quarta-feira, agosto 22, 2018

Quantos paises já visitei. Faça o seu mapa personalizado de viagens
Visitei 42 países das Nações Unidas (21.7%) num total de 193.

terça-feira, abril 10, 2018

quinta-feira, março 15, 2018

CIAO ROMA :)

[Não, ainda não é a crónica sobre o meu mochilão em 2012 pela SA…:)]

Levei a minha Maria do Mar (“Mia” para quem não sabe) a fazer a sua primeira - espero que de muitas - viagem internacional!

Escolhemos Roma pois o Pedro não conhecia e é uma cidade simplesmente incrível. Eu mesma apesar de lá ter ido 4 vezes antes apenas uma delas tinha feito o programa completo de visita de 3 dias com todas as atrações turísticas da praxe…e essa já tinha sido há 20 anos! (as restantes foram apenas passageiras, jantaradas e copos pela cidade, em caminho para outros portos).

E foi espetacular!

A Mia portou-se lindamente, parecia que fazia parte de si estar em vida ambulante, comia e dormia, brincava e voltava a dormir. Delirou com os aviões a aterrar nas pistas e a vista sobre Lisboa e o Tejo. Para ela as férias foram isto…4 dias com os pais a 24h com muita brincadeira…ah…e uma montanha russa feita com as almofadas da cama king-size que foi o delírio absoluto (porque desta vez não fiz backpacking … mas haverá de chegar ainda esse dia com ela!).

E nós aproveitámos cada minuto claro!

Ora vejamos…

PRIMEIRO DIA - quinta-feira 08/03
Chegámos com um atraso enorme no voo e não deu para grande coisa, foi conhecer o hotel, jantar no quarto e por tudo a dormir.

SEGUNDO DIA (na realidade o primeiro) - sexta-feira 09/03 – CENTRO DA CIDADE DE ROMA

Depois do Pequeno-almoço nas calmas rumámos ao centro. Parámos no Vaticano e fomos a pé até à Piazza Navona ver as fontes e deambular ao sol, dali ao Panteão é um pulinho…a arquitetura desta cidade é deslumbrante, o Panteão, com sorte sem filas, deixa-nos pequeninos na sua dimensão.
Continuámos pelas ruelas e avenidas romanas e chegámos ao deslumbrante Monumento ao Victor Emanuel, na Piazza Venezia… que é para mim dos monumentos mais impactantes da cidade.
Hora de parar para uma tradicional pizza em forno de lenha, já perto do Forum Romano e de dar papinha à gata bebé.

Depois do almoço entrámos no Coliseu. Já levávamos os bilhetes comprados, outra novidade nas minhas viagens ahahaha, que nunca antecipei nenhuma compra, mas a dica tinha sido preciosa pois para quem viaja com um bebé as filas podem ser uma dor de cabeça. E assim escapámos à fila!
Eu tenho um sentimento estranho e contraditório quando entro no Coliseu…foi a segunda vez que lá fui e o feeling foi o mesmo. Foi o palco de uma das maiores aberrações humanas com as suas lutas de gladiadores e leões, onde muitos católicos perderam a vida para júbilo dos imperadores. Contudo o seu porte e grandiosidade deixam-me igualmente deslumbrada pela construção, pela dificuldade técnica em por de pé tamanho edifício e isso ter sido feito apenas 8 anos!!...começando em 72 dc e acabando em 80 dc. Amazing.

Depois seguiu-se o Forum Romano, igualmente imperdível para quem visita Roma.

Ainda estávamos com muita energia e o sol convidava a continuar, pelo que subimos até à belíssima Fontana de Trevi onde comemos um gelado e continuámos para a Piazza di Spagna com a sua escadaria mundialmente famosa e as suas lojas de marca de luxo. O final de tarde foi aqui, acompanhado por umas castanhas. Voltámos ainda a pé a  atravessar toda a cidade até à margem do Tibre para voltarmos ao hotel.

TERCEIRO DIA – Sábado 10/03 - MUSEUS DO VATICANO & CAMPO DI FIORI & TRASTEVERE

Começámos o dia nos Museus do Vaticano. Lembro-me há 20 anos atrás do corredor dos Mapas me ter ficado na memória como uma ala espetacular destes museus, a minha preferida. E assim continua. Brilhante. 

A beleza destes corredores é emocionante. E terminam na Capela Sistina, o auge artístico, pintada pelos maiores artistas do Renascimento como o sobredotado Miguel Ângelo, que foi muito além de um pintor, um génio criativo em várias áreas e ciências.

Saímos dos museus, almoçámos num restaurante típico onde as pastas foram servidas nas frigideiras e a Mamma lá do sítio comandava as tropas. Passámos então à praça de S. Pedro.
A fila para entrar na Basílica era enorme e a Mia já tinha acordado há um bom bocado pelo que decidimos seguir o conselho de um dos guardas que nos disse que aos Domingos às 09h da manhã não há filas!  Deixámos para o dia seguinte a visita. E confere!!!

Esta é uma dica muito útil mesmo, já que nem sempre se consegue enganar os guardas e passar com os Grupos da Capela Sistina directamente à Basília (que tem entrada gratuita mas com filas). A maioria das pessoas tem de sair dos Museus, dar a volta e entrar na Basílica. Se houver fila já sabem a melhor altura para entrar J.

Ainda tínhamos umas horas e fomos deambular pela cidade: faltava-no o Campo di Fiori e aproveitámos para comer um geladinho. De seguida rumámos ao Trastevere para um final de tarde entre piadinas (são optimassss) e visita às lojinhas de rua.

Com a Mia connosco não relato nada sobre os jantares ou vida noturna porque simplesmente não houve, optámos por passear muito de dia e jantar sempre no restaurante do hotel para ela dormir cedo e aguentar as nossas passeatas bem-disposta. Opções.

QUARTO DIA - Domingo 11/03 – último dia de visitas – BASÍLICA DE S PEDRO & PRAÇA DO POPOLO & COMPRAS!

O dia em que começámos mais cedo para aproveitar a Basílica sem filas. Às 09h20 estávamos a entrar na maior igreja do Mundo.
Estava a ser celebrada missa e a música transportava-nos para outra dimensão. Aliás, tudo naquele lugar nos transporta para outra dimensão. A Maria do Mar ao fim de 2 minutos adormeceu ao meu colo e só acordou 1h mais tarde quando estávamos a sair da igreja.

O Pedro estava sem palavras e eu sentei-me numa das capelas a observar. Estamos na Quaresma e por isso decorriam várias cerimónias com os cardeais a passar de um lado para o outro com cruzes e outros elementos. A riqueza do Vaticano choca-me confesso. Muito. E aqueles cardeais que nem olham para as pessoas e passam com ar de importância também. 
Eu não sou católica mas respeito imenso a fé de cada um e sou grande fã do Papa Francisco por achar que é um líder espiritual de maior importância no Mundo com uma humildade e respeito pelo próximo como poucos tiveram. E isso agrada-me. É importante não ficarmos apenas centrados no nosso umbigo, é importante respeitar as diferentes formas de vida e perceber que a nossa não é melhor, só é mais uma forma. Viajar é um abrir de olhos permanente para que não fiquemos centrados apenas numa realidade. E por isso é que é tão importante, pelo menos para mim.  

Saímos da Basílica e fomos tomar um mega pequeno-almoço ao centro da cidade. Andámos um pouco a deambular e escolhemos um café/restaurante muito romano e muito bom perto do Tribunal.

A seguir a repor as energias caminhámos até à Piazza del Popolo e descemos pela Via del Corso. Tempo para umas últimas comprinhas para a criançada e toca de voltar para o hotel um pouco mais cedo pois as nuvens fecharam e a chuva de repente começou a cair!

QUINTO DIA -  Segunda 12/03 - REGRESSO A LISBOA

Foram uns dias perfeitos.

Roma, a cidade-capital de uma dos maiores Impérios da Antiguidade Clássico e do Mundo esteve mais uma vez esplendorosa.


Notas:
Este período sem viajar estava a ser complicado para mim pois o bichinho de andar pelo Mundo já me roía aos poucos. Descomplicar e levar a Maria do Mar foi a melhor coisa que fizemos!

Levámos 1 mochila com a comida e as fraldas da Mia e um trolley de cabine com a roupa, onde coube tudo para os 3 e foi exatamente o que precisámos J

S, ARRIVEDERCI ROMA!!


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DICAS PARA VIAJAR COM CRIANÇAS DE 1 ANO:
- Levem ou comprem no destino, se possível, as refeições em boião, são uns dias não é uma vida, não complicar é a chave. Depois se der pede-se uns pratos tradicionais para eles provarem mas não ficamos dependentes de horas para nada. Chega à altura de comer e aquece-se um boião em qualquer lugar. Eu nunca lhe tinha dado, comprei dos biológicos. Ela adorou! Fruta vende-se em todo o lado! Também levei umas frutinhas bebíveis.

- Abastecer o biberon com leite sempre que possível, logo na descolagem e na aterragem é muito útil para os ouvidos deles. Também lhe pus uns tampões de cera mas não sei se funcionou lol.

- Em vez de casaco de bebé levei roupa confortável (collantes e calças macias) e um macacão quente impermeável, de dia andava com a roupa e ao final do dia vestia o macacão por cima e lá andava ela toda contente e quentinha.

- O nosso carrinho é ultra leve (3.7 kg) e rebate, assim a nossa gata bebé sempre que queria dormir era só baixar a parte de trás. Andei sempre com alguns legos e 1 livros plastificado pequenino atrás, são bons brinquedos para entreter Je um mini peluche.

Atenção: não são permitidos carrinhos de bebé dentro da Basílica, temos de os deixar num bagageiro ali na porta ao lado, por isso se tiverem babies levem também um sling ou kanguru extra, foi a minha safa!


quinta-feira, fevereiro 01, 2018

2 anos mais tarde, I'm back to writing :)

01.02.2018
….Passaram 2 anos desde que escrevi a última vez no meu querido blog. 2 anos!

A razão mais evidente terá sido porque as viagens durante este período foram outras…na verdade embarquei na maior viagem da minha vida: Fui mãe!

Não que a seguir a Angola e antes de ter ficado à espera da minha gatinha bebé, não tenha viajado.


Fui à Serra Nevada sentir a adrenalina das pistas que tanto adoro, agora com o Pedro.

Depois a S. Paulo, onde fui a trabalho. Aproveitei para ficar hospedada em casa da minha querida amiga Ritinha e assim tive o melhor dos 2 mundos, podendo visitar e sentir SP  como uma local. AMEI. Sempre tive uma ideia preconcebida de Sampa, um enorme erro que até nem costumo fazer. Essa idea era de uma cidade difícil. poluída, perigosa. cansativa. [mas com restaurantes excecionais]E a surpresa foi ainda maior: descobri uma cidade  em que me senti segura, limpa e divertida. Pelo menos em todos os lados em que andei ... é certo que não fui para os bairros periféricos mas caminhei imenso, perdi-me nas ruas, de dia e de noite...e claramente já tive em locais muito mais complicados ehehe. Uma experiência urbana que me surpreendeu!!

E finalmente, fomos a Formentera em Junho ao casamento do ano!
Formentera é bom, é muito bom, é a vida de forma lenta, as praias paradisíacas, a água quente, o chinelo sempre no pé e o SUP na água! Foi uma semana espetacular.

Tudo isto em 6 meses.
O Pedro veio viver comigo 1 mês mais tarde e a nossa vida começou.

Já grávida de 3 meses e meio fui a Paris a trabalho, fazer a primeira viagem da minha Maria do Mar. Foi cansativo mas consegui dar uns passeios de final de dia à Ille de France e ainda jantar com a minha querida amiga Claire.



Depois tudo mudou: a barriga cresceu e a vontade de conhecer a minha Mia não parou de crescer também, de querer dedicar-me a ela, de mima-la, de vê-la ser Feliz.

Faz dentro de 26 dias 1 ano que ela nasceu. Todas as viagens que já fizemos desde então foram dentro de Portugal (e foram bastantes: Algarve, Alentejo, Porto...e repetidas vezes, para se ir habituando ao bichinho do Mundo).

Vamos agora fazer a primeira viagem internacional com a nossa baby.

Escolhemos um primeiro destino muito fácil: Roma! O Pedro não conhece e eu adoro Roma, aliás, adoro Itália. Fui várias vezes e acho q nunca me fartarei de repetir. A história, a graça, o estilo de vida, a arte, a beleza…e repito de propósito…a beleza. Ver e sentir.

A Mia ainda será muito pequenina para entender mas sentir, nunca é cedo demais. Todas as experiências que possa ter vão construir a abertura dela ao Mundo.
E agora eu tenho um novo objetivo nas minhas viagens: mostrar esse Mundo à minha filha.

Ansiosa por estes dias J
S, o meu amor pequenino vai ter uma mochila :P


PS - Voltarei a escrever em breve…não quero perder este ritual que tinha desde 2005…afinal já lá vão 13 anos de memórias! Pelo meio sei que falta no blog o registo da que foi a maior de todas as minhas experiências pelo Mundo: os 3 meses/90 dias pela América do Sul. A minha vida que parou por cá e se desenrolou sem planos por lá. Da Colômbia a Ushuaia, descendo pela costa chilena e subindo depois pela Argentina. Somando o Uruguay e o sul do brasil quase sem querer e já no final. 8 países. Uma mochila, muita aventura! Tenho mesmo de escrever para ficar também com esse registo de memória…fica em promessa!





segunda-feira, abril 18, 2016

Angola - o poder de África


Já conhecia algumas ilhas, em S. Tomé e em Cabo Verde, mas a África continental, a poderosa, gigante, avassaladora África, com olhos de adulta, essa continuava e continua a chamar por mim.

A África Sub-Sahariana há anos que me chama....já tinha ido à Africa do Sul em criança e os cheiros, as cores e os animais ficaram na minha memória, como agrafos permanentes. 

Angola surgiu num contexto completamente diferente do meu habitual de viagens....surgiu porque o Pedro está lá a viver e queríamos combinar encontrar-nos em algum destino deste Mundo...e pensei...porque não lá?

e lá fui eu...pela primeira vez apenas por 04 dias, que não dava para mais...
Angola é um bicho curioso, uma historia repleta de sangue português, de memorias e hábitos de ex colónia devastada pela guerra, de sentimentos de amargura misturados com amor. E de sofrimento. É uma mistura de amor-ódio para a maioria dos expatriados que lá (ainda) andam. 

Tinha curiosidade em ver e sentir. Sobretudo porque a minha vida nunca teve qualquer relação com Angola, a minha família não sofreu o drama dos retornados, não temos histórias de tios e avós e pais que por lá ficaram. Todos os relatos que sempre tive de lá eram do meu pai sobre as viagens em que ia a trabalho (o meu pai é reformado da TAP e essa foi durante muitos anos uma da suas rotas frequentes). Sem dor.

E cheguei ao aeroporto de Luanda com uma sensação boa, optima...feliz! porque ia ver o Pedro, porque ia conhecer Africa...porque sabia que a Pachamama é magnífica e eu ia mais uma vez comprová-lo! ...e assim foi.

Claro que como convidada de alguém que vive lá a nossa experiência é sempre diferente. Não ia como backpacker como habitualmente, não tinha de desbravar caminhos, rotas, lugares, alojamento, comida....tudo isso estava providenciado (e muito bem, diga-se). Portanto limitei-me a sentir. A sentir a cidade de Luanda, o barco para a península do Mussulo (que as gentes chamam de ilha, mas na realidade não é), a vista do forte ao por-do-sol, o caminho para sul, as vistas da costa até Cabo Ledo. As cores e os cheiros. As favelas, que por lá se chamam musseques, e curiosamente fora da capital são muito organizadinhas (nada a ver com o que já vi por aí) e em que se vê pobreza mas não miséria.

Ficámos numas cabaninhas de madeira numa praia linda, que mais tarde atravessámos à noite, sob um céu estrelado de quem não tem de dar contas a luzes artificiais e por isso brilha como deve ser….para irmos comer umas lagostas na outra ponta. E não ver ninguém pelo caminho. Apenas o mar e os caranguejos. Até ao momento não consigo entender porque é que alguém não gosta de Angola :)

No dia seguinte e porque o meu bichinho de viajante é maior que o meu poder de controlo, lá arranquei o Pedro para um passeio na aldeia dos pescadores, curiosamente não se via brancos por lá a passear, esses vivem nas suas bolhas e apesar de estarem a 02 minutos a pé da praia dos pescadores, não passam a “fronteira” da “sua” praia segura e controlada. 
Para mim isto é que me custa…terem ali a vida e a essência do país onde vivem e não terem curiosidade. E sinceramente acho que é por esta mentalidade que a integração não existe. É uma falsa integração, um continuar da subjugação do povo mas agora de forma diplomática. O amor-ódio mantém-se, de ambas as partes…e com estas atitudes não acredito que alguma vez mude. Só o amor, sem ódio e sem cobranças, sem sentimentos de superioridade é que pode fazer mudar uma relação tão difícil como esta.
Adorei a aldeia, adorei a felicidade das crianças e jovens que brincavam na praia…que faziam competições no “lago” de SUPs improvisados com 1 madeira de base e um pau para fazer de pagaia…adorei os pescadores que arranjavam as suas redes…e sobretudo, adorei ver que mesmo podendo habitar numas casinhas de pedra que lá estavam de um anterior resort abandonado, preferiam viver nas suas cabanas de palha. Porque assim é a sua forma de vida. Porque é uma opção. Respect.

A praia é mar aberto no oceano e as ondas são grandes e fortes. Além de estar a 28º. É impossível não amar. Ainda cravei um SUP e fui dar uma voltinha. :)

Fomos no dia seguinte para a praia dos surfistas. Grande onda. Em todos os sentidos!!! O ambiente da praia é ótimo, malta que acampa por lá, malta que leva a lancheira e fica por lá a passar o dia…e umas ondas magníficas de perder de vista. Aqui fiquei em sofrimento…porque não tinha prancha e estava a custar-me não poder ir para dentro de água curtir. 

Vieram uns amigos/colegas do Pedro e passámos a manhã neste paraíso.
De volta à cidade faltava-me conhecer a “Ilha”, uma península no seguimento da baía de Luanda que foi anteriormente uma ilha e onde estão os restaurantes e bares da capital.

Já tínhamos passado para tomar café com a minha amiga Isabel na nova zona de Talatona, que é feia e completamente descaracterizada, cheia de bairros de brancos em condomínios fechados e seguros….Opções de vida que tenho dificuldade em entender, mas respeito.

Voltando à “ilha”, jantámos com o Manel num dos muitos bares/restaurantes, numa rua cheia de autocarros a transportar os domingueiros do seu fim de festa para regressarem às rotinas da semana. Após um gelado na única gelataria do centro faço as malas com a certeza que esta Angola que eu conheci é muito diferente daquela que me falam os emigrantes que de lá regressam. Tive sorte, não apanhei trânsitos caóticos nem vi nada de inseguro, mas também sei que parte é dos olhos de um viajante, que procura no povo e na cultura local identificar uma alma. 

Faltou-me alguma liberdade, faltou-me o meu habitual deambular a pé pela cidade, mas que eu sei que é possível de se ter e que ficará para uma próxima. 
Vou voltar agora em final de Maio, para descermos mais um pouco, Benguela, Lobito, quiçá Namibe. Preciso de mais África, muito mais. Alimentei um monstrinho e ele está a crescer em mim :).

Ao Pedro só posso agradecer os dias maravilhosos e as saudades que ficaram. Felizmente um mês mais tarde estávamos já a ir para a Serra Nevada, mas isso….é outra história!!!
S, back to the roots


domingo, janeiro 03, 2016

Brasiuuuuu…backpacking nordeste...e o gang que batia palmas ao pôr-do-sol;)

04.12.2015
Estou sentada no meu lugar 37D destino Natal. As instruções de segurança acabam com um “e pronto apertem os cintos e vamos”
Deixo uma realidade que me magoa muito, tanto. Vou com lágrimas nos olhos à espera que dentro de algumas horas consiga desligar o botão. Preciso de ir para voltar + forte. Encher-me de sol, vida, simplicidade. Sem obrigações por uma semana, nem planos. É tudo o que eu quero.
Apagam as luzes….vamos!


Chego ao hostel às 03h da manhã, exausta. Subo para a minha cama em silêncio absoluto para não acordar ninguém. O som da ventoinha é muito alto mas o calor e o cansaço fazem-me adormecer em segundos, quando acordo já estou só com a Leila no andar de baixo, animada e aceleradíssima, a convidar-me para ir tomar PA com ela.
Fico a olhar para esta suíça giríssima que olha p mim como uma backpacker que lhe acabou de entrar pelo quarto…e sinto-me em casa. O Mundo já está a olhar por mim e ainda mal abri os olhos!

Ao pequeno-almoço conheço os restantes hóspedes do hostel e decidimos ir 04 de nós passear pela praia até à parte antiga da cidade (Leila, eu, Chris e Heleno). Eu não conheço nada, não pesquisei, não vi imagens, quero ir sem planos e o único que exijo é um mergulho imediato no mar quente.
15 km mais tarde, incontáveis mergulhos e conversa em 3 línguas, tenho 3 amigos novos, a alma lavada e estamos a beber água de côco na Miami beach.

Curioso que, como a lei brasileira decidiu que não podia haver favela na primeira linha de mar, mantiveram a favela mas construíram uns prédios gigantes de luxo à frente dela. Não soluciona, esconde…e traduz uma cultura muito própria dos sucessivos governos brasileiros. Infelizmente.

Visitámos a Casa da Cultura e voltámos de bus (mas não sem antes a Leila ter entrado em stress absoluto porque estávamos a atravessar tranquilamente a favela a pé…estes suíços têm dificuldade em agir naturalmente nestas situações e demos por nós os 3 a rir c a situação…mas lá lhe fizemos a vontade e acelerámos o passo).

Já depois de jantarmos umas mandiocas fabulosas no Alma Brasileira e em companhia de mais um zuca e um francês, o Heleno conta-nos que foi bolseiro de um famoso prof. de dança brasileiro…e lá o convenço a dar-me uma aulinha de forró! Foi tão divertido que depois de sairmos do forró ainda fomos para um bar de salsa, mas aí tive de lhe poupar os pés e resignar-me a que estou longe de saber dançar como eles.

Decido que no dia seguinte iria fazer o passeio de buggy pelas Dunas até Genipabu e eles decidem que vêm comigo ;) easy!
Foi um dia lindo, pelas dunas, cajoeiros, lagoas, praias, ski-bunda, aero-bunda e caipirinha…sinto que estou no Brasil há um mês…e ainda vamos no 2º dia J
Estava tão bem que decidi adiar para o dia seguinte o meu Bus para Pipa. Boa decisão: nessa noite comi a melhor moqueca de peixe e camarão da minha vida, regada por um vinho…português! :)
E heis que mais uma vez, o Mundo lá veio trazer-me de bandeja, ainda na mesma noite, o Pierce (US) e o Ulyses (BE), que iam de carro a caminho de Pipa no dia seguinte e planeavam parar em toda a costa até lá…exatamente o que eu mais queria fazer!

Claro que no dia seguinte fui com eles…ah…e mais o Simon (FR), que decidiu à última da hora que não queria passar os anos sozinho e veio connosco passar o dia (mas 3 dias depois ainda o encontrei lá, this is soooo typical).

A caminho de Pipa parámos em várias praias desertas, mergulhos só para nós e muita boa disposição. O Ulysses é um belga com certeza com costela latina - pelo menos na condução - e no meio da loucura perdemo-nos entre fazendas de gado e plantações de mandioca…:P. 5h mais tarde chegámos a Pipa com um sorriso nos lábios e muita fome!

Depois de um almoço tardio separámo-nos por um bocado, pois escolhi outro hostel, mas marcámos logo saída para essa noite. Fui conhecer a Ayelen, uma argentina genial e meio tímida que tinha decidido mudar-se na véspera para Pipa para viver. Uma boa decisão, pensei eu!

E foram as únicas 2h sozinhas da minha viagem.

Os dias passaram-se entre surf na Praia do Madeiro (a minha praia preferida das 3 de Pipa e onde conheci o Pará, o dono da escola de surf, que tinha vivido em Cascais e com quem fiquei logo amiga e aluguei as pranchas), SUP com golfinhos aos saltos à minha volta (no dia em que fui dar uma aulinha de SUP ao Pierce e ele quase que se afogou enquanto eu me deslumbrava com os golfinhos), passeios pelas praias desertas a sul de Pipa (carro atolado na areia), travessias em barca em cenários de manguezais incríveis e uma barra linda (Cunhaú) onde os locais fazem a sua praia (éramos os únicos estrangeiros) e finais de tarde de sonho.

2 destes finais de tarde foram passados em Tibau do Sul, na creperia Marinas. Um lugar único, construído em madeira sobre estacas na barra de Tibau, onde o mar e o rio se cruzam e permitem um por-do-sol fabuloso ao som de música clássica. Chegámos com uma expectativa muito baixa, em cima do momento e fomos surpreendidos por um lugar e um ambiente mágicos, J tanto que combinámos os 05 voltar no dia seguinte… e assim nasceu o grupo Pipa Sun Clappers.

O terceiro final de tarde memorável foi na praia. Depois de um dia top a passear pelo sul de carro e termos deixado a Ayelen e o Giancarlo no hostel, eu o Pierce e o Ulysses fomos para a Praia do Madeiro, que tem a particularidade de ficar descendo uma enorme falésia pelo meio de uma mata espetacular. Escolhemos o cantinho onde víamos toda a baía e o sol se prolongava até mais tarde…e adormecemos com o calorzinho do final do dia.
Quando acordei o Ulysses estava a escrever na areia e fui fazer o mesmo. Obrigada Pachamama. Que momento tão bom.
Tivemos de acordar o Pierce pois já estava de noite e tínhamos de descobrir o sítio onde se subia novamente para a estrada.
Era a nossa última noite todos juntos.

O Giancarlo (BR), que entretanto se juntou ao grupo e se tornou peça indispensável na nossa dinâmica ia embora nessa noite por isso fomos jantar só os 04 e depois fazer a ronda habitual dos barzinhos, onde encontrámos imensa gente conhecida e pedimos muitas caipirinhas sem açúcar! :P

Último dia despedimos dos meninos, que nos levaram à praia e passámos as duas entre Açaí, equilíbrio no elástico, passeios e descanso na praia. Foi muito bom.

Regresso à noite para o aeroporto de Natal, diretamente para o voo, com uma sensação de preenchimento. E é isso mesmo, a Vida é uma questão de PREENCHIMENTO.

O meu objetivo foi cumprido: enchi-me de energia, sol e Mundo. E regresso agora mais forte para a realidade em Portugal. E sempre certa de que o mundo tem um jeito de fazer as coisas funcionarem, é apenas preciso ir e confiar.

Alojamento:
Natal: Hostel Republika, melhor café da manhã relação qualidade-preço possível. Female Dorm: 10€/noite com PA incluído J
Pipa: Pipa Hostel (médio, falta ambiente), Female dorm: 10,5€/noite com café da manhã, piscina (que não se usa porque a praia é incrível)

S, o Mundo continua a abrir os braços assim que saio da minha zona de conforto

Nota: conheci muitas outras pessoas mas que não fizeram depois parte do meu dia-a-dia, mas houve uma conversa que me tocou bastante: a Hila, uma Israelita que estava comigo no quarto em Pipa (fomos sempre apenas 3 no quarto). Ela, como todas as mulheres israelitas fez a tropa, que por lá é obrigatória durante 2 anos. A dela foi na faixa de Gaza, onde me contou como os meninos palestinianos lhe iam pedir comida por estarem esfomeados e como tinham medo da metralhadora dela e ela tinha de despir o colete e as armas para lhes ir levar pão. Nós temos tanta, mas tanta sorte de ter nascido aqui. Longe de saber o que é esta realidade que ela me fala. E é em cada vez que conheço, vejo ou contacto com isto que penso em como há muitos mundos no Mundo e não podemos olhar apenas para o nosso umbigo e pensar que somos donos da verdade.

segunda-feira, dezembro 28, 2015

Faltaram as NEVES de 2015

....pois faltaram estas duas crónicas, Andorra e Serra Nevada (Fev/Mar e Abr 2015)...e foram fora de série...mas agora estou entretida com o calor do Brasil, fica para quando estiver a prever a próxima temporada :P

QUASE....

QUASE  a sair do forno a crónica do Brasiuuuuuuu.....:) até já!!  :P

domingo, dezembro 27, 2015

PARIS, Set-Out 2015

Paris, working week…mais avec tout sa classe J
Paris é aquela cidade que volto sempre, constantemente, ano após ano. A lazer, a trabalho, apenas para ver amigos…há mil razões para se ir e voltar a Paris.

Desta fui a trabalho. Uma semana. Com a Cat.
Apesar dos dias serem fechados numa feira e a ter de lutar com alguns demónios, os finais de dia e noites foram aproveitados ao minuto para vaguear pelas minhas zonas preferidas da cidade, comer maravilhosamente sentada em esplanadas de rua c mantinhas nas pernas e a sentir o charme desta incrível cidade da Luz.






Foi também um momento de reunião quando consegui jantar com as minhas queridas amigas Claire & Maïté. Os anos passam, a distância separa-nos, mas a amizade está igual a sempre. Como Paris.
Merci, Je t’aime toujours J



A bientôt,

S

S. Miguel - Jul/Ago 2015





Os Açores foram inesquecíveis por várias razões, não conhecia S. Miguel e corremos a ilha de ponta a ponta, campos verdes, praias lindas, furnas, piscinas naturais, treckings até às Lagoas e verde e azul por todo o lado. ..e vacas, muitas J
Mantenho a minha opinião de ser um dos destinos naturais mais bonitos em que já estive na vida. Faltou-me experimentar o surf e o mergulho, por isso, tenho de voltar :P …é sempre bom deixar coisas q gostamos por fazer para voltarmos aos sítios que nos marcam.
Ainda assim, por ter o Mundo a desmonorar, volto com um nó no estômago, tenho de lá voltar em paz.

Por agora, é tempo de regressar!

S

segunda-feira, julho 20, 2015

Açores....o paraíso à espreita :)

Este ano as viagens a lazer tem sido menos ...aliás, as de trabalho também, depois do Panamá fui  a Bruxelas, Madrid e Paris...viagens curtas e que me parecem ter sido há uma vida atrás. Não é o momento de longas viagens a lazer, mas é sempre o momento de sonhar :)

E por isso estou tão feliz com a ideia de que em 1 semana e meia vou estar 3 dias em S. Miguel. Anos a fio a querer voltar aos Açores, anos a fio a planear uma viagem tão simples que por diversas razões nunca foi acontecendo. Acredito que as coisas se desenrolam quando têm de ser, podemos por-nos no caminho mas não vale a pena forçar, tudo vem com o tempo.

E esta chegou. E estou em pulgas. Mesmo sendo curtinha. Tem uma carga emocional alta, é um projecto  simples mas que foi sempre adiado e agora vai finalmente cumprir-se :)

Quero caminhar pelos trilhos verdes, quero mergulhar no oceano azul profundo, quero deslumbrar-me com o paraíso plantado no meio do Atlântico, quero namorar e descansar.


Até já J

S


quinta-feira, abril 02, 2015

Panamá

Saímos de Portugal rumo ao Panamá sem mapa e sem grande plano...tínhamos como ideia base alugar um carro e partir à descoberta. Objectivo: Surfar, SUPar, mergulhar e tudo o que mais envolvesse água quente e transparente cheia de peixes coloridos e estrelas do mar gigantes! 

Eu parti por 18 dias, a Tina por um mês....na mala foi um par de chinelos e algumas t-shirts. Na cara, um enorme sorriso!

Começámos logo por perceber, assim que nos metemos à estrada, que a aposta num jipe não teria sido má, ao invés do nosso mini boguinhas em que 80kms/h parecia um furacão. Já para não falar nos buracos gigantes da suposta “autoestrada incrível” como nos tinham descrito. 3 furos em 2 dias acho que diz tudo LOL.

O mapa tinha ficado esquecido na minha sala e mesmo assim, com a urgência em que estávamos para embrenhar no país selvagem e nas praias paradisíacas, seguimos por instinto….que eu continuo a achar que algures em pequena engoli um GPS que sempre que entro em território desconhecido sinto por onde devo ir! :P

Horas e horas mais tarde percebemos que íamos levar mais do dobro do pensado para chegar ao lado caribenho…aliás, até mesmo a qualquer praia decente do lado do pacífico…e dado ao primeiro furo, lá optámos por não seguir viagem de noite e sem mapa e fomos parar a Santiago.


A “cidade” no centro do país. Cidades como as entendemos na Europa só mesmo a capital mas isso para mim era expectável e achei até bastante desenvolvida face a tudo o que tínhamos visto na estrada. Por casualidade fomos para a um eco-hostel surreal…feito de garrafas de plástico e placas de alumínio, madeiras pintadas e uma dona alucinada que tinha “curfew” para os seus hóspedes: às 22h00!!! 
Hehehe….lá alugámos uma espécie de quarto numa pseudo-árvore de alumínio, aberta, com cortes no alumínio e cortinas a fazer de janelas. O som dos ramos das árvores ao nosso nível e a sensação de estarmos ao relento fizeram-me adormecer tranquilamente num espaço único. Antes disso um jantar num restaurante muito local e bonito com 2 amigos americanos que pareciam tão perdidos como nós.


Seguimos viagem (após + 2 furos) e ao terceiro dia chegámos à primeira praia, do lado do pacífico: Las Lajas!
Vimos uma tenda para alugar na praia e nem pensámos duas vezes…adoro dormir e acordar ali, na areia, com o som das ondas.

A Tina estava doida para fazer SUP surf e as ondas eram pequenas, por isso foi para o seu yoga e eu fui aproveitar o paraíso de kms de areal negro e dourado com água quente e sol…mto sol….tudo o que me enche a alma e acalma o espírito.

No dia seguinte a fazer SUP passou por baixo da prancha uma raia enorme preta com bolinhas amarelas e fiquei maravilhada, como fico sempre, com a Mãe Natureza. Pachamama, Obrigada por me dares estes momentos!

Arrancámos para o lado caribenho, ainda com uma grande viagem pela frente, desta vez pelo meio de um parque natural lindíssimo, nas montanhas panamianas, entre curvas de verde e verde e verde… J


Mais uma vez calculámos mal o tempo de viagem e a nossa chegada a uma terra estranha, de beira-rio e entrada de mar, porto marítimo que me remeteu de imediato aos livros do Garcia Marquez e dos marinheiros, prostíbulos e crianças perdidas no meio de uma pobreza triste, deu-se quase fora de horas e não pudemos atravessar para as ilhas de Bocas Del Toro com o nosso boguinhas….uma chuva tropical não ajudou à decisão, mas para não ficarmos naquele desterro apanhámos meia dúzia de peças de roupa (ou menos…) e corremos a apanhar um dos últimos barquinhos do dia. Pensámos que iríamos voltar em 2, máx. 3 dias….mais um erro, porque só o fizemos 10 dias mais tarde, afinal de contas…o que está bem não se muda! J


Na cidade de Bocas conhecemos uns miúdos e optámos por ficar alojadas onde eles estavam, as previsões era de não haver ondas no dia seguinte e, embora a Tina tenha insistido em ir para o mar procura-las…eu fui com eles alugar uma bicla e dar a volta à ilha…literalmente…4h no calor das caraíbas a pedalar, mas pelo meio de uma beleza incrível. Fomos parar às praias das Estrelas do mar gigantes, onde os turistas chegam de barco…e nós de bicla! Lol Um dia magnífico.
Voltámos para perceber que as pesquisas da Tina nos levariam para outra ilha logo na manhã seguinte: Carenero. Um surf hostel à beira da água e um spot de surf fora de série: Black Rock! Uma esquerda longa e que não quebra, e água a 28º.

A maioria dos surfistas vai de barco p o spot, eu fui a pé pela ilha e tive um dos melhores dias de surf de sempre, dada obviamente a minha pouca experiência como surfista, saí em alta, muito em alta!

Mais uma noite em Carenero….esta mais atribulada e que vou deixar na memória de quem lá esteve, porque ainda me rio sozinha com tudo o que aconteceu mas sinceramente, foi muito, mas muito twighlightzone.

Seguimos então para Bastimentos, a maior e mais verde, selvagem e exposta ao oceano das ilhas de Bocas del Toro. Chegámos a uma marina incrível e após deixar as pranchas e mochilas e lavar a roupa (eu continuava com uma mini mochila com a meia dúzia de coisas que tinha tirado para os supostos 2/3 dias q ia ficar lol) fomos directas para a famosa praia de Red Frog, onde ainda na semana antecedente o Slater tinha estado a dar um show ao Mundo…mas a ressaca é conhecida por vir a seguir e não estava nada de especial. Como eu não sou fanática pelo surf, é um gosto não uma alucinação, estive lindamente a dormir na praia, mas a Tina e os nossos novos amigos estavam inquietos…ehehe, o bichinho do mar é qq coisa…


Tb íamos por uma noite e ficámos….4!!! Conhecemos um neozelandês num veleiro que me emprestou uma prancha de surf (o SUP só dava para os mangais) e foi comigo fazer snorkeling, onde mais uma vez andei doida atrás de peixes de mil cores!!!!! J

No último dia fomos as duas com a tripulação de um navio que estava na marina passear de dingy pelas ilhas e mergulhar nos Cayos…almoçar lagosta no meio do paraíso e acreditar que a vida nos vai sempre, mas sempre, dar respostas, caminhos por onde ir.

Voltámos as 2 à ilha de Colón (cidade de Bocas) para mais uma noite e para fazer um downwind de SUP incrível no meio de uma tempestade tropical, foi brutal! depois remei de SUP até Carenero onde aluguei uma prancha de surf e voltei a Black Rock, que me tinha ficado na memória…J

Últimos momentos de paraíso, já com saudades…estive 10 dias com a mesma saia, 3 t-shirts e alguns biquínis, uns chinelos e sei que não preciso de mais nada, mais nada material para me preencher. Tudo o resto é emocional e isso, não há mala nenhuma que leve…

Saímos das Caraíbas e rumámos para 2 noites no Pacífico, onde tivemos uma experiência surreal com um senhor que nos quis alugar um resort fantasma!



Separei-me da Tina aqui, deixei-a no BUS que seguia para o sul e guiei para a Cidade do Panamá para a minha última noite, já na cidade, onde me juntei a um alemão, uma holandesa e um panamiano e andámos de festa em festa. Parti, 18 dias depois de ter chegado, com a sensação de que o Mundo fará sempre parte de mim. Isso e o mar, claro :P. 

S, flip flop Tiki Life