terça-feira, julho 01, 2008

“A Gorda” e a Ericeira

Na 6ª passada fui ver a peça, a tão famosa “The Fat Pig”...e confesso que não me fascinou, aliás, ficou bem áquem das expectativas.
Mas isto dos gostos, e sobretudo em arte, é mesmo um tema tão subjectivo que esta é apenas a minha opinião... muito calão e muita teatrealidade!
... Eu adoro qualquer programa de teatro, e este não foi excepção, mas ficou abaixo do esperado (nota: até hoje só me lembro de uma peça em que de facto só não saí a meio por respeito aos actores...umas interpretações de txts de Becket...).

Quanto ao resto do fds...Sábado foi um dia para descansar. E apesar da peripércia...levei com uma bola de golfe nas costas, mesmo em cheio no meio da espinha e sem “fore” de aviso... o resto do dia foi mesmo tranquilo, com muita praia e relax no sofá de casa à noite. Que saudades! :P

Domingo: o highlight do fim-de-semana!
Os recém-amigos, mas já muito queridos, Marisa e Ricardo, convidaram-me para ir passar o dia de praia à Ericeira. E, apesar de termos ficado sem gasolina a meio do caminho, :P:P:P:P:P, que com a ajuda de 1 pessoa ainda simpática se solucionou rapidamente, o resto do dia foi excepcional.

A praia dos Coxos esteve ao mais alto nível, e para terminar, um gin ao pôr-do-sol em casa do Pedro (um amigo deles), com uma vista de fazer inveja sobre o mar. O petisco e o aperitivo eram bons, e a companhia melhor ainda, pelo que fomos ficando...até à meia-noite, LOL. ;)


Gostei muito.

Aos 3: thanks!

BCN – FORMENTERA – BCN

06 a 15 de Junho

23h00 – aterro no cockpit em BCN. Uma viagem curiosa a dividir o tabuleiro ao colo com uma srª, nos jump seats do avião. Obrigada comandante!
Mais um ínicio de viagem e tanta vontade de descanso e praia...

1º passo...ver a minha amiga Verinha...que saudades darling!


A Marta já lá estava e as 2 jantavam no Passeio de Gracia quando nos encontrámos. Fomos sem querer parar ao Convento de St Agosti,, uma óptima surpresa: muito, muito giro mesmo, com alto som e a mística de um claustro aberto ao luar.
Depois encontrámos uns amigos da Vera e seguimos para os bares do Born. Mais umas vez, que nunca é demais repetir: adoro BCN! J
Sab. lá seguimos para Formentera, a relíquia das baleares. O paraíso mais próximo de PT. Mesmo sendo a minha 3ª vez, não será a última, tenho aquela sensação que irei sempre regressar a Formie.
Quase sem planear, só sabendo que iam alguns amigos, quando demos conta éramos 18!... a minha flatmate foi novamente a Sarita Fonseca, provando mais uma vez a nossa sintonia em férias.
Apesar das manhãs de tempo incerto (que as noites não permitiam ver com grande atenção :P:P:P) as tardes eram de optimo tempo e fazíamos umas 7h de praia de areia branca e água turquesa por dia. Finalmente a desforra do inverno prolongado de PT!

Fonda Pepe (hippie) em S. Ferrán, e NeroOpaco (mt fashion) em Es Pujols foram os bares de eleição da noite.
O Big Sur demosntrou + uma vez o seu charme ao por-do-sol, com o Alex a animar as vistas, enqto que os mojitos, nacho e foccacias entretinham o estômago.
Depois de uma semaninha neste paraíso regressámos a BCN, eu e a Marta. 2 exposições de fotografia e pintura surrealista chinesa (Yis) e uma voltinha pelas muy turísticas pero muy bonitas fuentes del Montjuic, na sua performance de musica-e-luz, fizeram abrir o apetite para umas tapas muys poco españolas, pero buenas, regadas de uma nova estrela, da Damm, claro, a Akadamm.
A Marta saiu de madrugada, de regresso a PT e eu fui para casa do meu melhor amigo, e cada vez mais, Jordi. Foi uma animação...a sua noiva – médica venezuelana – é uma fixe, além de linda, e ambos convidaram os seus amigos-colegas do hospital para um almoço muito, muito divertido.
O Jordi surpreendeu-me na sua grande apetência para criar pizzas vegetarianas excepcionais e o almoço deu lugar a uma jogatana de Wii....um brinquedo novo altamente viciante...eu que nunca jogo nada destas coisas ADOREI...e só parámos porque eu tinha mesmo de apanhar o último voo das 20h20 back to LIS.
Cariño: te quiero un montón!

E agora, de regresso à paz da minha casa, à tranquilidade dos dias com a família e amigos, que há vários meses não tinha.
É bom voltar.
S

segunda-feira, maio 19, 2008

o dia 20 de Setembro

Há dias em que o mundo se lembra de existir para nós...dias em que tudo acontece em simultâneo.
No dia 20 Setembro tenho: a festa de anos do meu sobrinho e a da minha afilhada, ambos no Estoril, o casamento da amiga querida Maria Domingas em Alenquer e o casamento do meu melhor amigo, o Jordi, em Barcelona...

E AGORA??????

o que quer que eu falte vai sempre fazer-me sentir triste por não ir.
E ainda estamos em Maio...até lá vamos ver quantos mais eventos irão parar à agenda p este dia...que já é especial.

fez-me pensar em como num ano vou ter casamentos de pessoas tão queridas, a quem desejo realmente que seja aquilo que esperam e que continuem a ser tão especiais para mim. Zé, Mingas, Jordi, Telma...quem mais a juntar-se ao grupo das alianças?

S, em conflito de agendas

depois dos Alpes...um rodopio

Como sempre...a vida num corropio. Ou como diz o meu vizinho: "no dia em que assentares nao sei nao, dás em doida!"...é um inevitavel, e desejado, devir :)

Vim dos Alpes e segui para o Porto...um excelente e muito preenchido fds...logo seguido de mais um tour pelas Pousadas de Portugal do centro: Convento do Desagravo (lindo), Manteigas e Condeixa, entre almoçaradas, passeios e jantares divinais, foi mais um fds em grande...depois disso estava cheia de saudades de casa (4 fds seguidos sem estar em casa dão nessa urgência de se criar algumas raízes no nosso sofá :))
Lá consegui comprometer-me comigo mesma e ficar 2 semanas sem fazer uma mala...e que bem que me soube!
O muito trabalho e stress que foram essas semanas só foram acalmados pelos 2 feriados providenciais, os inúmeros jantares com as amiguinhas, as "mesmas" lol, o concerto da Bebel, e as mil actividades desportivas que não consigo evitar!

Entretanto já fui dar um pulinho à movida madrilena 3 dias e 2 noites mt, mas mesmo muito, aniimados! Já tinha saudades de Espanha!

Desfiz a mala ontem há noite e hoje estou sentada no chão da sala a ganhar coragem p ir fazer novamente a mala, desta vez para ir trabalhar no norte uns dias...passar o feriado no Porto, descer a Aveiro e vir ver o sobrinho e afilhada no fds é o meu próximo objectivo (antes que entrem p a Universidade e esqueçam da tia-madrinha desnaturada! :):)

Mas será um regresso a casa curto...pois já se avizinha no horizonte (logo no fds seguinte) um pulinho de 3 dias aos Açores seguidinho de umas férias de 10 dias...ehehehe: BCN-Formentera-BCN.
Dp volto e quero ficar, ganhar raízes, sentir-me em casa.
Até: o tel e o mail continuam a ligar-me à terra.
Comuniquem!
beijos
S....escolhemos a vida que queremos seguir, o resto acontece por acréscimo.

terça-feira, abril 15, 2008

Neve, a eterna paixão.


LES 2 ALPES

2 anos. Estava há 2 anos à espera deste momento.
2007, em 10 anos, foi a primeira falha, a primeira época em que não consegui ir matar o bichinho...e estava à espera, quase desesperadamente à espera.

Com a ansiedade de quem fuma e não tem cigarros...mas numa vertente muito mais saudável :P, apanhei o avião p os Alpes doida para ver aquelas montanhas brancas, imponentes e a chamarem por mim!!! YYYYYYUUUUUUPIIIII

Fomos 4, e pela 1ª vez, just girls!
Sara, a amiga já companheira de várias viagens à neve + Susana e Gisela, na sua 2ª experiência mas com muita vontade de aprender. E foi mesmo giro.

Durante o dia a Susana e a Gi andavam nas aulas e eu e a Sara a explorar cada recanto do mapa dos 2 Alpes....A estância é muito boa, as pistas são QB,tem 240 kms de pistas e fizemos-las todas com várias repetições (excepções p pistas de bossas, que não fizemos nenhuma por detestarmos, mas que também eram umas 3 ou 4 no máximo). Tem um glaciar a 3600mts que é lindo...e quando descemos mesmo do seu topo e vemos a vista dos outros topos de montanhas ao redor, é inevitável um mega sorriso e a felicidade de ali estar, no silêncio da neve.

A Sara convenceu-me a usar capacete e admito q
ue gostei da experiência, mas acho que mais por estarem uns 10 graus negativos e aquilo ajudar a manter a cabeça quente. hehehehehe. Fiquei a Bala Azul e a a Sara a Laranja Mecânica. :):):).

Foi uma semana de neve perfeita. Não vi gelo em uma única pista sequer. Neve pó, solta, e a pedir mais e mais velocidade.
Nem sei mesmo como escrever isto, eu sou uma fanática confessa da adrenalina da neve.

Aprés-ski todos os dias, comme il-faut....e de noite lá nos organizávamos (nunca tinha tido uma experiência de tanta sintonia em organização) para jantares altamente elaborados e saudáveis, seguidos de uma cervejinha num qualquer pub sympa (indicados pelo amigo très-sympa da Intersport).
Na ultima noite, e também comme il faut,:P:P:P, fizemos uns amigos ultra divertidos e acabámos a noite na disco lá a terra (havia 3, mas só conhecemos esta, a Avalanche). O video no link abaixo dá uma boa perspectiva da animação....:P

E assim se passou uma semaninha....perfeita, ou melhor, PARFAIT!

Eles:
http://www.youtube.com/watch?v=zJlp54TpCqg

Nós éramos mais assim:
http://www.youtube.com/watch?v=KC9FtLQJoGM
(este é ficção, mas há um original connosco que publico assim que o tiver comigo)

S, a bala azul :P

quarta-feira, março 19, 2008

Katie Melua--Nine Million Bicycles

ouvi esta música há uns tempos e fiquei apaixonada por ela...

A neve, o Yoga, os Pilates e o Golf !!! :)

LOL... para me preparar e descer as pistas a 100% recomecei a fazer o meu desporto habitual... com um senão: é que desta vez resolvi não abusar do esforço físico e pensar também nas modalidades mais tranquilas, e que tão bem fazem ao corpo e à mente. Agora, além de nadar e caminhar, faço também pilates, yoga e golfe!!!!!

Para quem me conhece bem tenho a certeza que esta é uma novidade surpreendente: eu própria a ter aulas de golfe e yoga! eheheheh e ainda por cima a gostar muito!! I confess.:P

Nunca pensei, mas a verdade é que me estou a sentir muito bem.

S, good vibes

Escrevi a 27/02....e só agora publico

Descobri que para escrever temos normalmente uma de 2 condições:
- Uma gr novidade ou objectivo em mente
- Ou não estamos tranquilos.

Descobri porque sempre escrevi e nunca me senti assim, tão bem, tão em paz comigo e com a minha rotina, ao ponto de não me apetecer muitas vezes escrever.
Sinto-me sem assunto...podia falar da minha próxima viagem, já em Março...mas neste momento quero estar sozinha no meu canto.
Não que nestes tempos não tenha tido ilusões e desilusões...mas nada que me fizesse sentir insegura em relação ao que quero agora. E o que quero é manter esta tranquilidade.

Até breve
S

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Paris, Toujours,


18,19 e 20 Janeiro

Parece um cliché, eu sei, mas Paris é sem dúvida a cidade da luz e do amor, sempre cheia de vida.

Apesar de ter sido a minha 11ª visita, senti o mesmo deslumbre que da 1ª vez.

Ao andar pelas ruas sem destino e como únicos objectivos passear, disfrutar da vista, do espírito e do Sena, senti que podia pertencer ali. Podia viver e sentir-me em casa e ser feliz.

Cheguei tarde na noite e acabei à lareira com um casal de navegadores desconhecido a beber vinho e a comer queijo. Uma delícia.

Depois de uma noite bem dormida, dei início à minha tradicional caminhada pela city. Campos Elísios, Tulleries, Louvre, compras e mais compras! (adoro Paris em saldos, ehehhehe) e 4h mais tarde fui aos Invalides encontrar-me com a minha grande e muito querida amiga Maité. Há quase 2 anos que não nos víamos e a vontade de por a conversa em dia era grande.

Almoçámos, passeámos mas, sobretudo, falámos! LOL

2 horas mais tarde (6h de caminhada deixaram-me um bocado mole...) voltámos à casa dos navigateurs – Francoise (“Fouch”) e Olivier (meus anfitriões por uma noite) e preparámo-nos para a grande festa surpresa da Claire (quem não sabe, outra gr amiga minha e a causa deste week-end a Paris).
O Arnaud (seu namorado) tinha tudo mt bem organizado e conseguimos chegar, os cerca de 40 convidados, à sua magnífica maison em Colombes antes da aniversariante.

A festa foi o máximo e dançámos das 21h às 05h!...de regresso a Paris, ficámos “chez” Claire et Arnaud.
Domingo foi de viagem....não sem antes ir com a Maité a St Michael comprar uma pita e irmos almoçar à beira-Sena!

De regresso a casa pensei em quanto preciso destas pequenas escapadas, destes momentos tão meus com o Mundo.

Au revoir!

S

quinta-feira, janeiro 17, 2008

animação atrás de animação

Não consigo parar, estou com um ritmo que não tinha há já algum tempo, mas preciso dele. :):)

...de programinha em programinha a unica falta maior é o sono...até ao dia, porque como sempre, é só uma fase.

segue-se o mini-report... :P

Depois de uma quase directa com direito a máscaras e mt animação no excelente Campo Real (ali p os lado do Turcifal) segui para Montargil, onde acabei a noite a ver a amiga aniversariante montada num touro mecânico, aplaudida pelos locals em grande êxtase! Vinagrinha... um momento único sem duvida !:)

Dormir no alentejo é dormir muito, recuperar o sono perdido e dar andamento novamente à vida, claro que só depois de um belo repasto de migas e afegãs...directo para mais uma festinha de anos, desta vez, os do Gu, em sua casa....tudo óptimo e sempre com a boa disposição a que ja nos habituou de outras épocas :)....mais um quilinho em cima e siga para a 3ª aniversariante do fds...a amiguinha do coração e famosa pelo seu "bar da Telma" (babe, as minhas desculpas públicas por ainda não ter tido tempo de estar contigo mais tranquilamente e te dar a prendinha de direito)

Começou bem a semana de jantarinho com os amigos de longe, USA e Porto representados à mesa...e um novo amigo "the air is all around me...nem que seja com Red Bull". Gostei muito!

um dia de "meio" descanso, para logo retomar as festinhas...não ia ao Hard Rock há talvez 3 anos e mesmo assim, tinha sido p almoçar, mas a festa privada estava engraçada....se bem que gira mesmo foi a seguinte, no BBC, que por ser tb privada deixou os patrões e secretárias que habitualmente lá andam, de fora :)
MUITO giro.

e amanhã...a caminho da fête plus international...la fête d'aniversaire SURPRISE de Claire...numa quintinha a sul de Paris. Sexta ainda vou dormir na cidade da Luz, sempre cheia do seu glamour característico, e domingo ja estarei de volta à terra, p acalmar os animos e descansar...enifm, um week-end "repain" mais alternativo ;)

e para a semana mais novidades, será?

kiss kiss
S

No fundo, muitas vezes é apenas isto...

"Prá Rua Me Levar"
(Ana Carolina e Seu Jorge)

" Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho onde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus, e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

(2x) Vou deixar a rua me levar

Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
Eu vou lembrar você
É mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

(2x ) Vou deixar a rua me levar "

terça-feira, janeiro 08, 2008

Passagem de Ano 07 / 08 – Vila Nova de Cerveira

Depois de grandes indecisões e convites muito diferentes, acabei por optar por um meio-termo entre umas mini férias e uma despedida do ano em Portugal.
Assim foi e sábado lá voei para o Porto.
Há muito tempo que não passava uns dias na Invicta como se ainda vivesse lá, e estes fizeram-me sentir assim: os programinhas, jantar de sushi, a Casa do Livro, o Plano B, copos, copos e mais copos, uma exposição de fotografia mt boa, chá na Confeitaria e cineminha no domingo à noite…foram perfeitos.

Na segunda lá fomos passear, a caminho do destino da Passagem de Ano – Cerveira.

Almoçámos em Moledo, tomámos café em Caminha e lanchámos em Cerveira….isto sempre em busca da cueca azul p estrear no dia 01... ehehehehehe…não encontrámos a azul, mas encontrámos umas verdinhas, que serviram mt bem.:) que eu não sou de superstições.

Eu já não ia a Cerveira há muitos anos…para ser sincera, a ultima vez tinha sido no Contacto, em 1999, uma época meio louca da minha vida, em que há algumas coisas das quais não me lembro muito bem, sendo que esta viagem teve mts momentos desses· :S:S:S …

Lembrava-me do centro, mas não da fantástica vista sobre o rio Minho, com as suas águas a espelhar a luz do final de dia, entre as sombras das inúmeras árvores que habitam as bordas e o meio do rio. ... E Espanha mesmo ali em frente, com o Monte de St Tecla a entrar pelo Oceano dentro.
Uma boa memória a reter, sem dúvida.

A Quinta da Malaposta é muito gira, cheia de cor. O cão que nos recebeu é simplesmente lindo, enorme e todo branco, o Atos.

Éramos supostamente 14 (? – não sei quem contou, pq p mim à mesa estávamos 12+ a mãe dos anfitriões e um casal de amigos com o filho …por isso não sei quem contou 14, deve ter sido o vinho da Unicer :).

O jantar veio para 30, é certo, que as gentes do norte não gostam que se lhes diga que se passa fome lá na terra, e cozinham a preceito e em doses duplas J…MUITO bom.

Muita dança, limbo e shots de vodka preto :P:P fizeram a noite durar até quase de manhã…

No dia seguinte o regresso ao Porto e à linda casinha da Marta. O dia seguinte para mim foi de ronha e viagem de regresso a casa, aeroportos, carros, enfim, o cenário já habitual….já meio adoentada, mas muito contente de ter sentido ter estado mesmo de férias!

Mais tarde voltei a comprovar a teoria do Mundo ser um T0 e Portugal uma prateleira…os irmãos que deram a festa em Cerveira eram os mesmos que davam festas aqui na minha terra quando era miúda, e lembro-me de ir com as minhas amiguinhas sem os conhecer pq eram mt giras…quem diria que 15 anos mais tarde os iria encontrar a 400 kms de distancia.

Fotos da PA neste link

E Bom Ano!!!!
S

terça-feira, dezembro 11, 2007

As fotos da festinha dos 30...

30...redondinhos

não vou escrever grande coisa pois não estava nos meus dias, a noite anterior ter durado até às 09h da matina talvez tenha ajudado...mas no final gostei muito, pelos 30 anos em que todas aquelas pessoas estiveram presentes!

Thanks guys...(K)(K)

para ver fotos cliquem aqui no link!

e pelo feed-back , a festinha foi boa :D:D:D

Minto...

... no post anterior não me estava a lembrar do mais importante!

O meu sobrinho Francisco deu os seus primeiros passinhos sem ajuda :):):) e chamou pela TIA pela 1ª vez...:):):) tão a ver a baba a escorrer, não tão? e melhor...eu filmei TUDINHO! eheheh.

E...a minha afilhada aprendeu a dizer "madrinha Sofia" e diz muito direitinho....ohhhhhhh, que amorrrr.

S, valeu a pena as horas perdidas no Toys"R"Us

...

o que é que o a rádio RADAR, o José Cid, a Mariza, o Rui Veloso, o Spa da Penha Longa e o Centro de Fisioterapia de Cascais têm em comum?
....

Nada, é um facto, apenas que são tudo o que me lembro deste meu ultimo mês ...

:S:S:S:S

segunda-feira, dezembro 10, 2007

em leilão...agora quero um lobo...já lá vai o tempo do Pinguim :)


em saldos....tão absolutamente fora de moda...


VERINHA....my darling... tinhas toda a razão: este é o nosso ano! :):):)

Escorpião - 2008:
" Quem é do signo Escorpião sente-se atraído pelas vivências transformadoras e regeneradoras, instintivas e emotivas, apaixonantes e dominadoras, mesmo que perigosas ou mais ou menos perversas, da vida, da psique humana e do mundo transcendente, de onde se projecta um potencial renascimento em poder e sabedoria. O ano de 2008 será um ano particularmente positivo e feliz para os nativos de Escorpião e serão poucos ou nenhuns os obstáculos significativos que possam contrariar este clima de prosperidade. Mais oportunidades de crescimento pessoal, familiar, relacional ou profissional, maior receptividade por parte do outros, maior autoconfiança e vontade para enfrentar desafios e concretizar ambições, maior discernimento e adaptação às novas situações, maior compreensão e aceitação da realidade emocional e psicológica pessoal, assim como maior facilidade em se libertar das amarras do passado e procurar novos caminhos. Não será difícil imaginar que num clima destes, pessoas irão aparecer e promover todas estas mudanças. Possíveis ilusões vão cair mais facilmente por terra, facilitando uma nova percepção, mais liberta e eficaz, da existência e dos projectos que vale realmente a pena levar adiante. "

quarta-feira, dezembro 05, 2007

cheiíiiiinha...

...de vontade que chegue sabado para passar uma bela tarde no Spa Da penha Longa, oferta da família simpatica, para sentir o melhor dos 30!

...de vontade de descer umas pistas ...(adiada, enquanto o joelho ainda nao tiver bom..mas em aberto)

...de vontade de rir... :) :P

...de vontade de ir ver uma peça, um concerto, um filme

...de vontade de ir dar a volta ao Mundo! :D:D

....de, e de, e de...tantas coisas :D

é, a minha boa energia está de volta!!! YUPIIIIII !!!:)

S, será o espírito do Natal? LOL ;)

segunda-feira, dezembro 03, 2007

O que é isto?

Este blog tem sido um espaço para comunicar o meu mundo, sobretudo o meu mundo das viagens, aos meus amigos…
Mas desde a sua criação, há 2 anos, que tem oscilado entre um post descontraído de uma viagem, e uma montanha-russa de emoções que antes não passavam do papel para o ecrã.

Um mês passado da minha lifetime experience ao Peru estou num vazio.

Fiz 30 anos.

Estive um ano a pensar que isso não me incomodaria, que em retrospectiva, fiz exactamente da vida aquilo que eu escolhi. Cada opção foi tomada de livre vontade e não me imaginaria a ter vivido esta última década de outra maneira.
Há exactamente 10 anos atrás optei por deixar o que tinha de mais estável cá e ir abrir horizontes. Desde então que eles nunca mais se fecharam.
Foi sem duvida um período muito bom e muito intenso.
Sempre pensei que aos 30 me iria sentir fantástica, cheia de certezas, de decisões tomadas de livre arbítrio.
O que me assustou foi que na semana dos 30 não me senti mesmo nada assim. Não me reconheço ainda nesta sensação de vazio, mas não gosto dela. Não gosto e não sei o que fazer para a mudar.

Faz agora um ano que voltei para casa. Que decidi que estava na altura de começar uma nova etapa.
Recomecei. Novo trabalho, novos objectivos, passado emocional enterrado. Foi um ano em aberto.
E agora?
Um ano mais tarde será que o bichinho da mudança está a voltar outra vez? Não pode ser! Eu quero ser uma pessoa normal e ter os mesmos desejos que as outras pessoas, ou no fundo só quero deixar de me sentir uma freak, por ainda não me apetecer assentar, nem ter filhos, nem ser mais uma peça da sociedade burguesa portuguesa.

S

segunda-feira, novembro 12, 2007

Peru – 25 Out. a 04 Nov. 2007

(para verem algumas fotos cliquem aqui)

Vou transcrever as notas que escrevi durante a viagem…é muita informação e quero preserva-la por escrito, para minha memória futura. Partilho convosco, para quem tenha a paciência de ler aquela que foi uma Lifetime Experience sem dúvida. O maior desafio a que já me propus na vida. Accomplished…


25/10 – O Voo

A expectativa é grande. A promessa de uma viagem única e inesquecível está prestes a começar…
Estou a poucas horas de aterrar em Lima, ao meu lado está a Nicole, uma Sra. francesa que já andou por meio mundo e que com a a idade de ser minha mãe, vai agora aventurar-se sozinha pelo Peru, com um guia e sem trecking, é certo, mas mesmo assim uma Sra. de coragem. :)

Com ela dividi o táxi até ao centro e tive a minha 1ª aventura pelas estradas e condução ultra perigosa dos peruanos…to get use to.

Fiquei hospedada no hotel mais carismárico de Lima, o Grand Bolívar, antigo hotel das estrelas e figuras publias, palco dos discursos políticos e de muito glamour. Está velho e com uma grande necessidade de renovação dos quartos, mas continua grandioso.

26/10 – LIMA
De manhã: Passeei pelo centro de Lima. Plaza de las Armas, Igrejas e catedrais, muitos edifícios coloniais, onde imaginei as antigas damas espanholas e seus capitães a passear no seu tempo… Exposição de Cota Carvalho e exposição do Banco Nacional sobre todas as culturas passadas (Chavín, Vicus, Moche, Nasca, Lambayque/ Chimú, Chancay e Inca), incluindo uma exposição de Hugo Cohen com peças de Ouro Incas.

Depois do render da guarda, nada pontual ou sério como o britânico, apanhei um táxi para Miraflores, a caminho da verdadeira aventura que me esperava…

Conheci o grupo : 2 belgas (o único casal no grupo) de 28 e 30 anos – Alice & Vincent; 1 Irlandesa a viver em Melbourne, de 27 anos – Caroline; Uma Australiana a viver em NYC – 46 anos – Karen e um australiano de 47, o Ken, a viver mesmo em Brisbane, na AU. Os “Aussies” do grupo, como eles mesmo se chamavam!
À parte do casal, ninguém se conhecia e estávamos todos a viajar sozinhos.
O grupo pareceu-me logo genial, como se viria a constatar mais tarde…
O Guia em Lima: Sebastian, um porreiro, gay até à ultima, super fashion, que estava numa de curtir tranquilamente pelas ruas da city.

De tarde: 1ª experiência de Bus…passeamos pelo centro de Lima e voltamos para o atarefado e muito turístico bairro de Miraflores para jantarmos. Muito bom, aliás, como toda a comida no Peru, é magnífica…Ceviche, Tacu-Tacu e muito Pisco Sour depois lá fomos dormir pois a wake-up call era às 03h00 da matina!


27/10 – Cusco – antiga Capital Inca

05h45 lá apanhámos o voo p Cusco, a 3200 metros de altitude, foi o 1º contacto com a altitude sickness…uma sensação estranha e difícil de aguentar.

No avião deram-nos logo um chazinho de Coca para aliviar a tensão e comprei um saquinho de folhas logo à chegada…desde então não parámos de beber, uns 7 ou 8 por dia…mas mascar não adorei pois as folhas ficam coladas na boca. De qualquer forma, a folha de coca não altera nada, é como o chá verde, quanto muito ajuda a ter menos pressão no corpo e na cabeça…

Hostal Inca Dream – excelente, mt limpo, muito caseiro, toda a gente ultra simpática e atenciosa, como todo o povo que conheci, verdade seja dita.(Mas ali senti-me em casa!)

Guia em Cusco e posteriormente no Vale Sagrado: Augusto – excelente guia, mt dedicado à cultura Inca e pouco dado a espanholadas, como é evidente…foi 5*.

Passeámos por S. Blas, que é bairro dos artesãos e artistas, tivemos uma “aula” sobre a Coca, enqto bebíamos mais chá e provávamos uns chocolates e bolachas divinais tb eles de coca…e uma aula sobre a importância dos números para os Incas. Mt giro.
De tarde deixámos o Augusto e organizei uma “excursão” do grupo a Sqsaywaman (ou “sexy-woman” como nós lhe chamávamos, pois lê-se mesmo assim) e a Q’enqo. Ruínas Incas em óptimo estado de conservação e palco de rituais e sacrifícios antigos.

De noite jantámos por pouco mais de 1€ cada um e fomos dormir cedo para partirmos de madrugada para o Valle Sagrado.

28/10 – PISAC/ URUBAMBA / OLLAYTAYTAMBO

Wake-up call: 06h45 da matina, um luxo face aos restantes dias, anteriores e posteriores.

- Bus para Pisac – a estação dos autocarros é exactamente o que esperamos, um espaço de terra batida com enormes filas à espera de correr p dentro do bus para não ir no telhado…
- Combi privado para irmos visitar o Centro de Têxteis de Cusco, na montanha, de terra batida e ao ar livre, onde a comunidade se junta para tecer a lã e dar forma aos inúmeros acessórios de Alpaca e ovelha..
- regresso a Pisac e Almoço no mercado tradicional.
- Bus para Urubamba e combi privado de lá para Ollaytaytambo – cidade Inca mt bem preservada – tivemos a sorte de apanhar a festa da aldeia, uma animação!
Visita às muralhas incas e jantar no Hearts Café. De noite ainda dei um passeio com o Jeff pela aldeia para ver melhor a terrinha.

29/10 – 1º dia de trecking – Huaran / Cancha Cancha / Accopata

Começámos por comprar prendas para as crianças e walking sticks em Ollaytatytambo (quantas vezes pensei depois em como não teria conseguido caminhar os 3 dias sem eles, benditos os meus amiguinhos de endurance! ). De combi privado da Lhama Path lá fomos para Huaran.

Equipa:
1 cozinheiro (aliás, um verdadeiro chef, um às no tacho, uma maravilha…Martín) e 2 ajudantes + 2 meninos para levarem as Lamas e 2 guias – O Hubert – guia principal e excelente pessoa, e o Elvis – o meu guia privado - como eu lhe chamava – o miúdo estava a fazer uma espécie de estágio para a faculdade de Guias e teve de me aturar 3 dias a passo de “tortuga”, lol.
Uma dúzia de Lamas para carregarem os Duffle Bags com as nossas coisas básicas e 2 cavalos para carregarem a comida e acessórios.

Começámos o trecking em Fundo Huaran, a 2950 mts e caminhámos por 4 horas até Cancha Cancha, onde tínhamos uma tenda montada para almoçar junto a um riacho. Logo de início, ao fim de alguns metros, começámos a subir e fiquei logo sem ar, um aperto no peito fortíssimo e um peso no corpo que não aguentava, comecei logo a andar tipo caracol pois não conseguia mesmo caminhar nem inspirar fundo. Sol, calor, frio, chuva, tivemos de tudo.
Depois do almoço senti-me melhor e já respirava o suficiente para acompanhar o grupo. A ultima hora de caminhada (a 8ª do dia…) foi debaixo de chuva intensa, até que alcançámos o acampamento molhados até aos ossos, a 4.175 metros. Sítio lindo, chazinho e lanche à nossa espera… foi um reconforto para o corpo e alma.
Conhecemos os dotes do nosso cozinheiro e logo a dormir pois tínhamos de levantar as 05h00 da matina para começar o 2º dia. (quase não dormi com tanto frio).

30/10 – 2º dia de trecking – Pachacutec / Quisuarani / Willquikasa / Cuncani

Atrasámo-nos um bocadinho com os preparativos e às 07h00 da manhã lá arrancámos montanha acima, em direcção ao ponto mais lato da jornada…Pachacutec a 4.850 metros, o ponto mais alto que alguma vez estive na vida. A subida foi muito dura, muito inclinada e com trilhos muito estreitos, a cair para vazios intermináveis.
Chegar lá a cima é absolutamente deslumbrante. De inicio mal consegui falar, com o cansaço e a falta de ar…mas depois de beber um chá de coca e umas pipocas acabadas de fazer lá mesmo no topo, pude apreciar a vista fabulosa, ao nível dos picos cheios de neve das montanhas à volta. Com uma lagoa lá mesmo em baixo, verdinha.

Arrancámos desta vez em downhil :):):) …como eu estava feliz nesse momento!!! Descer para mim era um sonho, conseguia finalmente respirar e nem o granizo que caiu incomodou.
A vista era espectacular e descemos a pique durante umas 3 horas…até chegarmos quase ao local do almoço, Quisuarani (no máximo meia dúzia de casinhas perdidas na montanha com uma escolinha primária). A 3.850. A chegar lá a abaixo comecei a sentir fadiga total e tive de encostar à boxe uns minutos, passei mal e só melhorei depois de vomitar e de cheirar um líquido qualquer que o Elvis me deu. Fomos 3 a sofrer do mesmo, o Ken e Vincent ainda passaram pior! A sorte é que estava sol e calor por essa altura e dava para descansar nas bermas do rio que por ali passava, formando grandes cataratas em alguns pontos.

O almoço já foi debaixo de chuva intensa e muito cansaço…estávamos à quase 6horas a andar…e ainda nos restavam mais 5h30 pela frente, desta vez, com uma grande e inclinada subida de pedras e muita lama, quase sem trilhos visíveis, apenas precipícios…

Assim foi o início da tarde….foi a parte mais difícil de todas e pensei várias vezes que aquilo era uma inconsciência e que eu devia ser doida varrida de me ter metido numa viagem de grau 4 em 5 de exigência física…
No topo de Willquikasa (4.500 mts) senti-me na border line, no meu limite. Ao mesmo tempo senti a alegria de perceber que o tinha superado! Inexplicável.

Do outro lado aguardávamos uma das mais bonitas partes do percurso, cheio de lagoas verdes e chinchilas a correrem pelo meio…aceleramos o passo pois iria ficar noite daí a 2horas e estávamos a quase 3h do suposto acampamento.

A correr montanhas abaixo por horas, começou novamente a chover e estávamos exaustos.
Magoei seriamente o meu joelho tal era a inclinação da montanha e a rapidez com que íamos por ali abaixo, mas mesmo assim tivemos de fazer cerca de 45 minutos de noite.

Chegámos a Cunkani, uma aldeola ligeiramente maior que a anterior, a 3.800 mts. Uma escola com 2 salinhas e o nosso chef e ajudantes a cozinhar lá dentro…estranho era, as lamas e as tendas não estavam por ali, e foi quando percebemos que o ruído que havíamos ouvido umas horas antes na montanha tinha sido de uma avalanche, ocorrida logo depois de termos passado uma montanha e que impediu as lamas e nossos sacos de passar.

Estava no limite da exaustão. 11h30 de caminhada num dia, com altitudes quase sempre acima dos 4.000 metros…voltei a sentir a quebra de tensão. O Ken não aguentou e deitou-se no chão da escola, imundo, e eu, passado uns instantes lá estava também, congelada de frio de cansaço. Os peruanos aqueceram-me umas garrafas e colocaram-me umas mantas em cima para aquecer o corpo.

Cheiravam mt mal e percebi mais tarde porquê…não tendo as nossas coisas, a única forma de nos manterem quentes era utilizar as mantas que serviam de selas aos cavalos, suados da sua caminhada. Ah pois é… é isso mesmo. E eu nem tive forças para pensar nisso, felizmente.
O Homem é um animal de hábitos e ao fim de uns dias na montanha eu já estava sem quaisquer frescuras!

O Hubert mandou 2 homens a meio da noite e da chuva intensa procurar as Lamas e os meninos que as acompanhavam pois não sabíamos se estavam bem, e fizeram todo o caminho para trás à procura!

Na salinha ao lado puseram todas as mantas disponíveis e juntamo-nos os 7 para dormir no chão da escola. Claro que não dormi mais que um par de horas, mas de manhã já estava a sentir-me melhor.


31/10 – 3º dia de trecking – Lares / Ollaytaytambo / Aguas Calientes


O Martín surpreendeu-nos a todos e, quando nos sentámos para tomar o pequeno-almoço, ele, como que por milagre, tinha feito um bolo para nós!!!!!

Recomeçámos a marcha e desta vez, uma “papaíta” / Peace of cake…ou uma canja se fosse por cá 
Finalmente o caminho era suave, com casinhas pelo meio, sem pressas. Encontrámos imensas crianças e a felicidade de ¼ de laranja deixa-nos sem palavras. O povo peruano é muito bom, gentil, naturalmente amável, e na sua pobreza material não deixa de ser rico em espírito.

Ao fim de 3 horas chegámos ao nosso destino: as termas naturais de Lares!

Senti-me como se estivesse no SPA do Ritz… agua quente, banho, piscinas a escaldar e…para nossa surpresa, o Cassiano, um dos homens enviados pelo Hubert na noite passada, tinha caminhado toda a noite e toda a manhã com os nossos 7 sacos às costas e lá estava ele, com a nossa roupa limpa!

Nas piscinas conheci o Tomás, um português do Porto, fotógrafo, que andava à 1 ano pelo Peru e que ficou pasmado de me ver ali pois era a primeira portuguesa que conhecia desde que estava na América do Sul. Claro que o Mundo é um T0 e logo percebemos que tínhamos conhecidos em comum. Ele tinha ido pela Geotur para o Peru e era grande amigo de um colega meu da Foz.  Incrível, ou talvez não: ainda não percebi a história das coincidências, se as há ou não…

Em Lares já tínhamos a combi da Lhama Path para nos levar de regresso a Ollaytaytambo, 3h30 de caminho por uma estrada que serpenteava pelas montanhas, estreita e toa feita em contra-mão pelo nosso motorista. Fechei os olhos, se não tinha morrido nas montanhas não seria ali, mas o melhor mesmo era não ver!

Chegámos a Ollaytaytambo e fomos beber um Pisco Sour antes de jantar. Fiquei logo animada!! 

Jantamos e conhecemos o Kurk, um Neo-zelandês a dar a volta ao Mundo, que a partir dali ficou connosco.

Depois de jantar apanhamos um Tuc-tuc para a estação pois chovia a potes e apanhamos um comboio para Aguas Calientes, o sopé do Machu Picchu.

A cama quente e macia que nos esperava foi uma bênção e dormi das 23h30 até às 04h00 como um bebé.

01/11 – Machu Picchu


05h00 da manhã já estávamos a tomar o pequeno-almoço.
05h30 na fila do bus que nos levaria, loucamente diga-se, até à esperada civilização perdida dos Incas.

É deslumbrante. Amei. Um sítio que tem mesmo uma magia no ar, um misticismo muito forte, que ate para quem é tão pragmática como eu, surpreendeu.

O grupo quis subir a Uayna Picchu, e eu e a Caroline ficamos deitadas no topo da civilização inca a curtir a vista pelo menos durante 1 hora!
Conhecemos imensa gente nessa hora, de passagem por ali. Uma animação diga-se! Voltamos a Aguas Calientes para almoçar e despedir do Hubert…e bebemos uns “litrinhos” de cerveja …para a meio da tarde arrancarmos num comboio panorâmico, todo em virdo, pelo Vale Sagrado de volta a Ollaytaytambo, onde o nosso motorista aguardava para nos levar a Cusco, mais 1h30 de viagem…

Chegámos a Cusco às 20h00 e fomos jantar com o Augusto.

O último jantar todos juntos. Despedimo-nos dos belgas. No final, eu o Jeff e a Caroline fomos ao Irish pub beber uma jola para descontrair e pensar nos dias incríveis que tínhamos passado.

02/11 – Cusco

Dormi lindamente. Sem horas para levantar.
De manhã tomei o Pequeno-almoço com os restantes e fui dar um passeio pela cidade, devagar, sem pressas, ver as lojinhas e aproveitar o sol. Ao almoço despedi-me dos Aussies e da Caroline e fui almoçar com o Jeff. Depois fomos a uma exposição muito gira inca, sobre cultura regional, e ele foi dormir a sesta enquanto eu continuei na passeata, mas já muito coxa.

Ao final do dia fomos ver um show de danças tradicionais. Um espectáculo. Uma mostra de folclore das varias aldeias com os seus fatos típicos. Muito bom!!

Jantámos na pizzaria “Felicidad” e despedimo-nos pois eu tinha de levantar-me às 05h00 novamente, para ir para Lima!

03/11 – O ultimo dia!! Cusco / Lima / Madrid

Táxi às 06h15.

Cheguei a Lima às 9h00 da manhã e resolvi que já não era uma turista…pelo que não iria de táxi para a cidade, resolvi arriscar o combi publico. Mais uma aventura, já não bastava!
No peru não há paragens de autocarros propriamente ditas…eles param onde se quiser, e desde que alguém no meio da rua faça um sinal. Vão aos berros de janelas abertas a gritar os nomes das ruas para quem quiser subir, rapidamente e quase em movimento, a bordo. Pelo meio põem a musica até ao limite da distorção e cantarolam também. Andam a mil à hora, param de repente e travam em cima dos outros carros (todos a cair de podres diga-se). Tudo grita. Eu ia caindo em cima de uma senhora e acabei por me sentar de costas pois estava a ficar doente com a condução do tipo.

Fui para Miraflores passear, mas confesso que estava tão cansada que ao fim de umas horas e um almoço, acabei por apanhar novamente um combi e regressar à paz do aeroporto.

Encontrei o Jeff por lá, à espera do seu voo para os states…despedimo-nos novamente e comecei a viagem de regresso.

Copio o que escrevi na altura:
“o avião descola dentro de minutos de Lima para Madrid. Amanhã estarei de volta a casa.
Mais uma viagem. Mais um bocadinho de mim que mudou. Mais um povo para guardar no coração. O que vale é que o Mundo é um T0”


Cheguei a Lisboa no dia seguinte, domingo, 04 de Novembro, às 17h00 locais.

Pirua de volta ao seu quintal.