Este blog tem sido um espaço para comunicar o meu mundo, sobretudo o meu mundo das viagens, aos meus amigos…
Mas desde a sua criação, há 2 anos, que tem oscilado entre um post descontraído de uma viagem, e uma montanha-russa de emoções que antes não passavam do papel para o ecrã.
Um mês passado da minha lifetime experience ao Peru estou num vazio.
Fiz 30 anos.
Estive um ano a pensar que isso não me incomodaria, que em retrospectiva, fiz exactamente da vida aquilo que eu escolhi. Cada opção foi tomada de livre vontade e não me imaginaria a ter vivido esta última década de outra maneira.
Há exactamente 10 anos atrás optei por deixar o que tinha de mais estável cá e ir abrir horizontes. Desde então que eles nunca mais se fecharam.
Foi sem duvida um período muito bom e muito intenso.
Sempre pensei que aos 30 me iria sentir fantástica, cheia de certezas, de decisões tomadas de livre arbítrio.
O que me assustou foi que na semana dos 30 não me senti mesmo nada assim. Não me reconheço ainda nesta sensação de vazio, mas não gosto dela. Não gosto e não sei o que fazer para a mudar.
Faz agora um ano que voltei para casa. Que decidi que estava na altura de começar uma nova etapa.
Recomecei. Novo trabalho, novos objectivos, passado emocional enterrado. Foi um ano em aberto.
E agora?
Um ano mais tarde será que o bichinho da mudança está a voltar outra vez? Não pode ser! Eu quero ser uma pessoa normal e ter os mesmos desejos que as outras pessoas, ou no fundo só quero deixar de me sentir uma freak, por ainda não me apetecer assentar, nem ter filhos, nem ser mais uma peça da sociedade burguesa portuguesa.
S
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