perdi o discurso do Alberto João, mas não o magnífico fogo de artifício no forte, made-express. Lá encontrei uma ex-colega e juntei-me ao grupo deles.
Uma cervejinha num bar e CS madeira pois a minha colega e roomate Nélia chegava de Lx nessa noite. A agenda do weekend prometia ser dura e divertida!

Sábado: éramos uns 250 na fam....e lá fomos em bus dar a volta à ilha. First stop visita às trutas...não faço ideia do nome do local, mas estava fascinada com a beleza natural da ilha. (nota: era a minha 3ª vez no Funchal, mas 1ª pela ilha).

Seguimos para Santana ver as típicas casinhas e logo depois começámos uma fantástica caminhada pelas Levadas (caminhos de água abertos no meio da floresta para transportar a agua de um lado p o outro da ilha). Pic-Nic excelente no meio do bosque no “Caldeirão do Inferno” e fomos plantar uma árvore.

Podíamos escolher o nome que queríamos dar à nossa e eu à minha achei mt apropriado ser “Pangeia”, por significar a união da Terra, quando todos os continentes eram um só ...infelizmente ninguém percebeu o sentido...LOLOLOLOL...

Fiquei feliz por ter plantado a arvorezinha no meio da Laurisilva.

Acabámos a volta à ilha e corremos para o Hotel pois esperávamo-nos ainda um jantar no salão do Marriott com vista estupenda sobre a baía do Funchal, seguido de um concerto exclusivo do Luís represas.
Óptimo programa.

....claro está que no final disto faltava os copos e a noite...:):) ...já éramos então um grupo considerável e fomos dar um pezinho de dança...1º casino (ambiente altamente duvidoso e musica a condizer) e com os coleguinhas da concorrência fomos ao jaz, disco contígua à famosa “Vespas”, com ambiente fixe e música, literalmente, Morangos com Açúcar...enfim.
2 horinhas de sono para encetar o novo dia...


Nada como um passeio de barco para curar a falta de sono, o passeio de catamarán durou 3 horas e amei. Claro. Como amo tudo o que implique mar, barcos, vela. Tivemos direito a show dos golfinhos da região....colei-me ao skipper (giro e simpático) e levei uma aula prática de marinheiro.
Almocinho no Vila Galé e Bus para o Curral das Freiras. Mega vista.
Por esta altura já estava KO, mas longe de terminar a trip...

Back in the hotel, malas, jantar e apenas 4 horinhas de sono, já que o meu voo obrigou check out às 4h da matina.. Directamente para o work.
Foi um dia difícil mas um fds incrível.
S

quinta-feira, maio 03, 2007

Pedras, o eterno refúgio

A Marta e a Ana vinham do porto a um concerto e a minha mãe que estava no Algarve fazia os seus respeitosos, mas cheios de energia, 61 anos, e eu precisava de descansar.

Fiz ponte e sábado, com a Marta, lá rumámos ao Algarve. Aliás, ao Algarve não... a Pedras d’El rei, Tavira: a um dos poucos paraísos onde me sinto em casa.


4 dias a comer e a beber bem se avizinhavam…e assim foi!

Ao final da tarde na piscina encontrei os amigos de sempre: Nuno/Rita/Miguel e um novo o grupo, o Zé. Claro que marcámos logo um copo em casa deles :):)
A noite foi animada e acabámos a dançar samba no pátio interior….


Domingo, piscina o dia todo até chegar o Miguel e o Vasquinho. + 2 amigos de longa data que se convenceram pela vida tranquila do sul e que se mudaram para Pedras.

Claro que + programa de noite: Piano bar até às 3h da manhã a ouvir o reconhecido grupo olhanense “ Sem Efeito” (que ali actua mensalmente) :). Giro foi ver os participantes do Rallye Pedras D’El Rei (p quem não sabe, é de carros antigos, e donos não tão jovens quanto isso) no seu melhor, a tocar e a dançarem com genica de fazer inveja a muitos jovens!

2ª achámos que a praia já estaria do best…hmmmmm…médio, ao fim de poucas horas desistimos da leitura e fomos passear por Tavira.

Jantámos com o Miguel e o Vasco e, depois de tentarmos a nossa sorte em alguns 5 restaurantes, e levarmos negas consecutivas - amigos, 22h é madrugada gastronómica nesta terra, esqueçam – lá descobrimos a D. “Fatinha”, como carinhosamente lhe chamámos, não tendo contudo ainda bem a certeza da natureza da sua relação com as dunas do Barril e a administração de pedras, algures no remoto ano de 1962…LOLOLOL, esta é private! Ehehehhe

Comemos e bebemos lindamente e foi uma risota o jantar inteiro, do qual colocarei algumas fotos dos intervenientes principais (faltarão aqui pelo menos 2 pessoas a quem não me lembrei de tirar): Eu, Marta, Miguel, Vasco, D. Fatinha e Sr. Manuel (pacificamente instalado na sua cadeira em frente ao ecrán e sem gr intervenção)
O 7º elemento seria a simpática funcionária que achou fundamental relatar-nos em sussurro que a D. Fatinha seria testemunha de Jeová…e o 8º elemento, sócio do Sporting e honoravel dono de um restaurante na sua terra Pias, localidade sobejamente conhecida a norte de Beja, onde, sei eu hoje em primeira mão, o Vasco já foi dar uma garfada e surpreender o recente “amigo clubístico” (atenção, dele, pq eu sou SLB).

Dali para o Austrália foi literalmente meia rua, e o Miguel, RP nato, lá nos colocou imediatamente familiarizados com os donos, seu filho e sua empregada Joana, moça apreciadora de caracóis e de conversa!

Não achando suficiente, ainda fomos ao Piano Bar ver como andava a festa dos rallyes…recheada de gente e copos, guitarra e piano, e até um “maestro” de assobio, ou lá o que era o que o Sr. de encarnado estava a tentar fazer. Cantámos Rui Veloso, Fado, Beatles e mais uns clássicos de outrora, até eu cair para o lado de sono.

The last day: despertador para as 9h30….ah pois é…tínhamos combinado passeio de barco pela manhã e eu ainda tinha de carregar um frigorífico e uma arca antes, como prometido ao papá Cardoso….
Afinal o motor não pegou e acabámos por nos juntar todos no Barril e fazer a despedida do long weekend….
Ás 18h já estava a lanchar no Estoril com a Miss Vini.

[este fds fez-me pensar, + 1 vez, nas opções que tomamos na vida. Na qualidade que às vezes abdicamos em troca de uma carreira na big city. Todos eles optaram por viver uma nova vida, sem trânsitos, stress, custos elevadíssimos…e viver em cada dia o melhor que ela tem para nos oferecer.

MAS, e talvez por eu já ter mudado tantas vezes, agora não era capaz…acho que é por não ter sempre aquela paz que lhe dou valor quando lá estou e a sinto.
Afinal, tudo é uma questão de estar bem, onde quer que seja! ]

Babes, thanks pelo excelente fim-se-semana.

Em breve Punta Cana

S, a vida não pára Lenine


E Depois da Páscoa no Porto?

…depois entrei numa vida que não era a minha, desliguei do mundo e andei 2 semanas a planar sobre o que sou e o que estava a ser.
É, não é para entenderem mesmo, apenas um registo meu... para que não me esqueça que às vezes há relâmpagos que caem do Céu, entram em nossa casa, param a nossa vida, reflectem na parede e voltam a sair tão rápido como entraram.

Não acredito em estados de graça instantâneos, acho que aos 30 isso não existe, constrói-se, vai-se deixando acontecer, baixar as armas e depois então, se for para tal, acontece.

Não tive tempo de deixar de ter os 2 pés atrás, por isso é que este texto é apenas um registo do que passou e que, de alguma forma que não sei precisar, me marcou. Como tudo na vida, aprende-se, para não repetir.

S, na senda da filosofia barata :):):)

Páscoa no Porto

A Marta Abreu fazia anos. Eu não ia ao Porto há já 4 meses, e lá decidi ir passar a Páscoa à Invicta.[Foi estranho aterrar de novo na cidade que por uns tempos foi minha e que agora é apenas + uma, linda, mas que já não me pertence].
Como sempre, a minha passagem por lá não foi tranquila, fizemos mil programas e em apenas 2 noites e 1 dia voltei ao meu antigo ritmo do Porto.

Cheguei na 6ª à noite e jantámos no meu restaurante favorito, o Baltazar. Depois da sangria e dos digestivos, saímos alegres para ir ao Bazaar beber um fino, de “gás” pois por lá havia apenas uns quantos miúdos mais novos.

Sábado fizemos uma curta caminhada pela Foz e uma esplanada na famosa Praia da Luz (como magnifico serviço de 1h p chegar 1 café a preço exorbitante), seguido de um almoço “dentro” do rio, no Casa D’Ouro. Corremos então a ajudar a Nita na festinha de 2 anos do bebé Francisquinho e quando demos por ela eram horas de jantar e tínhamos comprado bilhetes para o teatro.

Saltámos o jantar e lá fomos ao Rivoli ver “Felizmente não é Natal” com as excelentes e consagradas actrizes Lurdes Norberto e Manuela Maria. Óptima peça.

Claro que quando saímos, estava a Marta quase a fazer anos e eu esganada de fome, pelo que fomos cear ao clássico Capa Negra e entre sopas, rissóis e finos brindámos à Marta. A Renata veio lá ter eseguimos para as noites de Clubbing na Casa da Música (1x por mês). Concerto de Spektrum e Rework e depois muita salsa num ambiente totalmente alternativo do bar de baixo, com o DJ Healer Selecta e as Go Go Girls.

Fim de noite

Domingo , corrida para o aeroporto, com voo às 11h da matina, já que o meu irmão resolveu encetar uma tradição outrora inexistente na nossa família, juntando num almoço de Páscoa Cardosos e Matosos.
…e lá se passaram + uns dias animadíssimos.

S, on the move

segunda-feira, março 05, 2007

Há dias assim


Há dias em que o cansaço e a baixa auto estima se juntam para nos fazerem sentir as piores pessoas à face da Terra.

O fim-de-semana foi óptimo, apesar do desânimo com a falta de neve nas poucas pistas, as cartadas e os passeios, com a melhor vista das Penhas mesmo por baixo dos nossos narizes geladinhos, fizeram destes 2 dias num descanso para a alma (corpo mais ou menos...visto eu ter me armado em cortadora de lenha e ter desbastado uns quantos tarolos...entendi que há mesmo tarefas que só os homens devem fazer!).

Para terminar em beleza um quizz na marina de Cascais (Hemingway) em boa companhia, mas em maré de pouca sorte...4º lugar em 10 significa ter de haver desforra, e para a próxima uma dos 3 primeiros terá de ser! Não me conformo....

Confesso que hoje não dormi muito e talvez por isso a minha moral esteja mesmo lá em baixo, bottom line, sinto-me cansada de estar sempre bem, para cima, independente e a levantar a moral dos outros, quando por vezes não é assim que me sinto. Hoje tou a precisar de mimos, de alguém que tome conta de mim, que não me exija esforço, ou então, se calhar.... apenas de dormir.

Até breve

S

quinta-feira, março 01, 2007

voltei...embora para apenas umas breves linhas...

É incrível como já se passaram 2 meses, e eu nunca mais escrevi, por falta de tempo e também porque na ocupação integral dos meus dias e noites há uma ausência de sentido, e sobre isso não sei escrever, não tenho temas, tenho mil ideias para por em ordem, um bocado de sentimentos trocados, mas uma sensação de que finalmente estou a fazer as coisas certas, ao meu ritmo.

O trabalho começa agora a estar mais organizado, e adoro o que faço. Tenho muito planos, que espero conseguir concretizar.
A vida pessoal não é tão simples, mas pelos menos o fantasma lá encontrou a porta da rua e estou finalmente, verdadeiramente, sozinha. Claro está que já percebi que o que eu gosto mesmo é de pessoas dificeis, que em regra não me ligam nenhuma e me fazem pensar PORQUÊ!?!?! bem, mas sobre esse tema, voltarei mais tarde! ehehhehe.

...prometo que com um bocadinho de dedicação e vontade vou voltar a escrever, desta é apenas para fazer um gostinho aos dedos, pois ando a correr e, para variar, já estou atrasada!!!

ah...e amanhã lá vou para a Serra (a da Estrela, pois este ano não há férias p ir à neve, SNIF SNIF SNIF), e vou fazer dakelas míseras 6 ou 7 pistas a Suiça cá do spot. LOL, acho que vou criar novas pistas e explorar off-pistes, tal é a vontade de sentir a velocidade, o vento na cara e o branco à volta. Senão, o fds just girls promete ser divertido! depois conto....

beijosssss

S, na pista (só há mm uma, jesus) preta

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Fim do Ano – My dear Zâmbia

Ficou na mente e no coração a vida na Zambujeira, os amigos …Óiiiiii!!!

Lá voltámos, o grupo cresceu desde Agosto. 3 dias excelentes com muito sol, tostas , sumos de fruta e…copos, copos e copos.



Um Espera-me Entrando igual a si mesmo e uma meia-noite Estrelada na praia regada a champagne e risota….depois de uma futebolada pelas ruas da terrinha…com grandes revelações no campo das estrelas, tenda a Engº Verduxe demonstrado o seu lado de Maradona, no feminino.







“After All there is another” foi a tradução mais desejada e cantada do long weeekend…com cachorro Tuckle e tudo (cão lindo do casal Artur/Joana).



Se não tens nada p fazer, diverte-te!
:)



S, I’ll be back

And Again

Não tenho escrito, é um facto.
Mas por uma boa razão: mudei…e mais uma vez, vou reco,eçar tudo de novo.
Do 0, do nada, limpar a folha e entrar em 2007 com toda a energia positiva.

Mas voltando atrás, para que se explique este gap de mês no meu blog…

-Dp de Londres (relatada à parte em baixo), voltei p o Porto para me despedir.


Fiz as malas pela 11ª vez guardei memórias e de carrinha cheia regressei a casa.
Não foi um acto imprevisível, já há algum tempo que sentia estar a chegar o momento de voltar, só faltava a proposta de trabalho.
A proposta que eu queria chegou, e na “mouche”, pois conciliava a minha paixão por viagens com a minha casa! Sou a mais recente Gestora de Produto (e única por agora) da Geotur… diria “Taylor made”.

Voltei feliz. Acabei 2006 com a certeza de que claramente ter terminado mais um ciclo da minha vida, e agora é bola p a frente! Eheheheheh

Às vezes é preciso caminharmos no deserto para darmos valor a um oásis de água…

S – de volta à sua verdadeira Nação

Ps- amigos do norte, obrigada por me terem feito amar mais uma cidade.

London – Nas terras de Sua Majestade

Pela quarta vez em Londres e continuo a acreditar que a palavra para a definir é “diversidade” – a coexistência em harmonia de todas as formas de vida e culturas, lugar em que qualquer um se sente integrado e respeitado.

Gosto de Londres.
Claro que em 4 dias e 4 noites vivi, numa agitação permanente, um bocadinho de cada mundo.

Ida – Dez 06 – voei em Executiva e descolei no cockpit com uma tripulação fantástica (todos do norte), chegando a Chelsea de boleia com o motorista de um ex-colega da bola, onde era esperada para ir directamente para a festa de lançamento de uma vodka do Roberto Cavalli, na disco Movida. Tudo muito "très chic"...LOL
Sem comer e alguns copitos mais tarde acabámos a noite no Hedges & Butlers, outra disco ali no centro da city.

Dia seguinte acordei com uma senhora chamada ressaca… com mt dificuldade e doida por uma coca-cola, lá saltei da cama e fui directa para o British Museum ter com a minha amiga e companheira de resto de viagem, a Marta (do Porto).
Começou então o nosso périplo pela cidade londrina…deambulámos pelo cOnvent Garden, a pé até Trafalgar Squaree Picadilli Circus…almoço num vegetariano da Neal St. e seguimos p Chelsea p apanharmos a minha mala em casa do Sebastião e irmos então p casa do seguinte anfitrião: Danxi! (Daniel Shiqualquer coisa). Morada Clapham Junction. Jantámos os 3 no japonês e seguimos p casa.

6ª feira – mil planos, demos corda aos sapatos e percorremos todo o centro de Londres: Buckingham Palace, Big Bem/Houses of the Parliament, London Eye, Oxford, Regent e todas as outras avenidas por ali…com pausa p almoço no Wagamama e passagem no Harrods, da praxe, claro.
Para jantar, fomos os 3 ter ao italiano Furnace (em Hoxton, Shoreditch) com a minha amiga Mary Mary Merelo Lobo, a residente, mais Vânia e sua estagiaria C9 (Toujours a Paris) e Pat Churro…com os meninos Karl e “Eu”(não sei como se escreve o nome do tipo, que é irlandês e do Governo, mas soletra-se “IU”). Foi noitada gira claro, seguida de bar da moda, of course, numa onda bem mais radical do que a da minha 1ª noitada, lol.

Sábado outra maratona – National Portrait Gallery – que tá com uma exposição temporária de fotos muito gira – Soho, China-Town, Cambden Market e Angel. Almoço biológico fantástico e corrida novamente p casa do Danxi p preparar p jantar….com mais um grupo diferente de amigos: alem de nós os 3, Francisco, Nita, irmã Nita e filhote do casal, Francisquinho, e o giraço do Rudy Óptima escolha, fomos a um turco cujo nome não me lembro.

Domingo e ultimo dia: Tate Modern (Adorei, Excelente colecção permanente) e baggels na Station…regresso a casa do Porto...desta vez sem glamour nenhum, numa low,low, low,low cost, a pé pelas pistas e sem lugares marcados…uma mulher tem saber estar em todas as situações, LOL...e lá embarquei já com planos de mil malas ainda por fazer!:)

S

sexta-feira, novembro 24, 2006

London via Soutelo

Estou quase a caminho de Londres…via Soutelo diga-se, pois antes ainda vou passar um fds nessa terra desconhecida a sul do Porto, com o meu mano, esposa e sobrinho…em família e no campo como se quer de vez em quando para descansar.

Logo de seguida, regresso aos meus voos pela Europa, esperando depois desta não voltar a perder o ritmo, como tem acontecido nos últimos meses!

LONDON no Natal é LINDA…o Harrods todo decorado, as ruas, as pessoas (sempre indiferentes mas é o que lhes dá o seu charme)….mmmmm e muita vontade de fazer comprinhas!!!

A amiguinha Mary Mary por lá (vai ser jantar de arromba na sexta-feira babe!!) e o resto do grupo que se vai juntar sem prever.

Já tou em pulgas, só falta o cockpit!

S, whishing for the land of Our Majesty the Queen

quinta-feira, novembro 23, 2006

Maré de azar(es)

Não tenho escrito…e porquê? Pois é simples, tenho estado numa constante maré de azar(es)…tudo me acontece, mesmo quando tomo todas as precauções e mantenho a boa disposição…

Em 15 dias, fiz um entorse nas costas (only me), que durou 1 semana…lá resolvi ir ao medico e como por experiência da semana anterior não tinha tido ajuda a colocar a mala na bagageira do avião, desta resolvi envia-la para o porão…começou por aí, estive 1h no aeroporto de Lisboa a tentar que a minha mala não fosse parar a S. Paulo!! ….ainda no mm dia, em que saí do medico, fui ao jantar de anos da Verinha, ainda meio dolorida, e bateram-me no carro da minha mãe, que tão generosamente me tinha emprestado….e claro está, fugiram!
No dia seguinte ia andando à bofetada com uma Sra. do Serviço de Apoio ao Cliente da TAP (unbelievable…) …por ela eu não tinha embarcado no avião, e ainda gozou com a minha cara a fazer-me contagem decrescente dos passageiros a embarcar (e eu fora da lista!). Thank good ainda há pessoas boas neste mundo e os seguranças (de quem já sou quase intima com tanta viagem) lá me ajudaram a “desenrascar” um lugar.

Não fica por aqui…acordei com uma grande gripe…e uma semana depois ainda estava a Ilvicos. Mas, feliz da vida pois ia para casa passar o meu aniversário (mais um, desta vez já com creme anti-rugas e velas a disfarçar a real idade…um dia tinha de ser!).

A minha amiga marta veio comigo e como não conhecia bem a terra, lá fui fazer o passeio típico…eis que chegamos ao Guincho, 12h30 de sábado, sol radioso e 0 de vento, perfeito!
Descemos mesmo até lá abaixo com o carro e estacionei no empedrado pois logo a seguir estavam os carros dos surfistas (por sinal… cadê as 4L e carrinhas podres dos homens do mar de antigamente? agora anda tudo de BMW e Audi! O poder de compra aumentou mesmo, senão os surfistas não se tinham capitalizado, eheheheheh)….15 minutos depois regressamos e tinham-me assaltado a carrinha, levado a mala com TODA a minha vida lá dentro… pior que andar nua na rua, garanto, é a sensação de estar sem identidade, sem carteira, sem cartões, sem nada.

O(s) Filho da P… levou até a minha prenda de anos! A minha linda machine fotográfica, que tanto tempo levei a decidir e escolher…era a menina dos meus olhos!
Alem da máquina, de valor levou ainda os meus estimados PUMA…que eu cuidava nas palminhas e raramente usava (never again).

Logo de seguida abrimos a carrinha com o comando central, e a bichinha, baralhada com o fecho avariado trancou-se a si mesma com as chaves lá dentro…toca de chamar a Europassistance, mais um filme que hoje não vou relatar!

Apareceram algumas das coisas uns dias mais tarde, uns pescadores muito simpáticos telefonaram para a minha companhia de seguros pois nas ravinas do Cabo Raso estava uma bolsa com alguns documentos, menos mal.
Do arranjo da carrinha, menos mal também, parece que o sujeito era pró mesmo e em vez de partir, desmontou os tirantes (??) …whatever, o arranjo foi em conta e os srs da Peugeot mt simpáticos também…

Hoje, para ver se as coisas animam fui às compras, comprei, comprei e comprei roupa (que não preciso…) e soube-me lindamente.
A maré há-de virar, e com ela há-de vir um lindo marinheiro, ehheheheh (já agora, porque não?) e tenho de estar no meu melhor, LOLOL.
Hoje já tenho programa para a night, mais uma exposição.
Para a frente, veremos.

S, de regresso à impressão digital

quinta-feira, novembro 09, 2006

A força maior

O amor é um lugar estranho
Continuamos a amar mesmo quando tudo na vida nos indica que o caminho é exactamente o oposto.
Mesmo depois de todas as bandeirinhas vermelhas, não há força maior.
A vela pode ser apagada, mas a cera e o pavio continuam lá...e se encharcam, um dia secam e pode acender-se de novo. Um perigo, se a chama se descontrola e queima até a nossa alma.

terça-feira, novembro 07, 2006

A minha "Carreira" Aérea

Actualmente é assim que eu defino a minha coexistência com os aviões…são as minhas carreiras aéreas… TP1985 OP-LX à sexta, TP854 às 21h55 ao domingo, LX-OP…e às vezes TP1965 OP-LX sábado 12h15 (já novo horário de Inverno). UFA!!!

A minha vida ultimamente rege-se por estes códigos e pela linha azul da TAP Reservas “Boa noite, em que posso ser útil?” “olhe, pela enésima vez este mês, mude lá a M$%&a do vôo p o horário seguinte, e por amor de Deus, não me diga que está NOVAMENTE atrasado!!!”
Começo a reconhecer os funcionários no aeroporto, tanto que já digo às 22h de domingo “Boa noite, hoje têm sorte pq não chove” (eles saem do turno às 22h…), ou então, já ouço, como na passada sexta “bem-vinda novamente a bordo”.

È curioso pensar em como as rotinas, até aquelas que não parecem ser rotinas se transformam rapidamente parte das nossas vidas. Para a maioria das pessoas, voar significa férias, reuniões de trabalho, momentos…para mim, equivalem às carreiras (aqui o termo camioneta não se adequa…) que apanhamos para irmos p casa ao final de cada dia. 2 vezes por semana.
… 320 horas por mês passadas no ar, e muitas mais em terminais de aeroporto…

“a menina tem computador na mala? Não se esqueça que tem de tirar o cinto, o casaco e mostrar-me o seu cartão de embarque” (esta só no Porto, pq em Lisboa não há meninas, de resto a lenga-lenga é idêntica)… e já lhe dissemos que agora não pode levar líquidos com mais de 100ml? Ah pois é, abra lá a malinha e mostre-nos a sua roupa interior, tampões e pensinhos higiénicos…temos de espreitar o “necessaire”…e confirmar”… então e o meu creme anti-rugas que tem mais de 100ml?? (mulher prevenida vale por 2!) “pois, o creme não pode ir…olhe, vá despachar a bagagem e aguarde depois 1 hora na passadeira do aeroporto do Porto se quiser ficar com o seu creme anti-rugas caríssimo…é que “eles” (adoro esta indefinição presente no “eles”) fizeram um estudo e é supostamente o aeroporto mais funcional da Europa ( só não referem que tem mais 1.000 funcionários que o de Faro, metade do tráfego aéreo do mesmo, sai-se sempre por manga, e mesmo assim já consegui estar 45 minutos à espera de uma bagagem de Lisboa).

Fora de gozo, o aeroporto é óptimo…eu é que já tou cansada…ainda se o destino fosse uma praia paradisíaca acompanhada de um morenaço gato….

There I go again, LOL

Bj
S

sexta-feira, outubro 27, 2006

Mais Porto

A semana no Porto correu muito bem, calma QB. Lá fui ver o tão falado (e pelo que soube filme mais visto no fds em PT) “Filme da Treta” – bom, eles são sempre muito bons actores, ninguém lhe pode tirar o mérito. O elenco é do melhor que cá temos no país. Não foi surpreendente pois o humor segue em linha com o que estes senhores já nos habituaram e o meu cansaço de falta de sono tb não me ajudou. Mas é um filme a ver, sem dúvida.

Na 3ª o Nepalês do costume, óptimo como sempre...e 4ª feira a RFM lá nos presenteou (não a mim exactamente mas tb fui) com bilhetes p os 25 anos do GNR no Coliseu do Porto.
Muito engraçado…se bem que ate meio não conhecia nenhuma música (novo álbum), mas depois foi divertido.

Ontem finalmente dormi um bocado (nao sem ter visto 4 series do "Sexo e a Cidade" primeiro), para me preparar para mais um fim-de-semana!

Desta vez no porto….

Hasta

S

Plateau, o clássico

Não ia ao Plateau há anos… no fim de semana passado, depois de um jantar óptimo de sushi feito pelo Exmo. sr Tiago, noivo da não menos importante Mingas (a importância das pessoas é sp relativa a nós, e esta é das top 10) e de uma cantoria no bar “O Berro” lá fui com as amiguinhas de Lisboa (e o tb Exmo. namorado de uma delas) dar um pé de dança ao Plateau.
O ambiente continua a ser a desgraça de toda a vida, mas a música mantém-se um fenómeno. Rock e 80’s sem parar!
E lá matei o saudosismo dos velhos News, Bauhaus e outros “clubes” da época (expressão de cota p designar uma disco night!). Foi tão divertido que dançámos até aquilo fechar, coisa rara ultimamente.

É assustador pensar que já nao aguento muitas horas a ouvir musica no Lux e que depois consigo dançar ate de manhã as musicas mais antigas....PDI

Depois mais baptizados… 2 p ser mais correcta, no domingo e em simultâneo, da Carolina e do Lourenço…seguido por uma aventura (mais uma…) no aeroporto de Lisboa. Fiquei de rastos...:)

S

sexta-feira, outubro 13, 2006

De volta à terra…again and again

E lá vou eu outra vez, achando que não iria ter muitos planos p este fds e finalmente poder deixa-lo correr calmamente…pois, mas estava enganada… já nem sei como vou encaixar tudo novamente!!!!

Uma coisa é garantida, desta vez não abdico do meu passeio de barco amanhã! Esta Patroa está a tornar-se uma marinheira de águas doces….é verdade, ainda não peguei no barco desde que tirei a carta!
Já confirmei o tempo e 26º com sol aberto é mais que suficiente p tirar o biquíni da prateleira e ir passear na baía.

E dp as visitas ao sobrinho, afilhada e afins…seguidas de um jantar com direito a marcador, eheheheh.

Domingo passa a correr…prendinhas de baptizado (Carolina e Lourenço são os senhores que se seguem, já no próximo fds…ah pois é…)

Até segunda amigos!

Bj
S

Up-to-date do Porto:

Em resumo dos últimos tempos por cá…fds prolongado

- Jantar em minha casa, pela primeira vez lá consegui fazer um jantar não-vegetariano (pedem-me sempre p experimentar o vegan…). Gostei muito da companhia. Até Às 4h da manha!

- Festas da Casa do Lemos…uma primeira visita para saber que dificilmente lá voltarei, LOL. Começando pelos 20 euros às 4h da manhã com direito a 2 bebidas (cerveja a 2 contos em copo de plástico é carote….)…para estar num espaço ate que giro - é uma casa com tendas de casamento e jardim - mas cheio de miúdos mais novos mt “enfardados” (será que tb se usa essa expressão?) e miúdas a chorar pelos cantos por causa dos namorados (vi pelo menos 3!). Já lá vai o meu tempo…havia uma zona com pessoas mais velhas, mas mesmo assim, achei a musica (sempre a bombar) um bocado chata ao fim de um tempo.


- Concerto de jazz marroquino na Casa da Musica: a sala é muito gira, só é pena não terem pensado melhor…na acústica!! (lá tentaram solucionar a questão com uma estrutura plástica suspensa que minimiza os ecos….o que vale é que p leigos como eu à primeira vista parece um objecto propositado e planeado de inicio…lol)…. E de terem falhado alguns “pormenores”, tais como o local da orquestra (o que impede que na Casa da Musica se façam variados espectáculos….alias, todos os que impliquem uma orquestra!!). Portugal no seu melhor, eu diria. Mas a noite foi positiva, o concerto foi giro e diferente. O jantar no “Feito em Casa” também estava bom e foi mais um sitio para conhecer.

- Francesinhas perto de Espinho. É pena eu não comer Francesinhas, mas o molho estava muito bom, meio indiano… o sitio é no meio do campo, simpático qb… não fiquei maravilhada…

- Baltazar …. Restaurante argentino que recomendo mesmo. Giríssimo, optima comida, óptimo serviço. Uma grande, grande, grande farda no final….

- Foz - Bar 31 e o outro ao lado meio alternativo mt giro com lojinha (nao que me lembre bem de tudo por lá…)

- Pitch – esta terra é mesmo p uma pessoa beber mais que a conta, tudo tem consumo mínimo e dp as bebidas (excepto casa do lemos) são baratíssimas… 10 euros no pitch dão direito a 5 cervejas… não as bebi todas claro….ate porque já tinha batido com o carro a estacionar (não aconteceu nada ao meu) e não havia condições p beber mais 5 jolas! Meus amigos….qt ao lugar, achei engraçado, mas um bocado escuro …deu p dançar um bocado, mas que me lembre, estava um forninho lá dentro.

Dia: Foz, caminhadas pelo paredão; Leça, idem, e lanchinhos no Paço da Boa Nova…não sobrou mt tempo p o dia, diga-se…eheheheh


Bom por agora é tudo…ah, faltam os intervenientes nos programas: Marta e André (se ainda nao esclareci, estes 2 sao os meus melhores amigos cá em cima e estamos sempre juntos, mt paciencia têm p me aturar!!!), Tiago, Diana e Bilo.


S

terça-feira, outubro 10, 2006

um curto desabafo

As pessoas…às vezes são uma decepção tão grande!!!
Lá por ser simpática e muito comunicativa não quer dizer que seja uma tontinha alegre pintada de moreno p disfarçar …e que ande à procura de o que quer que seja!
Para quem não sabe, eu sou mesmo assim, faz parte de mim gostar de estar alegre, a rir, optimista e com muita energia. Gosto de ser assim, mas que isso não se confunda com falta de pudor, ou que abra caminho a falta de respeito.

S

Fly Away


É isso mesmo que me apetece fazer. Voar. Para onde não sei, se soubesse já estaria a caminho.

Acho que preciso de voar para um sítio onde me sinta em paz. E isso não é fácil de descobrir.

Preciso de espaço meu, de sentir-me em casa.
Preciso de mãe, de pai, de irmão, de melhores amigas….

Preciso de uma luz ao fundo do túnel.

Mas eu conheço-me, e isto seria apenas por uns dias, ate me sentir novamente confortável…depois vou voltar a estar insatisfeita. O raio do diletantismo outra vez, já vos falei nisto anteriormente…

O cansaço das noites intensas por terras do norte tb não ajuda, isto de ir a todo o lado e aceitar todos os programas é muito giro, mas cansa… ando fisicamente exausta. Tanto que até dormir me custa.

Adoro viver aqui mas, e como tudo na vida, não é perfeito…nem cá nem lá.
Mas isso não vai mudar nunca e neste momento eu só gostava de saber o que quero, onde quero estar.

Também não ajuda eu ter passado uma vida a viajar a toda a hora, e de repente, todos os meus voos se limitarem a Porto-Lisboa-Porto….que falta de imaginação!

S

sexta-feira, setembro 29, 2006

O dia dos solteiros

Seguindo a inspiração e o mote dado pela minha amiga Verinha…(sem querer copiar o teu artigo babe, acho que é um tema a debruçar-me também)

Hoje é o dia dos solteiros, e eu acho muito bem!
Se se comemora o dia dos namorados, os aniversários de casamento, tb se deve comemorar a proeza de se preferir a estar só que mal acompanhado, ou acompanhado por alguém por quem a pele não fica de galinha, o coração não acelera, o pé não levanta qd se beija…


É dia de sair e perceber que ainda somos alguns que não tomaram a decisão de viver uma vida a 2….ah, eu disse “ainda”, sim, pq há tantas “metades” por aí espalhadas que qq dia tb passaremos ao reino do “amor e uma cabana”…bom, se calhar a cabana até podia ter jacuzzi e dar entrada directa no oceano pacífico…e ter um empregado a entregar comida à porta….afinal somos chicas modernas! :):):):):):):)

Um bocadiiiiiinho exigentes, talvez, mas seguras de que se o somos é porque não gostamos que nos façam sentir miseráveis, e que as lágrimas só trazem rugas das más…e depois não há $$ p esticar a pele e fingir que nada aconteceu!

Ehehehehe…

Quem me conhece sabe que não ligo nenhuma a essas coisas, no fundo o que quero dizer é que quem nos ama não nos faz chorar e se o faz, é porque não é a pessoa certa. E há muitas mais por aí!! …eu já não acredito na historia da ultima coca-cola do deserto…

(ah, mas aproveito p deixar a dica: meninos, se quiserem conquistar uma miuda que acham que é assustadoramente independente, nao pensem que ela nao gosta das atenções cavalheirescas classicas, pelo contrario!! fica sempre bem pagar o 1º jantar, abrir a porta, fazer as honras... believe me!)

A todos os solteiros por opção: um bom dia!
…eu cá vou p casa fazer as malas e apanhar um avião, mais um fim-de-semana cheio de emoções (nem toda boas) se avizinha e preciso de ganhar forças p o enfrentar.
Beijossssss
S

terça-feira, setembro 19, 2006

18 de Setembro - Nasceu o Francisco!!!!!!


O tão aguardado momento chegou, e com ele mais uma maravilha da Mãe Natureza.
O meu sobrinho Francisco chegou ontem (18), às 06h40 da manhã (ATENÇÃO: aqui já a denotar semelhanças à tia, com tendência para horas tardias de chegar a casa).

Nasceu perfeito, com 3.400kgs e 50 cms (ele seria sempre perfeito de qualquer maneira, lol) e só consigo dizer-vos que LINDO, LINDO, LINDO, LINDO...
Como é que um ser tao pequenino consegue fazer-nos apaixonar por ele logo desde o 1º instante em que o vemos?
é incrível, mas verdade. Só vos digo, uma emoção!!!
Ainda mal abre os olhinhos e já nos conquistou a todos. Pais, avós, tios....que guerra! ehehehe

Estou tão feliz...nem imagino quando for o meu!

Bem-vindo Francisco, já sabes que as asneiras fazes na casa dos pais, avós e tio, e que na tia vai ser sempre brincadeira e boa disposição.
Já ando a fazer um levantamento apurado das novas bébés do pedaço para arrasares com essa carinha linda. A tia depois dá umas dicas de como conquistar uma mulher!

S, a tia


ps- amanhã (20) faz a Maria Madalena, minha afilhada, o 1º aninho!!!! mais uma emoção, já nao tenho baba, só consigo sorrir.

:):):):):)

segunda-feira, setembro 04, 2006

Sms – as duas faces da moeda

A moda dos sms revolucionou a comunicação, já nada se diz, tudo se escreve, com uma rapidez tão incrível que muitas, e muitas vezes, sem tempo de reflexão.

È fácil pedir desculpa por sms (J, esta é p ti), difícil seria ligar ou mesmo dizer na cara.
È fácil insultar, é fácil convidar, é fácil negar…é fácil inventar, ser uma pessoa diferente, ser fria, ser quente, ser tudo o que queríamos ser e muitas vezes não temos coragem.

Ainda não consigo definir se gosto dos sms, penso que seríamos muito mais verdadeiros se escutássemos os outros, se esclarecêssemos as duvidas.

S

Sotaques

Tenho a dizer que esta história de “apanharmos” o sotaque dos locais onde estamos é uma grande confusão…eu cá ando toda baralhada pois tenho plena consciência de que aqui no norte falo com pronuncia acentuada….e depois quando falo por tel. ou vou à “terra” (i.e. Cascais) nem sombra dele…é no mínimo curioso a capacidade de adaptação do ser humano...

Por enquanto, lá vou eu dizendo “é espectacuuuláááree”, “vamo lá”, “quero um fino de gás”, respondo “tá tudo” etc etc…

Isto para vos contar que na sexta-feira fui sair com umas amigas de cá, e dei por mim a reparar na minha integração fonética, lol. Sábado idem, fomos a Vila do Conde ao encerramento do Forte e tb passei a noite a falar com sotaque…só mesmo domingo, em Aveiro, é que voltei ao meu registo original.

Ah…ainda não comecei o gim, ao ritmo que andam novamente os jantares e as previsões desta semana (amanhã Marisa Monte…jantar….quarta jantar com amigos…quinta Fanfarra Cio…(qq coisa…) …jantar…enfim, uma desgraça muito saborosa)


S

terça-feira, agosto 29, 2006

o regresso (duro)...e a recordação das férias

1º dia no Porto depois das férias...uma viagem alucinante na vespera, onde parei em 3 bombas de gasolina para dormir! (juro, numa delas nem abri a porta do carro, desliguei o motor e dormi) e cá estou eu novamente.

uma boa notícia: nao vi gaivotas no telhado, nao as ouvi e o meu terraço está limpo, será um bom sinal de que aqueles habitantes resolveram ir chatear outro? hope so!

Ja tive uma inundação p começar...mas nem me vou chatear muito. Ainda estou bem disposta das ferias.

Os programas já começaram e esta semana ja vou ter um jantarinho e para a proxima um concerto, o tempo está óptimo e por isso tenho de animar, mas confesso que este 1º dia é dificil.

viver em 2 cidades nem sempre é facil, estou a ficar saturadas das malas, de andar carregada que nem uma mula o tempo inteiro, de nao dormir na minha caminha, de nao ter o meu espaço.

amanha é um novo dia, vou inscrever-me no ginasio e começar a abater os kilinhos extra do abuso de agosto...ele foi jolas a todo a hora, ameijoas (leia-se "pao e mais pao", porque aquele molho é proibido sem pao), muitos suminhos de fruta natural, acompanhados sempre de vodka (sim, é outro must...o sumo de fruta tem SEMPRE de vir acompanhado de Vodka :)).

Por falar em Férias...alem da quinzena espectacular em Pedras D'el Rei, com um dia de descoberta da cascata (nao a basica, acessivel a todos, mas a pequena, refundida e no meio dos canaviais) e de um passeio que começou na Caiana (em terra) atravessando a ria e passando p a ilha de cabanas (que terminou com uma subida muito grande da maré e uma travessia no minimo curiosa...enfim, uma historia que daria para um post por si só), descobri um sítio (que quase todos conhecem) pelo qual me apaixonei: a zambujeira do mar (pós- festival, claro), na calmaria dos dias e, imaginem, loucura das noites!.

eheheh...quem diria que a zamb. tem uma vida nocturna dakelas? deu ate para dormir na praia, rodeada de linces e outros nudistas freaks. (tb conheci um novo vocabulario: um lince é um hippie dakeles mt queimadinhos, com rastas e afins....ah e as peras, as boas e pequenas, sao seremenhas (ou seromenhas)).

óiii, Não é moço?

tenho de agradecer aos amigos novos que nos fizeram sentir mesmo em casa, sem eles nao teria sido tao inesquecivel.


Fotos junto ao post quando tiver as de Pedras, por enquanto só tenho as da zambujeira...

pelo menos está sol e calor na Invicta!!!!